terça-feira, 17 de maio de 2016

A honra é de quem mesmo?



Ontem, no curso sobre a "Era do vinil", sobre a titulação de Milton Nascimento como doutor honoris causa em música, pela Universidade Berklee, Sérgio Molina lacrou:
"Então, agora o Milton Nascimento doa um pouco de seu prestígio a Berklee, que é quem deve se sentir honrada"
Né? Emoticon smile

CICLO DE PALESTRAS : A presença feminina na história brasileira: arte, literatura e educação


PALESTRAS:
1- "As quatro meninas das estórias de Guimarães Rosa : representações femininas de crianças no século XX."
Palestrante : Camila Rodrigues
Dia e hora 06/06 - 09:00
2- "A educadora Lenyra Fraccaroli frente a primeira biblioteca infantil de São Paulo e a formação da criança leitora nas décadas de 30 e 40".
Palstrante: Patricia Raffaini
Dia e hora 06/06 - 11:00
3 - "Agora eu falo e sou ouvida: poder criativo e independência em Carolina Maria de Jesus"
Palestrante : Elena Pajaro Peres
Dia e hora 07/06 - ) 09:00
4 - "A trajetória das escultora brasileiras e as interdições de gênero na arte do século XIX"
Palestrante : Ana Paula Cavalcanti Simioni
Dia e hora 07/06 - 11:00
5- "O traço com sotaque : a charge de Hilde Weber"
Palestrante : Andrea Nogueira
dia e hora: 08/06 9:00
6- "Da escrava à imperatriz - condição feminina no Brasil do primeiro reinado"
Palestrante : Ana Paola Batista
Dia e hora 08/6 - 11:00
Área de anexos

segunda-feira, 16 de maio de 2016

Representações femininas de crianças no século XX

Título:
 As quatro meninas das estórias de Guimarães Rosa: representações femininas de crianças no século XX

Sinopse :
Durante a década de 1960 o escritor João Guimarães Rosa modificou sua forma de escrever literatura, pois seus textos ficaram mais condensados, com narrativas curtas que ele denominou Estórias. Especialmente nos livros “Primeiras  Estórias” (1962)  e “Tutaméia: Terceiras Estórias” (1967), a infância aparece caracterizada de diversas formas, com muitos personagens crianças, mas com o diferencial de que, ali , não são plenamente representados apenas meninos, como na primeira fase, mas também meninas, que passam a ser mais frequentes em quantidade e em importância, esboçando certa tendência do século XX em  retratar o feminino com destaque, o que nas estórias aparece, surpreendentemente, a partir das crianças. Para abordar estes temas trataremos especialmente das personagens meninas Nhinhinha, Brejeirinha, Fita Verde e Dajaiai, que protagonizam textos rosianos.

Dia :
06 de junho de 2016 (segunda feira)

Hora:
9:00

Evento gratuíto

Local :  UNIBES (Rua Oscar Freire, 2500, ao lado do Metrô Sumaré)

domingo, 8 de maio de 2016

Sentinela & Caçador de mim : Dois momentos de Milton Nascimento


Eu tenho todos os discos do Milton Nascimento em CD, mas por algum motivo, ouço apenas os dos anos 70 ... hoje estou escutando esse "Caçador de mim" (1982) inteirinho e achando lindo, mas nunca mais vou confundi-lo com o Sentinela (1980), porque aquele ainda tem um gostinho de "Milton 70" em alguns arranjos ...


 Em "Caçador de Mim" ainda tem o Milton lindo de sempre, e é um mais conhecido do Brasil e do mundo, mas não tem aqueles arranjos do Clube... enfim... acho que ENTENDI o que o Ivan Vilela falava no curso e eu não entendia porque achava que ele estava falando do Sentinela...
É que esses são discos da transição, para a gente perceber bem que, embora todo Clube da Esquina seja Milton, nem todo Milton é Clube da Esquina, mesmo continuando lindo e tudo mais...

 Mas e agora? De qual eu gosto mais? Sempre falava que era o Geraes (1976), depois redescobri o Minas (1975) e tem o "Clube da Esquina" (1972) com o Lô ... não dá para escolher só um ainda... mas certamente é um da década de 1970!

sexta-feira, 29 de abril de 2016

Ouvir música como antigamente ...

Entrevista de Samuel e Lô em 28 de abril de 2016 

Samuel Rosa diz que o ato de consumir música atualmente é grosseiro
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Felipe Branco Cruz
Do UOL, em São Paulo


28/04/201618h21
-- Para Samuel Rosa, vocalista do Skank, a tecnologia e a internet facilitaram o consumo de música, mas transformou o ato de ouvir em algo "grosseiro". "É como se as pessoas voltassem a comer com as mãos. Um álbum precisa ser degustado. O Clube da Esquina, por exemplo, tem que ser ouvido de cabo a rabo", afirmou Samuel.
"As pessoas precisam criar espaço na agenda delas para ouvir música. Está tudo superficial. Estamos na época dos surfistas e não dos mergulhadores". A declaração foi dada nesta quinta-feira (28) durante o bate-papo especial com Samuel e Lô Borges em comemoração aos 20 anos do UOL.
Dono de composições atemporais, durante a conversa, Lô Borges preferiu não fazer previsões do futuro da música. "Eu não saberia responder para onde a música vai amanhã, muito menos daqui a cinco anos", disse o compositor que brincou com o título do funk "Tá Tranquilo, Tá Favorável". "Não conheço a música. O título é simpático, mas soa como algo que não presta. Acho que cada um deve cantar e tocar o que lhe convém. A diversidade musical serve para diferenciar e juntar as pessoas", analisou.
Os mineiros Samuel Rosa e Lô Borges estão em turnê juntos para tocarem as músicas do Skank e do Clube da Esquina. Recentemente, a dupla lançou um DVD e um CD ao vivo gravado em agosto do ano passado no Cine Theatro Brasil. "Me surpreendi quando Lô Borges gravou 'Te Ver', do Skank. Fiquei feliz e lisonjeado na época", lembrou Samuel.
Os dois cantores aproveitaram a oportunidade para trocarem elogios. Lô Borges lembrou, por exemplo, de uma conversa que teve com Milton Nascimento quando Samuel compôs "Resposta". "O Bituca [apelido de Milton] disse que Samuel Rosa dormiu, sonhou comigo e escreveu 'Resposta'", disse Lô.
"Acho gostoso dividir o palco com o Samuel, porque normalmente eu trabalho em carreira solo. Faz bem para a música da gente", disse Lô Borges. Para Samuel, tocar com Lô é como se apresentar com os Beatles. "Tocar com ele tem para mim a mesma dimensão dos Beatles. Eu o vejo do tamanho dos Beatles", afirmou Samuel. "O Clube da Esquina nos encorajou a fazer música para quem não estava no eixo Rio-São Paulo".
FONTE DO TEXTO Clique aqui.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sobre mulheres "Belas,recatadas, do lar"

http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/04/160418_marydelpriore_entrevista_marcella_temer_np?ocid=socialflow_facebook

Uma entrevista com Marcela Temer que a definia como "bela, recata e do lar" causou grande reação nas redes sociais em ótimas postagens  engraçadas, lembro ainda que essa categorização tem um histórico, relembrado pela Mary Del Priore aqui e que foi muito bem analisado no momento atual pela filósofa Marcia Tiburi aqui

Vendo todos esses lados, nem todas as mulheres são iguais, nem precisam seguir modelo algum, por isso lembro meu posicionamento, reinterando a fala de Nana Queiroz  :