domingo, 20 de fevereiro de 2022
Passei pela primeira vez na pandemia
domingo, 13 de fevereiro de 2022
Feminino de anjo é Anja: Nem sinal de asas, de Marcela Dantés
| Capa de Leonardo Loft, Com indicações de prêmios |
Como um ponto de partida para explorar a que pé anda a literatura contemporânea, gosto de explorar, um pouco, a lista de romances indicados ao Jabuti, nem todos os livros me interessam, tem os que eu já li, tem os que gostaria de ler, mas sempre vou dar uma olhadinha nas resenhas deles, eles podem me abrir para outras publicações, é bem interessante. No caso da lista de 2021, só tinha lido , e amado, o maravilhoso "O avesso da pele", que acabou vencendo a competição, dos outros, apenas "Nem sinal de asas" me interessou. Portanto, eu quis muito ler essa ficção desde o ano passado, mas tinha longas leituras sobre figuras femininas em curso (biografia da Elza e Tereza Batista cansada de guerra),ele entrou para a lista de 2022 e não me arrependi mesmo.
| O romance e os contos |
sábado, 12 de fevereiro de 2022
"Vou rifar meu coração" (2011), dir Ana Rieper
Por indicação de um grande amigo, assisti ao documentário Eu vou rifar meu coração, de Ana Rieper e adorei!
É tão verdadeiro, coloca questões tão importantes: na hora que dói o coração, todo mundo sofre, seja rico ou seja pobre. Quem discrimina, fica separando MPB de brega está apostando no preconceito, seria uma bobagem, se não fosse um absurdo.
Ouvindo os depoimentos de pessoas "normais", casados infiéis, amantes, gays, travestis, ciumentos, etc... ninguém escapa dessa!
Tem frases impagáveis:
"Você chama de música brega, mas pense se não é tudinho a vida da gente "
"Uma pessoa quando tá apaixonada, ela fica ridícula."
" Como você falou de música brega. Tem umas músicas brega que passam, tem umas da peste que é igualzinho a vida da genteE é qual?Pra mim? São todas! Porque é cada uma diferente da outra e cada uma toca num ponto fravo meu, eu acabo de me matar"
"O amor não é um encontro de orgasmos, é um encontro de almas"
"Homem é pra gente gostar só na hora da transa (...) Eu li num livro que a paixão é a coisa mais brega do mundo, consome o ser humano!"
"Seu eu fosse rica ei queria tomar um bom vinho na frente de uma lareira, beijando gostoso na boca, e fazendo tudo que Deus permitisse que eu fizesse e muito mais, porque o beijo bom é aquele beijo gostoso, com gosto de vinho, com gostinho de cigarro, com gostinho de lareira, ai como é bom. E a gente beija em cima e acende embaixo, isso é tudo de bom. Ontem a noite passei a noite todinha fazendo isso, só faltou a lareira"
Eu, que adoro esse tipo de música, sei que vou ficar revendo toda hora, mesmo que for só para ouvir a trilha sonora! Recomendo demais esse filme!
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2022
Semana de 1922: cem anos depois
| Caixa comemorativa do Modernismo |
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022
Lendo as "notas para uma definição de leitor ideal", de Alberto Mangel
sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022
PAZER DO TEXTO, ESCRITURAS, HISTÓRIA COM ROLAND BARTHES E GUIMARÃES ROSA
| BARTHES, Roland. O prazer do texto. Trad. J. Guinsburg. 5a. ed. São Paulo: Perspectiva, 2010. |
| O prazer vem da ESCRITURA |
Não foi ocasional eu ter falado da ESCRITURA de Guimarães Rosa no subtítulo do meu livro sobre Guimarães Rosa, eu já tinha lido Barthes.
| livrinho delicioso |
Em "O grau zero da escritura"[escrito em 1953], Barthes defende :
"Não é dado ao escritor escolher sua escritura numa espécie de arsenal intemporal das formas literárias . É sob a pressão da História e da Tradição que se estabelecem as escrituras possíveis de um determinado escritor : Existe uma História da Escritura; mas essa História é dupla: no exato momento em que a História geral propõe - ou se impõe - uma nova problemática da linguagem literária , a escritura continua ainda cheia da lembrança de seus usos anteriores, porque linguagem nunca é inocente: as palavras têm uma memória segunda que se prolonga misteriosamente em meio às significações novas. A escritura é precisamente esse compromisso entre uma liberdade e uma lembrança; é essa LIBERDADE LEMBRANTE que só é liberdade no gesto da escolha, mas já não é mais na sua duração. " (BARTHES, Roland. O grau zero da escritura. Trad. Anne Arnichand e Álvaro Lorencini. 3a. ed. São Paulo: Cultrix, 1972. p.125)