sábado, 27 de abril de 2019

O amor de Oxum e Oxóssi

Oxum e Oxóssi

Mônica Rosa está  se sentindo encantada.
"LINDO POEMA SOBRE O AMOR DE
OXÚM e OXÓSSI "💛💚💙
O REINO DOS RIOS E DO MATO 🌻🍃
Ele é príncipe do mato, rei formoso.
Ela rainha encantada, tesouro precioso.
Ele é rei de Ketu, cheio de peles e caças.
Ela rainha do Ijexá, cheia de jóias caras.
Ele é caçador, muito esperto e inteligente.
Ela é feiticeira, mulher muito envolvente.
Ele é senhor da lua, um eterno sonhador.
Ela é senhora dos rios, a mãe de todo amor.
Ele ama o selvagem, tudo que é complicado.
Ela ama o delicado, tudo que é refinado.
Ele adora a liberdade e voa livre no ar.
Ela ama seus filhos e adora na casa mandar.
Ele é difícil de conter, vive para o mundo.
Ela é difícil de agradar, sentimentos profundos.
Ele quando se irrita sai de casa.
Ela quando se irrita chora de raiva.
Ele quando feliz ama muito mais.
Ela quando feliz se entrega demais.
Ele quando partido sofre por dentro.
Ela quando ferida deságua em tormento.
Ele quando em dúvida se põe a pensar.
Ela quando em dúvida se põe a chorar.
Ele e ela são bem diferentes.
Mas o amor é mais forte quando olham pra gente.
Cada um, cada qual, no seu reino encantado.
Ela rainha nos rios, e ele o rei do mato.
Lindo, né? Esse poeminha foi iluminado por mamãe Oxum e pai Oxóssi. Quando ela fala comigo surgem coisas tão delicadas, mas muito certeiras quanto ao relacionamento de pessoas desses Orixás. Como os pais vivem em reinos e mundos diferentes, mas com amor são capazes de vencer qualquer obstáculo.
Yêyê Oxúm! 💛
Okê Aro! 💚💙
Credito: Magia do axé.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

A imagem das meninas negras



Meninas negras leitoras . In: Google imagens

Como sabem, desde pelo menos minha tese, eu amo falar sobre as meninas (crianças do sexo feminino),tenho artigos sobre isso , como este sobre as personagens meninas nas estórias, ou este sobre a correpondência desenhada entre o Vovô Joãozinhho e sua netinha Ooó .
Em fevereiro desse ano eu falei no SESC CPF, por breves trinta minutos, sobre a representação da menina negra na literatura infantil brasileira em três momentos que julguei importantes no que tange o tema da representatividade da criança negra nesse recorte de cerca de cem anos: a Princesa Flor Encarnada (1921), texto adaptado por Arnaldo de Oliveira Barreto, ilustração de F. Richter ; A Menina Bonita do Laço de Fita (1986), texto de Ana Maria Machado, ilustrações de Walter Ono e Claudius Ceccon e Menina Pretinha (2016), de MC Soffia. Na comparação, interessou-me observar e problematizar quem eram essas meninas, como e porque foram representadas como foram, nos textos e nas figuras a elas relacionadas, etc.

A discussão é cada vez mais pertinente, pois se hoje ainda é difícil representar adequadamente as pessoas negras (as dificuldades vão desde a falta de vontade ou a inabilidade, ou proibição mesmo como no caso do comercial do BB vetado pelo governo federal, até a falta de materiais próprios como paleta de cores, pro exemplo), imagina como era isso no passado. Mesmo que não tivemos tempo para discutir esses temas na ocasião, alguns pontos chegaram a ser levantados para reflexões futuras, e lembro que escrevi um texto que deve ser publicado em breve.

Como hoje eu já comecei a pesquisar outro tema relacionado aos meus estudos sobre História Cultural da infância, por ora me despeço desse assunto mostrando algumas figuras (diferentes das que eu analisei na palestra e no texto) dessas meninas, como aperitivo.
Flôr Encarnada (1921), por F. Richter



Menina Bonita do Laço de Fita (1986),
 por Walter Ono

Menina Bonita do Laço de Fita (1999)
por Claudius Ciccon


















Menina Pretinha (2016), Mc Soffia

quinta-feira, 25 de abril de 2019

Eu me inspirando nos cachos das gringas!

