quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

O dia que o METEORO BRASIL falou #OMelhorDoBrasilÈJorgeBen

Comecei a ver e fui chorando copiosamente até o fim, porque, como vocês sabem.  eu acho que
#OMelhorDoBrasilÉJorgeBen
Quanto amor! Ai meu coração!
Nem sou fã, né?
Obrigada Meteoro



terça-feira, 17 de dezembro de 2019

RELEMBRANDO 2019: Retrospectiva do blog (2o. semestre)


Continuando a retrospectiva 2019, agora vamos para os seis meses finais.

JULHO – Em julho eu já estava louca de saudades dos rolês na Casa das Caldeiras, ai fui procurar festas domingueiras em outros lugares e nesse período o samba, que pipoca pela cidade, surgiu como ótima opção. Comecei assistindo uma prévia do Samba do Bule no Sesc Bom Retiro

o bule
eu no samba


Reiterando meu flerte com o cinema no mês passado, vi também o histórico documentário de Nanni Moretti Santiago, Itália, comentado aqui. Mas julho teve a Mostra de cinemas africanos no Cinesec
cartaz da mostra

Assisti 8 curta metragens e foi uma experiência ímpar, na qual eu mergulhei de cabeça para tentar me aproximar mais naquele mundo e suas sensações. Sobre os filmes que assisti escrevi este  post e também este. Foi um divisor de águas na minha visão do negro,da negritude e da ANCESTRALIDADE. Julho foi o mês que nos deixou o gênio João Gilberto, descanse em paz.

AGOSTO – Agosto comecei a fazer aulas de Hip Hop no Tendal da Lapa, muito difícil, mas também gostoso por estar com uma juventude bacaninha. Em agosto foi publicado o artigo sobre o meu pós-doc na Revista de História da USP, disponível neste link aqui. Foi muito importante, pois é um dos trabalhos que mais me orgulho de ter feito. Foi o mês de rever Quentin Tarantino, o cineasta da minha geração,  em  Era Uma Vez Em... Hollywood . Muito divertido, 
ótima trilha sonora como sempre e alegria participar dessa geração. 
Também foi o mês de começar a ler Milton Hatoum, o autor do ano, com seu melhor romance, Dois irmãos.Foi uma delícia que comentei aqui.

SETEMBRO –Começou com a perda de uma amiga muito amada, uma grande referência na vida, um luto que ainda estou tentando digerir, desde o momento que soube, lembrei do Grande Sertão “Não foi, não é, não fica sendo”, mas acontece que foi. Desde então eu passei a chorar muito, toda hora, por mais alegre que eu parecesse estar, porque é preciso levar a vida, eu estava sempre com os olhos rasos d'água. Dureza. A vida seguia e na entrada da primavera, as Caldeiras abriram para uma festa deliciosa, só que agora paga, mas a saudade era tanta, que nem ligamos. Eu sai na foto oficial, ao lado do DJ, no lado oposto ao balão vermelho 

Festa da Primavera

Também aproveitei bem o Espaço Cultural Rio Verde na Vila Madalena, que é um lugar por onde tenho muito carinho. Lá conheci o DJ Sankofa, que falou tanto sobre a musicalidade da África, foi maravilhoso, novamente o ponto da ancestralidade em minha vida.
DJ Sankofa

Além das festas, continuei indo ao Cinesec, lá assisti
ao premiado filme Sócrates, que me fez pensar na questão dos jovens, negros e homossexuais. Também assisti ao famoso Bacurau, a um filme bem arrastado, mas necessário, uma catarse, tudo o que precisávamos nesse ano pesado.  

