sábado, 17 de setembro de 2016

"Mãos vazias e pássaros voando" : Um trabalho de Teoria da História



"A Estória não é História. A Estória quer ser contra a História." G. Rosa
"Deus é paciência. O contrário é o diabo".G. Rosa
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"Deus é definitivamente; o Demo é o contrário".G. Rosa

Por muito tempo, talvez um pouco influenciada por algumas outras opiniões azedas, eu acabei rejeitando o resultado final da minha dissertação de mestrado "Mãos vazias e pássaros voando : Memória, invenção e não-história em Tutaméia de João Guimarães Rosa"  (2009). Hoje peguei meu exemplar e, folheando, me orgulhei dele. Lembrei de toda travessia, da ousadia de pesquisar Rosa na História, da tensão de ter duvidado até o último minuto da defesa que eu ia ter condições de saúde para terminar... e terminei. Hoje eu concordo com algumas pessoas que, desde então, me disseram que é uma boa dissertação e para mim tem valor especial ela ser na área de TEORIA DA HISTÓRIA, propriamente dita (como eu sempre quis assumir, mas que depois nem sempre me deixaram fazer, porque agora é "História Intelectual" :s ). 

Era o pagamento de uma promessa que eu fiz à memória de Rosa, mas era também a agradável sensação de ter encontrando " a minha casa de verdade", no mundo de Rosa, então escrevi um trabalho bonito, que continua interessante (ainda uso as ideias nos artigos que tenho tentado publicar ) ...
Aquilo vale à pena fazer...

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Palhaço Carequinha



O PALHAÇO CAREQUINHA - As crianças leitoras, personagens e coautoras das anedotas de Pedro Bloch o reconheciam como produtor de humor pois se divertiam com ele e percebiam que os adultos também riam. Mas como a tarefa de fazer rir, para as crianças do século XX, era executada pelo palhaço, não é raro que o comparem com o palhaço Carequinha.

O cômico carioca George Savalla Gomes, o Carequinha (1915-2006) foi um palhaço de televisão desde pelo menos a década de 1950, tendo atuado em emissoras regionais, na TV Tupi, na Globo, Manchete e etc,era bastante conhecido das crianças durante todo o período que Pedro Bloch escreveu suas anedotas infantis.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Anedotas de Pedro Bloch e Guimarães Rosa


Guimarães Rosa era amigo, vizinho e leitor das anedotas infantis de Pedro Bloch, tanto que cita algumas no prefácio de seu livro Tutaméia (1967), introdudizo-as assim:

“deixemos vir os pequenos em geral notáveis intérpretes, convocando-os do livro ‘Criança diz cada uma!’, de Pedro Bloch”. Destas selecionei uma referente ao humor infantil:
“A RISADA. A menina – estavam de visita ao protético – repentinamente entrou na sala, com uma dentadura articulada, que descobrira em alguma prateleira: - Titia! Titia! Encontrei uma risada!” (ROSA, Guimarães. Tutaméia, 1967, p. 08-09).



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Morte a antiga "gramática" para o "mundo tornar a começar"




O que me espanta é que mesmo depois do auge da crise dos paradigmas no século XX, da História em migalhas, da estória contra a História de Rosa, da sociedade líquida no século XXI, etc... ainda tem gente querendo fortemente ler o mundo a partir daquela antiga "gramática" ...
Quem trabalha com pesquisa em História Cultural sabe que aquelas regras tão rígidas já não valem de nada (nem devem valer) ... só nos restaram os fragmentos para serem rearranjados então eu só posso dizer: que girem os globos da morte de tudo isso para "o mundo tornar a começar"...