domingo, 15 de janeiro de 2017

Pedro Bloch dissertando sobre a voz

O começo do fim do pós doc

Ainda não sei se vou pedir prorrogação do pós doc para escrever um ensaio e publicar em livro, mas a princípio devo terminar esta etapa em julho, então já comecei a escrever o relatório final. Tem duas possibilidades para o título do relatório, qual vocês preferem : com cirquinho ou com escárnio? (com Emoji e tudo mais)... Gostam?




ou 


domingo, 8 de janeiro de 2017

Uma viagem panorâmica sobre meu interesse em pesquisa sobre infância e criança

Retrato meu feito pelas crianças da escola Lumiar em 2004

EU E AS CRIANÇAS - Como pesquisadora, sempre me debrucei sobre estudos de cultura e alguns temas me interessaram muito. É o caso das crianças e infância. Minha primeira experiência nisso foi logo que me formei e fui trabalhar com crianças numa oficina oficina sobre Guimarães Rosa na Escola Lumiar de São Paulo (2004-2005),depois fiz mestrado sobre  outras temáticas e só voltei a repensar esta experiência em 2009, quando iniciei meu doutorado sobre infância na escritura das estórias de Rosa (2009-2014), o que me proporcionou muitas experiências sobre, como ter feito estágio com as crianças estágio junto ao Projeto Piá da FEUSP (2010), assistir  vários Workshops com pedagogos e pesquisadores da Aliança Pela Infância no Parque do Ibirapuera (2013 e 2014) e ter participado de congressos sobre Literatura Infantil, como o 1o. encontro de produções literárias e culturais para crianças e jovens na FFLCH  (2010) e o Congresso internacional de Literatura infantil na PUCRS em Porto Alegre (2012).Também em 2012 eu assisti ao curso de extensão História da Infância na PUC SP, e que em 2013 me levou a ser convidada para ser membro do Grupo de Trabalho História da Infância e da juventude Anpuh SP, do qual ainda participo.Em julho de 2014 eu participei de um bate papo com professores de Educação Infantil no CEI Vila Calu, em Itapecerica da Serra.Resgatando toda essa experiência, em 2015 comecei o pós-doc sobre as anedotas infantis de Pedro Bloch  (2015-2017), onde eu comecei a pensar na autonomia das crianças expresso por certa produção humorística.Ai que comecei a pensar em humor ...

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Um artigo que cita o trabalho de Pedro Bloch e as crianças


Enfim um artigo científico, publicado em periódico, cita o trabalho de Pedro Bloch com as crianças. O texto é  O sol e as laranjas : Ou sobre o lugar onde as crianças e a poesia se encontram, de Beatriz Fabiana Olarieta e ele foi publicado em Childhood & Philosophy, Rio de Janeiro, v.9, no. 17, jan-jun 2013, p, 11-23. o texto completo está disponível aqui

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Qualquer semelhança com fatos atuais é só semelhança?


"...Há outros silêncios intencionais, claramente criminosos. Sabemos hoje, com pesquisas históricas e arquivísticas, inclusive aquelas realizadas a pedido da Comissão Nacional da Verdade, que muitos dos fatos sistematicamente negados e desmentidos pelos militares, e que não encontravam comprovação independente de testemunhos das vítimas, aconteceram desde o primeiro dia da ditadura militar instaurada pelo golpe de 1964. Arquivos foram destruídos, outros escondidos, mas sabemos com certeza, hoje, que a tortura e o desapaecimento de pessoas nos porões da ditadura não foram, como tantas vezes nos quiseram convencer, uma reação de um governo em guerra contra a luta armada desencadeada por parte da esquerdaa partir de 1968.Desde o primeiro dia do regime de 1964 prendeu-se e torturou-se neste país. Homens e mulheres, especialmente os sindicalistas de então, fossem comunistas, nacionalistas, trabalhistas, socialistas,ou não,sofreram a violência inominavel da tortura por parte dos Agentes do Estado. Muitos deles perderam seus empregos e ficaram impedidos de conseguir outros pelo conluio entre governantes  e dirigentes das empresas que os demitiram. O silêncio que se difundiu sobre a tortura e o desaparecimento de pessoas no início do período ditatorial, produzido pela covardia dos que apoiaram o golpe nas ruas, nas  associações empresariais e patronais, na imprensa, nos quartéis, aqui e no exterior, contaminou, por muito tempo, a palavra de historiadores que silenciavam sobre o que não podiam comprovar: o terror do regime de 1964, que tomara o poder apoiado por aqueles que diziam falar em nome de Deus, da democracia e da paz social, palavras que, vistas depois da experiência histórica das últimas décadas, me parecem mais heterônimos de certas frações do capital." 

Marcelo Jasmin. "Silêncio da História: experiência, acontecimento, narração" In: NOVAES, Adauto (org).O silêncio e a prosa do mundo. São Paulo: Edições SESCSP, 2014, p.256-7 .