OUTUBRO –Era o mês do meu aniversário de 40 anos, consequentemente o mês do meu inferno astral. Eu estava tão péssima, tão exausta, tão desconsolada pelo luto da amiga que uma tarde de sábado, mais ou menos do nada, sai e cortei meus cabelos. Foi horrível. Ficou horrível. Quando me dei conta, só queria  chorar, e chorei dias e dias, saudade do cabelão, da minha cara de cabelão, me achando uma monstrinha... sei que aquele mês mal tive forças para escrever no blog. Mas fiz um esforço para sair de casa e aproveitei as presenças VIPs que me dei de presente por causa do meu aniversário, mas sempre me achando horrível...  foi assim que eu conheci a Sociedade do Samba Maria Zélia, no seu mensal Quintal dos Prettos, que comentei aqui. Teve também o Rio Verde
quarentando
e, especialmente, a Casa das Caldeiras, que é sempre especial,
  mesmo eu estando verdadeiramente feia aquele dia. Mas tirei fotos com pessoas muito amadas
Sheila e Carol 

Jade
Gabi

Vitor
Mas no dia mesmo do aniversário, uma surpresa me esperava e as amigas Ana Matos e Karen me levaram para comemorar, com bolo de vela piscando 40 anos e tudo. Como soube na última hora, mal deu para avisar amigos, mas tive a preciosa presença da Aninha e da Helô, foi mágico!
Ana Matos, Karen, Amiga, Aninha e Helo

NOVEMBRO – Foi mais leve que outubro, senti que meus cabelos começaram a crescer um pouco, senti mais confiança de que logo eu ia gostar mais deles. Em uma noite de insônia, talvez pensando no filme Sócrates, assisti ao filme Moonlight sob a luz do luar (2016), de Barry Jenkins, e foi uma forte experiência estética que  comentei aqui. Voltei à Maria Zelia, primeiro no Quintal dos Prettos de Novembro, que estava ainda melhor, eu vestida à  caráter
pessoal da N'thighs

 E depois no aniversário de 12 anos do MZ  e foi muito divertido, senti tão bem o chamado do samba que até sambar, sambei!  


feliz, no samba
 Mas tivemos outros rolês em novembro, um churrasco na casa da Ana Mattos, sempre muito gostoso
No dia seguinte encontrei vários deles no Rio Verde, onde me diverti muito e beijei o boy mais bonito do rolê, viva mamãe Oxum 
Evidentemente, Novembro é o mês da Consciência Negra e eu fui no show do Jorge Ben na praça da República. Não levei celular, mas registrei o look ao sair 
partiu show

foto divulgação 

DEZEMBRO – Começamos com o Quintal dos Prettos, que comentei aqui. Estava toda poderosa, com todo meu meu tecido adiposo
Fiz muito sucesso naquele samba, acho que ainda vou colher o que plantei em 2020.
Afora isso, teve a Feira Preta, a primeira vez que eu fui, mas só passei depressa

pulseira da Feira Preta

E teve o dia que eu usei a roupa da magnifica Iza e divei de vestido de moletom "amarelo yellow" na cidade chuvosa, quando fui assistir a Rosane falar de fotografia no IMS
A realidade
A inspiração 



Em dezembro, assisti ao pesado documentárui Sai branco, preto fica, de 
Adirley Queirós  (2015), mostrando que não é fácil ser negro. Também nesse mês, a bela sulafricana  Zozibini Tunzi foi escolhida miss universo 2019: um reconhecimento da beleza negra muito significativo. 
Dia 23 de dezembro, depois até de eu publicar essa retrospectiva, ganhei de presente um show do Art Popular no largo São Bento .
divulgação do show
Eu , pronta pra chuva


Foi mara! Além das músicas deles que a gente  ama como Bombocado, Pimpolho, Agamamou, etc, tocaram muito pagode 90, como Lá Vem o Negão. Gritei todos pagodes da vida, desde menina. Fiquei na grade, bem na frente e  no fim peguei até na mão do Leandro de Pimpolho   ( em homenagem a Camila de 13 anos q amava ouvir enquanto jogava Alex Kid no Video game ). Presentão de Natal! E como era presente pra mim, eles tocaram Jorge Ben: Mas que nada!
Acho que é isso, agora teremos as festas e 2020 vi ai e que as enrgias se renovem!

sábado, 14 de dezembro de 2019

RELEMBRANDO 2019: Retrospectiva do blog (1o. semestre)



A tradicional retrospectiva do blog Pequenidades em 2019, o ano que não podia ter sido, mas será que foi? Vou dividir em duas partes, para caber no Blogger um comentário mês a mês. Vamos ao primeiro semestre:

JANEIRO - Comecei com muito medo da tragédia que o ano estava ensaiando ser, mas tentei levar de boa, como uma continuidade do ano de 2018, curtindo muito a Casa das Caldeiras, que eu sabia que me salvava a vida mas não sabia que seria por tão pouco tempo. Vale observar que no primeiro rolê do ano eu estava toda na defensiva, vestida com as roupas e as armas de Jorge
Pilantragi janeiro 2019

Desde o início 2019 era o  ano com gosto de  "até quando vou sobreviver"? O panorama político, que já ia de mal a pior, desde janeiro foi resumido pelo poema de  Augusto de  Campos

Poema de "O Mito", de Augusto de Campos, jan, 2019

FEVEREIRO – Desde o ano passado estava muito preocupada com a saúde de minha mãe, sabíamos que ela ia passar por uma cirurgia grande, estávamos esperando ser chamada. Mas em fevereiro eu ministrei uma palestra abordando cem anos de representação da menina negra na literatura infantil brasileira em  três momentos (Flor Encarnada de Arnaldo Oliveira Barreto, 1921; A Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado, 1986 e Menina Pretinha. da Mc Soffia, 2016), para o Sesc, começando a destacar a questão do ano: a ANCESTRALIDADE. 
personagens 
Ainda em janeiro ganhei um cd do raper Gui do Guetto rap na rua, e me voltei para essa cultura black. Mas ao  mesmo  tempo, como todos os anos nessa época,  eu já estava ansiosa para o carnaval, que seria só em março, eu  achava que seria bem na hora do carnaval, por isso quis aproveitar muito o pré carnaval e aproveitei todos os ensaios, foi muito gostoso.
Pré Carnaval TaradoNiVocê

MARÇO – Era carnaval e eu pulei os quatro dias, deliciosamente, escrevi detalhes sobre todos os dias aqui. Foi um carnaval sem palmitagem, glória a Deus! Ao mesmo tempo, li um livro  indicado pelo amigo Luiz Henrique, era Espírito da Intimidade e foi muito importante para pensar questões sentimentais entre pretos e pretas e novamente, sobre a palavra do ano, ancestralidade, com trechinhos lindos assim:
"A intimidade, em termos gerais, é uma canção do espírito, que convida duas pessoas a compartilharem seu espírito. É uma canção que ninguém pode resistir. Acordados ou dormindo, em comunidade ou sozinhos, ouvimos a canção. Não conseguimos ignorá-la."

(Sobonfu Somé. O Espírito da Intimidade - Ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar. Trad. Deborah Weinberg. 2a. ed.  Odysseus Ed., 2007,  p. 25.)



ABRIL- Cirurgia de mamãe. Foi muito tenso, mas estivemos todos juntos em nome de um bem maior que era a recuperação dela e tudo ocorreu da melhor forma. Afora isso, eu estava curtindo muito meu cabelão, mal sabia que, em breve, ele seria cancelado,  lamentavelmente. Mas com esse cabelão eu fui ao último Samba Rock plural na Casa das Caldeiras, querendo mais contato com a ancestralidade, mas ainda foram tentativas frustradas, só que renderam para o ano todo, como neste diálogo:
Sorrisos negros 

 Também em abril eu fui a uma festa de Hip Hop nas Caldeiras, foi amor à primeira vista...depois acabei me especializando um pouco nesse ritmo, mas tudo começou ali!
 

novos óculos
MAIO- Comecei a querer modificar meu visual, o que se estendeu o ano todo e nem sempre foi para melhor, mas em maio foi positivo, pois comecei a  usar óculos roxos, bem charmosos.
Mas era o mês da Virada Cultural e o Sesc Pompéia  fez uma linda homenagem à Cultura Africana, era perto e deu para curtir um pouco e voltar depressa para ficar com mamãe, e ter curtido foi ótimo, pois me  levou a retomar aquela essencial busca pela ancestralidade, sonhada há tanto tempo e que agora parecia estar mais próxima. Na Virada eu me diverti  no show Essênc'Iyá: lê Aiyê convida Paula Lima e Ellen Oléria
cartaz do show na Virada