Dois efeitos cacheados

Vou falar um pouco sobre um assunto do meu interesse e tem relação com  minha auto estima de brasileira miscigenada, mas muito marginal em relação ao tema do blog que seria História Cultural, que são os meus cabelos cachados, que sempre foram minha paixão, adoro meus cachos curvatura 3A/3B. Muitas vezes que fiquei frustrada por não ter os cabelos crespos, marca mais forte da negritude, e para mim a maioria das dicas de tutoriais de penteado para crespas não funciona. Mas temos outros tutoriais para cachadas e esses eu assisto muito. Nos últimos tempos eu tentei  muito finalizar meus cabelos incentivando o volume, queria ver até onde eles podiam ficar parecendo crespos. Eu já tinha experimentado e gostado muito do  creme de pentear  Seda Boom Definição, que usado numa finalização  com difusor e geleia, deixava meus cachinhos de boneca, mas para garantir esse resultado, que destaca o comprimento do cabelo e inibia o fator encolhimento, o cabelo ficava bem murchinho (definido, né gente), e para um rolê eu queria experimentar ser uma leoa . 
Cachos com Boom definição
Seda Boom definição


 Então resolvi testar outro produtinho da mesma linha nos cabelos, o Seda Boom Volumão, que muitas bloqueiras diziam surtirem quase o mesmo efeito, afirmação com a qual não concordo, mas vu mostrar os resultados e vocês tiram suas próprias conclusões. 
Para garantir mais volume, além do creme, que usei  um pouco, bem pouco mesmo, de difusor no ar frio para secar e  armar  um pouco o cabelo antes de sair de casa, mas o grande aliado  do creme para o volumão foi mesmo o pente garfo, que usei  por alguns minutos, tentando abrir os cachos naturais o máximo que eu podia e quando saí de casa, estava com um pouco  mais de volume que o normal, mas volumão mesmo, quase crespa, parecendo cachos das  gringas  (eu me achando),  só consegui um tempo depois, deixando ele exposto ao vento e amassando toda hora para abrir os cachinhos que insistiam em fechar de novo, dai cheguei num resultado que eu realmente eu curti demais. 
Quase crespa

Seda Boom Volumão

Bom, o cabelo é o mesmo, mas os cremes não causam efeito igual, não é verdade? Qual vocês preferem?

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Pequena exposição de fotos Samba Rock na Veia

NOS CORREDORES DAS CALDEIRAS, ONTEM, TINHA UMA PEQUENA  EXPOSIÇÃO DE FOTOS DO SAMBA ROCK NA VEIA, MUITO INTERESSANTES. FOTOGRAFEI TODAS, COM AS LEGENDAS ONDE CONSTAM OS FOTÓGRAFOS. CONFIRAM.










Samba rock 2019 : Beleza pura

Estou muito contente porque a cirurgia da minha mãe deu certo e ela já está se recuperando em casa, ai deu para curtir, novamente, o  Samba Rock na Casa das Caldeiras, junto com as pessoas de lá, que  são minhas amigas lindas 
Elaine, eu Isabele, amigas das Caldeiras

 e fui poderosa, brincos "Menina mulher da pele preta" da Nó  da nega, cabelos volumosos, quase crespos e isso chamou super a atenção.
Eu, de samba rock

Claro que o fato de eu eu ter chamado mais a atenção tem a ver com o fato da minha auto estima  estar bem melhor, eu tenho estudado  e refletido muito sobre as condições da negritude e meu espaço nesse contexto e, daquela que vivia escondida  no samba rock, encantada com toda aquela beleza, estou cada vez mais me sentindo parte. Quem sabe um dia não aprendo a dançar, ai sim :)

Entrada do baile

Ali rolou som de preto para preto, como eu e tanta gente gostamos! Viva essa festa linda, que faz a gente tão feliz nessa cidade
Artilharia do som blach

Ai, aquele esquema, o pessoal dançando muito , tão bonito de ver. Adorei os passinhos de sempre, super emocionante.


camisa do Samba rock
E o povo do Samba Rock é sempre muito unido, bonito de ver. Quem sabe um dia eu também não participo de verdade, né? Muito bonito de ver! Como sempre vvi historinhas no rolê. Uma a respeito de uma nuca preta que me chamou muito a atenção: Na entrada do porão, nas Caldeiras hoje, eu e a minha amiga Eriane Faria conversávamos, o som alto, de boa. Ai um vi a nuca negra de um rapaz. uma bela nuca, ele usava um fio de contas de Axé (acho que era verde branco, porque agora o porão fica aceso, dá para ver cores), uma imagem muito sensual. E comentei com ela: olha essa nuca, prontinha para usar e abusar. Ela estranhou o comentário e eu expliquei que sou louca por nucas masculinas e tal. Ela perguntou se eu tinha visto ele de frente, eu disse que não, ai ele olhou para o lado e deu para ver que ele usava óculos e uma barba, realmente bastante atraente o rapaz.
Eu disse: esse eu queria para mim. Ela riu. ele se virou em minha direção, foi saindo do porão e, ao passar por nós, sorriu para mim, gostou do elogio. Pena que nem tentou contato... não se pode ter tudo, né? kkkk

Por outro lado, encontrei um militante contra a palmitagem, super simpatico, engajado, pedi para tirar foto da camiseta que é minha cara:
Rogério: 100 contra palmitagem

Mas como um sorriso negro, sem palmitagem,  traz felicidade, imagina dois, ai tiramos  essa bela foto juntos
Dois sorrisos negros: dobro de felicidade
A felicidade era tamanha que eu e a minha amiga Eriane Faria tiramos aquela que talvez seja a nossa mais bela foto juntas nas Caldeiras, e olha que são tantas, mas essa achei que estávamos lindas demais
Eu e Eri, Samba Rock 2019

E, na parte dos musinhos, esses aqui estavam prontos para a gente registrar. Cheguei perto deles e disse nem tradicional tema (que fazia tempo que não usava) "Vocês são lindos, vamos tirar uma foto?" ... Eis que surgiu a foto mais fofa do rolê, eu me sentindo num filme do Spike Lee !
Eu  belos rapazes negros: elenco de cinema!




