domingo, 15 de outubro de 2017

Os samples do Boogie Naipe

Gente, alguém já fez didaticamente o trabalho que venho tentando fazer artesanalmente desde dezembro de 2016, que é descobrir no disco solo do Mano Brown o que eu chamo de citações de canções clássicas do universo soul, da black music! Claro que esse vídeo  trata apenas de samples, e as citações vão além disso, estão nas letras, no discurso, etc, e para eu tentar  identificar  isso, tenho que ouvir muita black music, no Brasil e fora, e é uma delicia identificar porque esse disco do Brown não é brincadeira, não ... divirtam-se!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

TAREFA : Seleta de canções de Jorge Ben


Esta manhã me pediram uma lista com as 12 músicas de Jorge Ben que eu mais ouço. Tarefa difícil já que nem o melhor disco consigo escolher, então precisaria ser cirúrgica... no fim, a muito custo,  consegui uma lista 36 canções (sim, 3 vezes mais do que foi solicitado)A lista bruta , sem hierarquia, saiu assim. Nos nomes têm os links no Youtube e ao lado anotei as versões dos álbuns e a data.
Divirtam-se!

1 - Mas que nada (versão Samba Esquema Novo 1963)


2 - Zumbi/ África Brasil (versão África Brasil 1976)


3 - Umbabarauma (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


4 - Zagueiro (versão Solta o Pavão 1975)


5 - O telefone tocou novamente (versão Força Bruta 1970)


6 - Se segura malandro (versão Solta o Pavão 1975)


7 - Que nega é essa (versão Ben 1972)


8 - Chica Silva (versão África Brasil 1976)


9 - O homem da gravata florida (versão A tábua de esmeralda 1974)


10 - Amor De Carnaval (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


11- Nascimento De Um Príncipe Africano (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


12 -Jovem samba (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


13- Tôda colorida (versão O Bidú- O Silencio No Brooklin 1967)


14 - Cuidado com o Bulldog (versão Solta o Pavão 1975)


15 - O namorado da viúva (versão A tábua de esmeralda 1974)


16 – Zazueira (versão Jorge Bem Jor acústico MTV 2002)


17 -Negra zula (versão Negro é lindo 1971)


18 -W Brasil (versão Jorge Bem Jor acústico MTV 2002)


19 - Menina mulher da pele preta (versão A tábua de esmeralda 1974)


20- Quem mandou (pé na estrada) (versão Ogum Xangô 1975)


21- Jorge da Capadócia (versão Solta o Pavão 1975)


22- O vendedor de bananas (versão 10 anos depois 1973)


23 -Minha menina (versão sinlge 1968)


24 - Cadê Tereza (versão Jorge Ben 1969)


25 –Criola (versão Jorge Ben 1969)


26 -As rosas eram todas amarelas (versão Ben 1972)  


27 - A minha estrela é do oriente (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


28 - Amante amado (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


29 - A banda do Zé Pretinho (versão A Banda do Zé Pretinho 1978)


30 - Jazz Potatoes (versão Jazz potatoes – Rarity 1973)


31- Cosa Nostra (versão Single Jorge Ben e Trio Mocotó 1971)


32- Por causa de você menina (versão Samba Esquema Novo 1963)


33 - Que pena (versão Jorge Ben 1969)


34 - A tamba (versão Samba Esquema Novo 1963)


35- Ualá Ualalá (versão Samba Esquema Novo 1963)


36- Charles, anjo 45 (versão Jorge Ben 1969)

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

11 DE OUTUBRO : DIA INTERNACIONAL DA MENINA



Só agora descobri que hoje, 11 de agosto, é o DIA INTERNACIONAL DA MENINA! Adoro! Quando comecei a enveredar na pesquisa sobre História da criança (suas vivências e representações) elas se destacaram e eu cheguei a  ministrar uma palestra e escrever pelo menos dois artigo destacando as meninas na área de História Cultural -  um abordando as representações de crianças meninas nas estórias de Rosa disponível aqui, e outro sobre Ooó, a netinha mais nova de Rosa disponível aqui

Sobre o Dia Internacional da menina, lendo este verbete da Wikipédia, vi que essa coisa é super recente, coisa do século XXI mesmo, e acho super válido se comemorar não apenas o dia das crianças, mas especificamente o dia da menina (crianças do sexo feminino), porque ser menina (biológica, social e historicamente falando ) não é nem nunca foi a mesma coisa que ser menino e elas merecem sim uma atenção especial porque, além das violências e abusos sofridos pelas crianças em geral, são especificamente as meninas que ainda hoje são privadas de recursos como educação por questões religiosas (vide cado da Malala) ou são obrigadas a se casarem com homens adultos por questões culturais (diversos exemplos mundo afora), e é uma pena que a historiografia ainda engatinha nessa área. Tenho orgulho de ter contribuído com um inicial destaque para o tema.

terça-feira, 10 de outubro de 2017

Romaria : a canção das nossas vidas caipiras


Nessa reportagem emocionante, sentimos muito de perto o que seria a  história das nossas vidas e da nossa fé no Brasil. Na música Romaria, de Renato Teixeira encontramos uma síntese daquilo que o professor  Ivan Vilela chamou de cultura caipira e que é, também, a cultura onde eu fui criada, a dos meus pais, a da minha infância toda. Na infância, menos por influência direta dos meus pais do que por uma fé própria e incentivada por outras pessoas ao redor, tinha um pequeno altar com mini imagens de  Nossa Senhora Aparecida de metal, que nunca mais achei para vender depois, não daquele jeito, mas que ainda ficaram gravadas na minha memória e no meu sentimento.
De vez em quando, durante toda minha vida, nós viajávamos  ao santuário de  Aparecida, mas foi só quando eu fiquei muito doente e  nem conseguia ficar de pé, que meus pais me levaram para lá e eu prometi que, depois que eu ficasse bem, iria todos os anos, acender vela e agradecer. Nem todos os anos consegui ir, porque meu pai ficou doente e não podíamos nos afastar dele, mas nos últimos anos tenho voltado ao santuário e sinto cada vez mais forte a presença e a proteção de Aparecida, que é também Oxum, rodeada de dourado e ouro.  
Essa é minha história, é a minha cultura brasileira mesclada. 
Foto da Imagem no Santuário Nacional de Aparecida. Autor desconhecido


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Um espaço democrático para as crianças

Imagem do site do SESC SP
Todo mundo sabe que eu amo o Sesc Pompéia, não é ? Ontem relembrei algo que me encantava tanto quando eu fazia a tese e precisava de silêncio para estudar, então ia diariamente a Biblioteca Mário Schenberg, mas nos sábados ela fechava as 16:00 e eu ia para o SESC com meu notebook aproveitar o restinho do dia, assim como nos domingos, e então observava as crianças de verdade, interagindo entre si e brincando nesse verdadeiro espaço democrático para as crianças. Ontem,uma tarde domingo ensolarada, tinha tanta gente e, além das exposições de arte, o ESPAÇO BRINCAR estava aberto e cheio de crianças brincando, crianças diferentes, brincando juntas, na maior diversão. Esse espaço também vi (mas muito menos vezes) funcionando no Sesc Vila Mariana, e só de saber que eles existem me dá uma esperança na vida, apesar das tantas decepções <3 font="">

sábado, 7 de outubro de 2017

PENSANDO EM UMA HISTÓRIA DA CRIANÇA


Pensando em uma História da criança, que levem em conta suas vivências, narrativas, experiências e valores, achei essa citação da contracapa desse livro sublime (destaques meus) :

"Brincadeiras, bordados, avós e netos se encontram no caminho construído pela dimensão criativa, expressiva e lúdica que ultrapassa o enredamento da vida comum. Os encontros entre gerações para brincar CRIAM UM TEMPO DE SUSPENSÃO DAS AMARRAS SOCIAIS VOLTADAS PARA O UTILITARISMO E ABREM ESPAÇOS PARA A REITERAÇÃO E O EXTRAORDINÁRIO ENVOLTOS NO MISTÉRIO DO DOMÍNIO DO CONHECIMENTO E NO FASCÍNIO DO IMPROVÁVEL, NUMA TRAMA DE DIVERTIMENTO, COMICIDADE E IMAGINAÇÃO. Entre gerações, as brincadeiras preservadas na memória permitem realizar o desejo de estar juntos, explorando tessituras que confrontam o certo e o incerto, ordem e a desordem na busca do belo, mas também e muitas vezes a prazerosa repetição do mesmo. Benjamin nos ensina que as crianças (próximas aos mágicos e aos loucos), refazem a história de cada peça, pedra, toco, retalho e resto. Bordadeiras também. Brincadeiras oferecem aos avós, chances redobradas de rebordar a vida nos encontros com seus netos."

(Eloisa Acires Candal Rocha.Contracapa de EVANGELISTA, Olinda; DURAN, Olga (org). Netos e avós, memórias de brincadeiras. UEM: Maringá. 2015. Netos e avós, memórias de brincadeiras. UEM: Maringá. 2015)

Vejamos, quando netos e avós criam um tempo próprio de convivência e diversão, estão modelando o tempo, criando suas próprias Histórias, a partir do compartilhamento cultural. Para mim, que sou uma historiadora da área de Teoria, isso é precioso.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Jongo é Cultura do Brasil

"Jongo", Pedro Correia de Araújo, sem data.
Quem postou quadro sem data (mas que suponho ser século XX) esse no Facebook foi minha amiga Rosane Pavan. Coisa mais linda! Ai quando vou ao samba na Casa das Caldeiras e me emociono ao ver o pessoal super jovem cantando e dançando Caxambu, um jongo moderno do Almir Guineto
Deve ser  porque eu sou velha e ou porque sou historiadora, mas tem muito significado para mim!
Jongo é cultura do Brasil!