quinta-feira, 20 de julho de 2017

Começo do meu trabalho sobre o humor com criança Pedro Bloch foi em Guimarães Rosa


A primeira citação direta ao projeto de Pedro Bloch com as anedotas infantis que encontrei foi no livro de Guimarães Rosa que estudei no mestrado. Vejamos o trecho:

"Deixemos vir os pequenos em geral notáveis intérpretes, convocando-os do livro "Criança diz cada uma! ", de Pedro Bloch:
O TÚNEL. O menino cisma e pergunta: - "Por que será que sempre constroem um morro em cima dos túneis?"
TERRENO. Diante de uma casa em demolição, o menino observa: - "Olha, pai! Estão fazendo um terreno!"
O VIADUTO. A guriazinha de quatro anos olhou do alto do Viaduto do Chá, o Vale, e exclamou empolgada:
- "Mamãe! Olha! Que buraco lindo!"
A RISADA. A menina - estavam de visita a um protético - repentinamente entrou na sala, com uma
dentadura articulada, que descobrira em alguma prateleira : - "Titia! Titia! Encontrei uma risada!"
O VERDADEIRO GATO. O menino explicava ao pai a morte do bichinho: - "O gato saiu do gato, pai, só ficou o corpo do gato."

(ROSA, João Guimarães. Tutaméia: Terceiras Estórias. Rio de Janeiro: José Olympio, 1967, p. 8-9.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Mais um parágrafo do relatório final

MAIS UM PARÁGRAFO IMPORTANTE:

"Sublinhamos a atitude de Pedro Bloch como autor, pois ele, já na década de 1960, ao assumir a criança não apenas como personagem representada em suas narrativas, mas também como sujeito coautor delas, deixando que o mirim expresse sua voz via comicidade, faz do humor uma chave para uma melhor a compreensão do fenômeno infância, contribuindo assim para o desenvolvimento de uma nova sensibilidade em relação à criança e à infância, aproximando-se do que depois Raymond Williams denominaria como nova “estrutura do sentimento” (WILLIAMS, 1977, p. 150-8), o que é de grande interesse para a História Cultural." Camila Rodrigues ""Anedotas infantis de Pedro Bloch : Narrativas de história cultural do humor e da criança (1960 - 2002" 

terça-feira, 18 de julho de 2017

Reflexões sobre Jorge Ben e Samba Rock


Depois do Samba Rock Plural domingo eu voltei a ouvir Jorge Ben e, como sempre, refletir sobre tudo. 
Quando passei dias ouvindo interruptamente os álbuns do Jorge, é claro que sentia o ritmo, mas sabia muito bem porque eles me agradavam tando: satisfazem o gosto gosto pela música instrumental que eu vim construindo, ai ontem tive a experiência corporal de participar ( ou tentar) de como aquilo funciona num baile, com as pessoas dançando: sensacional e tal.


video

Mas  como sou um fracasso com práticas (sou muito reflexiva), confesso que é um alento voltar a ouvir e refletira sobre a genialidade de Jorge. Até me emociono...

segunda-feira, 17 de julho de 2017

DROPS do RELATÓRIO FINAL DO PÓS DOC

Seleção de anedotários bloquianos que uso como uma das  fontes de pesquisa no pós-doc em História Cultural do Humor

DROPS RELATÓRIO FINAL - Pensando historicamente nos anedotários bloquianos:

"Em relação ao conteúdo, as anedotas, além de provocarem risos ou sorrisos, elas nos desenham diversificadas faces das vivências de crianças desde a década de 1960 até o decênio de 1990 e, de forma genérica, permitem que percebamos como os mirins, e também a consideração de como o que é ser criança, foi se transformando socialmente. 
Nos primeiros volumes encontramos ditos infantis em maior quantidade, na narração de sacadas e definições, enquanto que nos publicados já às vésperas do século XXI, observamos mais interferências e reflexões do autor sobre sua trajetória como pensador do universo infantil. "

Perceber esse tipo de mudança sutil faz parte do ofício do historiador de História Cultural, especialmente a do Humor, que lida diretamente com motivações emocionais dos agentes...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Relatório Final em imagens


Uma espécie de resumo (BEM) sintético e visual das cerca de 90 páginas de relatório:

LISTA DE FIGURAS DO RELATÓRIO FINAL

1. Foto da biblioteca bloquiana pesquisada no 1º. ano;

2. Chamada de depoimentos de ex-crianças bloquianas;
3. Detalhe de escultura em homenagem a Janusz Korczak , mostrando-o cercado de crianças;
4. Ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch cercado de crianças;
5. Fac-símile do visto de entrada dos Bloch no Brasil em 1921, do Arquivo Nacional;
6. Tradução e interpretação do Fac-símile, por Felipe Pena;
7. Anedota "Riso", do livro O incrível humor da criança (1989), ilustração Sidney Ferreira da Silva;
8. Detalhe da capa do livro O incrível humor da criança (1989), ilustração Sidney Ferreira da Silva, mostrando crianças rindo com Pedro Bloch;
9. Capas dos 11 anedotários bloquianos tomados como fontes de pesquisa;
10. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch dialogando com um menino;
11. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch conversando com uma menina;
12. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch observando um garoto tentar acertar a boca do palhaço;
13. Foto de crianças com o palhaço Carequinha;
14. Capa do Dicionário de Humor Infantil (1998);
15. Capa do Dicionário de Anedotas infantis: de crianças para adultos (2001);

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Obrigada Ecléa Bosi

Morre a professora Ecléa Bosi

Muito obrigada, professora.

https://www.facebook.com/ProReitoriadeCulturaeExtensao/videos/1422056407815892/

domingo, 9 de julho de 2017

VOZES NEGRAS DE TIM MAIA E SANDRA SÁ


VOZES NEGRAS DE TIM MAIA E SANDRA SÁ:  "Sandra Sá era uma grande revelação de cantora, uma das raras negras, fora do universo do samba, a se destacar no mercado musical dominado por brancas, de Elis Regina a Rita Lee, de Gal Costa a Maria Bethânia, de Simone a Elba Ramalho. Mas seu  maior ídolo era Tim Maia e sua maior alegria seria ser chamada pela imprensa de "Tim Maia de saias". Talvez por isso, três anos depois do festival[que a revelou], Sandra tenha pensado que era uma brincadeira, uma pegadinha de seu amigo Júnior Mendes, quando lhe mostrou "Vale Tudo", dizendo que Tim tinha feito a música para ela. (...)O fantástico exibiu um clipe da dupla com um grupo de bailarinos em ambiente funk-punk, todo mundo de couro preto e maquiagem carregada, como punks de novela, Tim e Sandra inclusive. (Nelson Motta. "Tim Maia: Vale tudo", p.191-2)

[o trecho é mais longo, fala mais da Sandra e o amor de Tim pelo que ela representou, foi às lágrimas nesse momento da biografia ]