Até que, infelizmente, chagamos no último rolê do projeto Todo Domingo Musical na Casa das Caldeiras e tentamos nos divertir ao máximo! 
JUNHO- Nesse mês as coisas começaram a ficar mais corridas, pois passei a acompanhar minha mãe no hospital para tratamento toda semana, o que me sugava muita energia. Como tinha tempo livre na sala de espera, usei para ler bastante, começando pela biografia Matinho da Vila: Reflexos no espelho,  que comentei neste post. Ainda nas leituras, preocupada com ancestralidade, conheci e comentei aqui sobre o conto de Conceição Evaristo, A gente combinamos de não morrer, que fala tanto sobre a realidade do negro no Brasil do atual governo. Ainda neste mês teve o lançamento de Almodóvar, muito bem acompanhada da minha amiga Rosane, sobre o filme, postei nesse link. Aliás, junho foi um mês que eu passei com  Rosane  algumas  vezes, numa delas conheci o belo Sesc 24 de maio, onde tirei essa foto, bela, mas cheia de melancolia
São Paulo, no Sesc 24 de maio

Assim foram os primeiros seis meses de 2019, muita coisa mudaria depois, mas elas só comento na semana que vem! :)




quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

"Sai branco, preto fica" : crime de ser negro e periférico

cartaz do filme

Não consegui comentar na hora. mas há alguns dias eu assisti ao  documentário "Sai branco, preto fica" (2015), de Adirley Queirós ,que está disponível na íntegra nesse link . Partindo do título, que é uma fala policial, o filme trata das consequências de uma investida policial num baile black na periferia de Brasília em 1980, a qual deixou DJ Marquin do Tropa 
paraplégico  
Dj Markin em cena do filme

E deixou 
Sartana (Shokito) usando uma perna mecânica. O documentário começa com depoimentos das vítimas, focando em seu dificultoso  dia a dia,  convivendo com o estado que atigiram, mas em certo momento surge um personagem fictício, Cravalanças, que vem de 2073, pra investigar a responsabilidade do Estado Brasileiro no evento que vitimou os dois rapazes. 
Sendo assim, não se trata de um um documentário tradicional, do tipo é tudo verdade, pois ele  tem uma parte futurista, ou melhor,   afrofuturista, onde se pensa na possibilidade de uma justiça para a perseguição promovida pelo Estado  nas regiões periféricas.
O filme foi bem recebido pela crítica  e premiado, mas alerto que é bastante pesado, ou mesmo um filme de terror verdadeiro, como escreveu Inácio de Araújo no link acima, pois mesmo com essas saídas mais  voltadas para a ficcção científica, a parte real é gritante, especialmente se pensarmos que ainda hoje, quarenta anos depois,  esse tipo de repressão acontece.
Deixo o trailer do filme, se acharem que têm forças, assistam, vale a pena

segunda-feira, 9 de dezembro de 2019

Miss universo 2019 : Beleza negra reconhecida


`Premiação

Em 8 de dezembro de 2019, dia de Oxum, orixá da beleza, vencendo todos os preconceitos e assumindo a verdade de que Negra é linda, a candidata da sulafricana Zozibini Tunzi (26) venceu o concurso de Miss Universo <3 font="">
Não que seu seja uma entusiasta desse tipo de consurso, porque tenho noção do qrande mal que podem fazer, mas o caso é um tanto especial, vejamos:
A bela jovem é relações públicas e ativista na luta contra a violência de gênero , tendo total noção do significado mais amplo que sua vitória terá para todas as negras e negros no mundo, conforma podemos confirmar em seu discurso : 



Representatividade é importante.  E já passou da hora da branquitude devolver às negras e aos negros o reconhecimento de sua beleza. Mamãe Oxum sorriu ontem, eu sorri também! 

