quarta-feira, 29 de junho de 2022

Quarta dose dos quarentões

 


Hoje a tarde eu tinha consulta com a nutricionista no metrô Carrão, mas por conta da greve dos ônibus tive que cancelar. Com a tarde livre, aproveitei para tomar a quarta dose da vacina contra Covid 19. 

Pela primeira vez não foi a Pfizer, mas a astrazenica, produzida pela Fiocruz!  Espero não ter reações muito fortes! 🙏🏾

Aproveitando que estava ali no posto de saúde, também tomei a vacina contra a  gripe. Sai imunizada e calma, porque estava apreensiva pensando em quando eu iria tirar esse tempo pra me vacinar, quando teria pelo menos um dia seguinte tranquilo se precisasse repousar. Deu tudo mais que certo. Vida que segue! Viva o SUS!





quarta-feira, 15 de junho de 2022

Retorno à terapia presencial

Azul e laranja 


Mais de dois anos depois, voltei à terapia presencial. Nunca paramos com as sessões online, mas a presencial é muito mais rica. 

Me arrumar, o me deslocar até a zona sul, andar de metrô, ver gente, também faz parte do tratamento. Especialmente neste momento onde ela tocou fundo no ponto SAIR DO VIRTUAL, passear, encontrar pessoas reais, experiências verdadeiras.

Assim, quem sabe, terei menos chance de me iludir de novo e sofrer. Mesmo com toda a carência e solidão que venho sentindo. Tomara!

Ganhar abraço e levar bronca olhando na cara, não tem preço.






sábado, 11 de junho de 2022

Reginaldo Prandi e os sincretismos na obra de Jorge Amado (de novo e sempre ❤️)

 

Como tudo que li do Prandi, amo esse texto. Especialmente porque o antropólogo expressa seu conhecimento de pesquisador dos vários "sincretismos religiosos " no Brasil, mas mais centrado na visão da Bahia, que é o universo onde encontramos os  orixás "sincretizados" da obra de Jorge Amado. Vejamos um trecho:


"Na Bahia, são Jorge é identificado como Oxósssi pelos fantásticos feitos mitológicos de cada um. O orixá da caça matou o pássaro maléfico enviado pelas Velhas Feiticeiras; são Jorge matou o dragão da maldade. Ambos livraram a humanidade de um grande sofrimento. Mas em outras regiões do país Oxósssi foi sincretizado preferencialmente como São Sebastião, provavelmente porque na iconografia dos dois a flecha ocupa um lugar especial:  Oxósssi, o orixá caçador, usa as flechas para caçar; São Sebastião, santo mártir, foi supliciado com flechadas. A flecha, por estranho que pareça, é o elemento de ligação entre os dois, não importa a que se destina.

Xangô é no Orixá do trovão, do governo e da justiça. Foi sincreetizado com são Jerônimo, santo tradutor da Bíblia do hebraico e do grego para o latim, santo também invocado para pedir proteção contra temporais. O poder sobre as intempéries fez de São Jerônimo Xangô, e vice-versa. Iansã, uma as esposas de Xangô, divide com ele o patronato das tempestades e é cultuada como orixá do raio, além de ser o orixá responsável pela condução do espírito dos mortos ao outro mundo. Foi sincretizada como santa Bárbara, que também protege o homem do raio.

Oxum, outra esposa de Xangô, é responsável pela fertilidade da mulher, pelo amor e pela beleza. Além de mulher bonita e vaidosa, é uma das grandes mães do panteão do candomblé. Foi identificada como Nossa Senhora da Conceição, mãe dos católicos. Em São Paulo, com Nossa Senhora da Conceição Aparecida, a mãe negra." 

(Religião e sincretismo em Jorge Amado, Reginaldo Prandi)

sexta-feira, 10 de junho de 2022

TEMPO DA ESPERA

 


TEMPO DA ESPERA : Quem me conhece sabe que eu sou absolutamente apaixonada por Walter Benjamin e seus textos sobre infância (citando Sonia Kramer "Walter Benjamin já nos alertava para o fato de que O HOMEM FAZ HISTÓRIA, DE QUE EXISTE A POSSIBILIDADE DE SE FAZER HISTÓRIA, PORQUE TEMOS A INFÂNCIA."), especialmente o seu "Infância berlinense:1900" (que seria tema do meu pós doc dos sonhos em 2014). Deste livro destaco inúmeras passagens para o trabalho e para a vida. Sobre História, minha especialidade, me interessam as concepções de tempo que o filósofo alemão vai montando a partir de uma meio que forjada memória da sua percepção, quando era apenas um menino no ano de 1900, na capital alemã. No excerto "A febre", um dos meus favoritos, encontro a literalmente brilhante ideia da "necessidade de olhar para o futuro apoiado no TEMPO  DA ESPERA, que, como num passe de mágica,  tornaria tudo melhor! Vejamos um trechinho  maior, nessa poética tradução do português João Barrento: 

"Eu ficava muitas vezes doente. Daí vem talvez aquilo que todos veem em mim como paciência, mas na verdade não corresponde a uma virtude: a tendência para ver as coisas que para mim são importantes aproximarem-se de longe, como as horas se aproximavam da minha cama de doente. Assim, tiravam-me uma grande alegria se, numa viagem, não  pudesse esperar muito tempo pelo trem na estação; e pelo mesmo motivo, dar presentes tornou-se para mim uma paixão, pois, sendo eu aquele que dá, antevejo a muito grande distância a surpresa dos outros. Enfim, a necessidade de olhar para o futuro apoiado no tempo da espera, como um doente espera, apoiado nas almofadas que tem nas costas, teve mais tarde como consequência que as mulheres me pareciam sempre mais belas quanto mais tempo tinha de esperar por elas, confiante. "A febre", Walter Benjamin (trad. João Barrento, Autêntica,2003, p. 88)  

Nesta semana de coração apertado e muita angustia, tive que esperar muito, muitas vezes e, de alguma forma, foram TAMBÉM  esses "tempos de espera" que acabaram me acalmando pouco a pouco e eu termino a semana muito  mais leve do que comecei. Gratidão!

quinta-feira, 9 de junho de 2022

Oxum e os mitos da solidão feminina para crianças

 




Vou fazer um comentário livre, sem muitas referências diretas, porque essas são coisas que estou pensando agora, não são premissas ou conclusões verdadeiras, são mais um convite à reflexão.

Aprendemos muito sobre as sociedades analisando seus produtos culturais como cancioneiro, culinária, vestuário. Um dos elementos mais culturalmente rico é a religião. Por isso conhecer as divindades e suas narrativas é importante para identificarmos a maneira como reverberam depois. 

Um exemplo disso está neste livro infantil brasileiro  "Bruna e a galinha d'Angola", que tem forte presença da herança da cultura  africana. No caso algumas personagens ganham nome de divindades, como a avó Nanã, mas em especialmente a princesa Oxum, que ali aparece como uma menina muito solitária. 

Uma criança brasileira que lê esse livro vai levar no inconsciente a ideia de que, acrescido a  tantos outros elementos que remetem a figura da Divindade feminina Oxum, a questão da solidão feminina, tão presente nas narrativas mitológicas sobre heroínas , nas diversas mitologias, das clássicas europeias, ás populares da cultura oral, está presente e esse conhecimento sobre as culturas presentes na sua realidade cultural, além de ser um direito da pessoa, é um alento e um convite à reflexão e discussão.

Circula na internet uma longa oração, em forma de mensagem de mamãe Oxum. Recortei este trecho:

Observe a frase pontuada "nascemos para ser (mos) feliz(es) e não padecer (mos) na solidão" . 
Isso tem total relação com o que venho pensando sobre Oxum e os mitos da solidão feminina, não acham?


domingo, 5 de junho de 2022

Quintal dos Prettos em junho

 

Quintal dos Prettos ❤️
   
Estava muito estilo Barbie

Maria Rita participou




Prettos reagiram aos meus posts no Instagram

Turistas

Comi e bebi

Quintal

Amiga do Rio, amou o quintal



Amo muito metrô Belém


Corações partidos