Foi assim  meu samba rock, que venham muitos outros! 

sábado, 6 de abril de 2019

Sobre "A Mancha" da ditadura, por Luiz Fernando Veríssimo

Capa do livro de contos
de L.F.  Verissimo



Em 2013 Luis Fernando Veríssimo lançou "Os últimos quartetos de Beethoven e outros contos",um livro diferente dos que estava acostumado a escrever, pois deixou um pouco de lado a crônica humorística do cotidiano e investiu em contos literariamente mais elaborados, mas a forma de escrever leve, se mantém sempre. Alguns contos desse livro ficaram muito marcados na minha memória, especialmente o que deu título ao volume, mas aqui vou falar de outro, um que nos é fundamental nesse momento do Brasil de 2019, trata-se do conto "A Mancha". Vou comentar rapidamente e espero não fazer muito spoiler, vamos ver como eu me saio.

A narrativa conta a história de Rogério, um ex militante que havia sido perseguido e torturado na  ditadura, que nos anos 90 ou 2000   vivia atormentado por pesadelos, tinha mas se reerguido financeiramente,  pois depois que voltou do exílio     "enriqueceu" comprando prédios antigos, que reformava ou demolia e reconstruía para revender por preços exorbitantes, era "o demolidor".
Certa vez, trabalhando, visita um prédio antigo  e feio que estava à venda,  no qual encontra uma sala com um carpete com uma mancha de sangue que lhe é muito familiar: era a  sala onde  havia sido torturado e aquele sangue só podia ser dele. Era a marca do passado. O que fazer ? "comprar o passado, renovar, vender e enriquecer mais. Ou comprar o passado, destruir, e pensar no que fazer com o vazio"(p.119)?  
Essa dúvida, se estendida para a História do Brasil, é aquela que a gente não resolveu ainda, e agora está cobrando a dívida com a impensável louvação à ditadura militar de 1964. 
O passado sempre deixa uma marca, mesmo que tentemos apagá-lo, alguma coisa sempre sobra e vem cobrar nossa dívida.
Recomendo a quem puder, leia esse conto, é bem perturbador, eu cito numa aula que eu curto muito ministrar sobre o tema "história e memória".
Sou uma profissional da História e me orgulho muito disso, às favas o governo federal e seu discurso "burrocrata".

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Um baile Hip Hop mesmo

De vez em quando, na Casa das Caldeiras, a gente encontra alguns bailarinos de Hip Hop,mas no dia 31 de março eu estava numa festa toda de Hip Hop, a For Fun Party e a experiência foi outra.
Eu fu vestida de preto, em luto pelos mortos durante a ditadura militar, mas com detalhes azuis ...essa foto tirei no banheiro das Caldeiras e , como marquei, foram para a galeria de fotos deles no Facebook 
Eu

O som era dos melhores, som de preto, som do século passado, de Pet Shot Boys a Vanilla Ice... que experiência estar numa festa de  arte de rua, com skate e grafite


Tinhamos muitos pretos e pretas, mas não posso dizer que eram a maioria,  claro que eu os achava mais bonitos, mas o que eu BABAI ver dançar foi mesmo esse garoto loirinho, todo de chocolate branco (cheguei perto dele para elogiar e vi quanto ele é branco e quanto é novinho) que elegância, que gingado,lembrou tanto o Michael Jackson! 

Aliás, falando nisso, ele também tinha que "aparecer" ali, como acontece nos melhores rolês, vejam essa camiseta, onde Michael BRILHA:
De um lado
De outro lado



Isso para não falar do grande Black Power:
Isso ´Black Power, o resto é tentativa

Mas tivemos rapazs que me chamaram a atenção: esses dois, na batalha dos bailarinos, se destacaram, o branco com camisa do Run DMC dança melhor , na minha opinião, tanto que tantas vezes ele foi aplaudido no final; mas o pretinho, bem, eu traria aqui para casa, terminaria de criar essa coisa linda:
 
Mas o MUSO mesmo da noite foi esse aqui, que desceu a escada já dançando e é totalmente o "meu número", parece muito com os carinhas com quem eu fico, eu tipo "reconheci" ele, mas ele só queria dançar e dançava, viu 

Foi uma baita experiência,vou querer mais vezes!