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Quintal dos Prettos: Último do ano



Pena que só descobri o Quintal dos Prettos em outubro, porque é um rolê tão bom que parece até um sonho! Lá me sinto à vontade, desde o  primeiro,  em outubro,  foi logo no dia seguinte a ter cortado os cabelos, estava me sentindo horrorosa, mesmo assim me senti tão acolhida ali, onde o protagonismo é negro, e nunca  mais quis deixar de ir a Comunidade do Samba Maria Zélia. Algumas imagens :







 Ouvir o samba na boca do povo é de arrepiar


 Tem muita história nesse pagode. Algumas de domingo : 
CINDERELA PRETA - Ontem acabei molhando minhas sandálias no samba (muitos baldes de gelo derretendo e até uma latinha de cerveja inteira derrubada nos  meus pés) e o salto baixinho de uma delas desgrudou. Eu pensava que estava difícil andar porque meu pé estava molhado e escorregava na sandália, mas o preto de ontem me disse:-Não nega, não é isso não. Tira o pé do chão e confia em mim, vou resolver seu problema!
Tipo, aquela cena da Cinderela mostrando o pezinho para calçar o sapatinho 
Ele , de uma vez só, arrancou o saltinho baixo da sandália, para minha surpresa e ficou bem melhor para eu andar .
-Uau, você adaptou o sapatinho para o meu número, igual na história da Cinderela?
-Sim, mas para você foi fácil, porque todo mundo sabe que você é a minha Cinderela Preta! (ò o golpe)😂😂😂😂
Ele , de uma vez só, arrancou o saltinho baixo da sandália, para minha surpresa e ficou bem melhor para eu andar .-Uau, você adaptou o sapatinho para o meu número, igual na história da Cinderela?-Sim, mas para você foi fácil, porque todo mundo sabe que você é a minha Cinderela Preta! (ò o golpe)😂😂😂😂 
MÃE PERDIDA - Um fato inusitado: Como o clima  ali  é bem familiar, temos muitas crianças sempre, brinquedos, com monitores, para elas se divertirem e tal. Mas chega uma hora da noite que recolhem os brinquedos, e os monitores vão embora. Nessa hora, ontem, interromperam o pagode não porque tinha uma criança desaparecida, mas porque tinha um filho cuja mãe tinha desaparecido. O menino, Murilo, era o que Guimarães Rosa chamaria de "um caso achado", e estava bem calmo e tranquilo , como se não fosse a primeira vez que isso acontecia! Foi peculiar, especialmente porque a mãe, demorou até ser encontrada, mesmo com todo mundo gritando "aparece Juliana para o samba continuar" kkkkk
No fim, acho que ela apareceu e o pagode continuou, mas é cada coisa, né?

TEMA DO ROLÊ - Puxando pela memória, estava difícil escolher o tema , mas escolhi  essa que, já quase às 21 horas, introduziu a entrada surpresa da bateria no Maria Zélia, levando o povo à loucura:


sábado, 23 de novembro de 2019

Shows marcaram o Dia da Consciência Negra em São Paulo

eu, no dia
Jorge Ben Jor. Foto: Wadson Ferreira – SRzd



No dia 20 de novembro de 2019, resolvi passar o Dia da Consciência Negra junto aos negros, na Praça da República assistindo shows , porque para o povo preto, cantar é como rezar. 


Cheguei um pouco atrasada, não vi a apresentação do Bloco Afirmativo Ilu Inã com a participação da cantora Tássia Reis e de Melvin Santhana, mas à tempo de assistir a rapper Drik Barbosa apresentar algumas músicas do disco Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MCs, na companhia dos DJs KL Jay e Nyack e quando começou a tocar essa



mas ali,acompanhada 
 pela voz do povo preto que sabe Racionais de trás pra frente, eu me arrepiei todinha, tanto que a senhora ao meu lado perguntou se eu estava com frio... não,mesmo! 😁G

Gostei também  do garoto, branco e jovem, que traduziu em libras as letras do Racionais... muito rápido, como se aquilo fosse seu dia a dia.
Mas a estrela do dia da Consciência Negra, como não podia deixar de ser, foi o Jorge Ben, o verdadeiro "criolo rei"! É incrível como ele produziu material para que o negro se reconheça nessa posição, como black power e também como Black is beautiful! Nem todo mundo gostou do show, acharam um Ben meio lento, outros pensam que Ben faz sempre o mesmo show desde os anos 70... mas e dai? É isso que a gente quer ver mesmo! :) Quando cheguei em casa: