sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Jorge Ben no Roda Viva em 1995

Ótima entrevista ... a gente descobre coisas surpreendentes, como o fato do mais carioca dos compositores morar em São Paulo há muitos anos pois se casou com uma paulista! rs

Legal é quando ele fala dos seus discos favoritos, acho que a lista é : Samba Esquema novo, Solta o pavão e África Brasil, mas o preferido mesmo é A Táboa Eseralda. Ok, ok... até suspeitava algo assim, mas para mim (uma ouvinte tardia) incluiria outros álbuns na lista : Ogum Xangô e Bidu Silêncio no Brooklin  ... esses discos também foram comentados na entrevista em outros momentos, sendo Ogum mostrado como algo muito experimental que não pode e nem poderia mais ser repetido, sem ter nenhuma musiquinha mais palatável de 3 minutos ...e o Bidu, quando alguém da roda lembrou dele, Jorge reagiu: ah,como fui me esquecer deste ?rs

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Sobre A Tábua de Esmeralda


Não achei ruim o vídeo, mas como estou lendo e me deliciando o livro do Paulo da Costa e Silva só sobre esse disco, que é muito mais complexo e me arrepia o tempo todo, esse vídeo fico como uma introdução, mas ao menos não fala nenhum absurdo ... no livro temos um panorama mais amplo do Jorge e da alquimia na sua obra e carreira toda. Mas quem não conhece o Tábua, vale começar por esse vídeo, que me foi indicado pelo Youtube!

sábado, 26 de agosto de 2017

100 metros : um filme sobre Esclerose Múltipla


Eu não gosto de assistir filmes sobre Esclerose Múltipla, mas esse "100 metros" me foi indicado por um professor da academia, dizendo que se trata de uma mensagem motivacional e eu fui assistir no Youtube.Me emocionei muito porque, embora ele tenha viva coisas mais sérias que eu vivi, muita coisa eu também vivi, especialmente no começo, com o diagnóstico, as dificuldades de se adaptar e de lidar com a vida, com as pessoas e com a adversária número um que nunca vai se ausentar. No final, lembrei de como eu me senti quando defendi meu mestrado  e para mim foi a maior festa de todas, porque eu - que o tempo todo não sabia se ia conseguir terminar qualquer coisa - tinha conseguido virar mestra em Guimarães Rosa! Vida que segue, na academia, na terapia, no bom humor, porque somos vencedores! 


sexta-feira, 25 de agosto de 2017

África de Jorge Ben


GILBERTO GIL FALA DE JORGE BEN:

"Modos musicais diferentes vieram para o Brasil através de várias nações africanas. Jorge assume o que veio do norte da África, o muçulmano, como elemento básico do seu trabalho. Ele não gosta de perder a perspectiva primitivista, não deixa de se ligar no gege, ketu, iorubá. Mas ele tem outro lado que inclui o moderno. "
(In A TÁBUA DE ESMERALDA - Paulo da Costa e Silva, p.22)

É que não me basta ouvir Jorge Ben, nem apenas cantar, nem apenas dançar, eu preciso discutir, aprender, refletir sobre essa música e seu significado!

Cabe lembrar que é da piração de Gil e Ben com África e música que nasceu um dos discos mais fantásticos que tenho ouvido ultimamente, o "Ogum Xango" (1975) <3 span="">

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

GOSTO DO FRACASSO E A PICADA


Ontem fracassei novamente e ainda sinto o gosto amargo disso. Como se não bastasse, amanheci recebendo palavras duras, atestando que não serei aceita no caminho que estava querendo seguir, o que acentuou mais o gosto do fracasso. 
Por qual caminho seguir então? 
Lembro do professor Sevcenko, pensando a partir de Heidegger : Se recusar a estrada sinalizada e abrir uma picada na mata, encontrará coisas originais, mesmo que machuque e doa insuportavelmente.
 E como dói. 
E lembro que Rosa desenhou uma linda Rosa dos Ventos colorida a lápis de cor em em um de seus cadernos (não é essa da imagem, a dele está está na página 150 da minha tese) . 
Tomei banho e pensei que se estou viva, deve existir um rumo e ele virá todo colorido. Ainda hei de achar meu Diadorim 

domingo, 20 de agosto de 2017

Miss Brasil 2017 é negra!


" ... uma linda dama negra
a rainha do samba
A MAIS BELA DA FESTA
a dona da feira 
UMA FIEL REPRESENTANTE BRASILEIRA " Jorge Ben

Representante do estado do Piauí, Monalysa Alcântara,foi eleita Miss Brasil 2017. É a terceira negra eleita a mulher mais bela do país. 


quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Sobre os homens negros


Refiro-me ao texto disponível nesse link O mal estar da masculinidade negra contemporânea, do sociólogo  Henrique Restier da Costa Souza e publicado na Carta Capital.

Porque o tema muito me interessa em diversos aspectos (eu venho refletindo muito sobre isso e já tenho até algumas ideias próprias a respeito), li este texto, escrito por um negro para homens negros, com atenção e, de fora, ia compreendendo e até concordando com que estava sendo dito. Algumas vezes, ia pensando "isso também acontece com a mulher negra" (especialmente a parte super valorização da imagem sexualizada do corpo negro, que deveria seguir certos esteriótipos, enfim)". Em algum momento o autor do texto refere-se a uma espécie de ideal de homem negro construído simbolica e historicamente e que tantas vezes é opressor, e sua existência, claro, conta com a participação e legitimação da mulher branca ou negra. Pois é. Infelizmente concordo com isso, mas acrescento que mais ou menos o mesmo acontece com a mulher negra... enfim.

Fiz uma auto crítica e passei a refletir sobre os motivos dos meus interesses em homens negros. Logo concluí que não são sexuais ou mesmo estéticos (embora os ache lindos, é verdade, mas isso é só um detalhe, para isso bastaria olhá-los, não justifica o desejo de estar cada vez mais perto deles). É que, até hoje,  apenas eles foram capazes de despertar em mim  um outro sentimento de ternura, uma espécie calorosa de identificação, de compreensão, de complementação, de pertencimento a algo. É um prazer de estar no mundo. 

Mas sei, também, como é dolorido ouvir um homem negro, pois "a tristeza é senhora, desde que o samba é samba é assim". E também dói em mim essa dor, de alguma forma. Vou continuar refletindo sobre isso, por enquanto...