sexta-feira, 4 de abril de 2014

mais Antropologia da Criança

"E entender que ), onde quer que esteja, a criança ela interage ativamente com os adultos e as outras crianças, com o mundo, sendo importante na consolidação de papéis que assume e de suas relações. (...) a criança não é apenas alocada em um sistema de relações sociais dentre aquelas que o sistema lhe abre e possibilita. P. 28(...) e não são apenas produzidas pelas culturas mas também produtoras de cultura e tem autonomia cultural em relação aos adultos. Esta autonomia deve ser reconhecida, mas também relativizada: digamos, portanto, que ela têm relativa autonomia cultural. Os sentidos que elaboram partem de um sistema simbólico compartilhado com os adultos. Negá-lo seria ir de um extremo a outro; seria afirmar a particularidade da experiência infantil sob o custo de cunhar uma nova, e dessa vez irredutível, cisão entre os mundos. Seria tornar esses mundos incomunicáveis. P. 35 "
Clarice Cohn - Antropologia da Criança 

segunda-feira, 31 de março de 2014

Haroldo de Campos fala sobre Guimarães Rosa

Vale MUITO cada um dos mais de 40 minutos... especialmente os 10 ou 5 finais, onde ele  fala de "Meu tio o Iauartê" e  esclarece uma coisa que eu sei que acontece no Rosa o tempo todo, mas que eu não tenho capacidade de comentar direito:  tem que ouvir o Rosa, nos ruídos mesmo, porque o conteúdo não está só no plenamente verbal, existem muito mais informações ali... é na renda das palavras que a gente se aproxima daquela escrita que, vocês sabem, não tem igual para mim!

quarta-feira, 26 de março de 2014

Documentário com depoitmentos de exilados no Chile

Quando secar o rio de minha infância - Frei Tito de Alencar



Não podemos esquecer do Frei Tito, vejamos um poema que ele escreveu antes de sucumbir à loucura da tortura:

Quando secar o rio da minha infância
Quando secar o rio de minha infância,
secará toda dor.
Quando os regatos límpidos de meu ser secarem, minh’alma perderá sua força.
Buscarei, então, pastagens distantes
Irei onde o ódio não tem teto para repousar.
Ali, erguerei uma tenda junto aos bosques.
Todas as tardes me deitarei na relva,
e nos dias silenciosos farei minha oração:
Meu eterno canto de amor: expressão pura de minha mais profunda angústia
Nos dias primaveris, colherei flores para
meu jardim da saudade.
Assim, exterminarei a lembrança de um passado sombrio.
Tito de Alencar
Paris, 12 de outubro de 1973

segunda-feira, 24 de março de 2014

Rodrigo Campos:uma descoberta


Ontem, domingo 23, o programa Supertônica (apresentado por Arrigo Barnabé na rádio Cultura AM) recebeu o Rodrigo Campos para ser entrevistado. Como ouvi o  Campos pela primeira vez através do sample suave no refrão na pesadíssima música "Duas de cinco" do Criolo, ai pensei que ele também fosse  um rapper paulisano, ok... mas na entrevista vi que não é bem assim... Campos está mais ligado a tradição das rodas de  samba de São Mateus, na Zona Leste  e ele também  tem trabalhos na área cultural, teatro, etc. Este disco, vale muito ouvir na íntegra, eu curti (parece que o Arrigo Barnabé também gostou)...   
Ouçam: