terça-feira, 21 de abril de 2009

FERIADO : TIRADENTES?!

Hoje de manhã, no programa da Ana Maria Braga o Pedro Bial prestou o desserviço de dizer que o feriado de hoje é importante para que nós lembrássemos de um homem que acreditou em uma nação livre no Brasil. Mas heim?

Primeiro que todo mundo sabe que Tiradentes é apenas o maior laranja da História do Brasil e nada do que ele defendeu era idéia dele, e mesmo as idéias dos Inconfidentes nunca cogitaram a idéia de Brasil como o conhecemos hoje, apenas queriam criar um país livre da metrópole em Vila Rica, onde eles exerceriam todo o poder. Não deu certo e como alguém teria que ser punido, a corda arrebentou no lado mais fraco: Tiradentes se deu mal e virou herói nacional! (eca)

Mas nem vou ficar querendo desconstruir o mito Tiradentes, só vou mostrar um vídeo lindo sobre Minas Gerias que achei na net. Ê, Minas Gerais:


Minha programação na VIRADA CULTURAL 2009

Minha escolha para a Virada (ENTRE 02 E 03 DE MAIO) é o Teatro Municipal. Alguém anima?
Eu tô achando que até sozinha eu encaro o centrão para ver o Tom Zé pela milésima vez e ENTRE OS SHOWS DO EGBERTO GISMONTI E CHICO CÉSAR... CONFIRA A PROGRAMAÇÃO:

Teatro Municipal
No Teatro Municipal, artistas seminais da música brasileira tocam na íntegra determinados álbuns passados, da primeira à última faixa. Ingressos para as apresentações podem ser retirados no local, com hora de antecedência, com limite de 1 ingresso por pessoa.
18h00 - Clara Crocodilo (1980) - Arrigo Barnabé e Banda Sabor de Veneno
21h00 - Alma (1986) - Egberto Gismonti
00h00 - Grande Liquidação (1968) - Tom Zé
03h00 - Aos Vivos (1995) - Chico César
06h00 - Violeta De Outono (1986) - Violeta de Outono
09h00 - Cama De Gato (1986) - Arthur Maia
12h00 - Água (1977) - Fafá de Belém
15h00 - Francis Hime (1973) - Francis Hime e Orquestra Experimental de Repertório
18h00 - Alma De Borracha (1986) - Beto Guedes

PARA A PROGRAMAÇÃO TOTAL DA VIRADA 2009. CLIQUE AQUI.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

TÔ DEVAGAR

Devagarinho... depois da semana passada, que foi bem legal, com meu Santos na final, com Tom Zé e com mini viagem a São Carlos, entro nessa com gosto amargo da vida real: Sem mais um tostão, sem muitas expectativas, sem emprego, sem amor já com poucos (mas ainda muito bons ) amigos ...
Em Maio tudo vai mudar. E espero que não seja para pior.
Por enquanto fico aqui, esperando a vida passar, quem sabe um hora ela não me leva?

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ESTUDANDO A BOSSA – O SHOW: AULAS DE HISTÓRIA DA MÚSICA BRASILEIRA

Todo mundo sabe que eu sou super fã do Tom Zé, ouço muito e pelo pouco que eu consigo entender (é muito complexo, só entendi melhor depois de ler o livro “O som e o sentido”, do José Miguel Wisnik, que explica didaticamente aos leigos o que é a linguagem musical...) e conforme eu lia só pensava nas músicas do Tom Zé, logo saquei que Tom Zé só podia ser muito melhor do que eu imaginava... E é!

Ontem eu assisti ao show do disco “Estudando a Bossa”, de 2008, onde temos uma leitura bem humorada, rica e genial do advento da Bossa Nova, bem ao gosto de Tom Zé. O show que eu vi foi no SESC Pinheiros, que eu não conhecia, mas que me surpreendeu: Parecia mais uma grande casa de shows do que um SESC e talvez por isso aconteceu um sacrilégio: A platéia assistiu ao show do Tom Zé sentada! Sentada, pode isso? Quando eu assisti ao filme “Fabricando Tom Zé” no cinema em 2007, era interessante observar que a certo ponto o público não se conteve e começaram a dançar! A dançar! Eu nunca tinha visto nada parecido em minha vida! Mas ontem o público higiênico e cool do Sesc Pinheiros assistiu ao show todo sentadinho, apesar do Tom Zé estar sempre convidando todos a participarem de algum jeito... mas foi!

O disco novo, que é maravilhoso, foi muito bem representado, só senti falta de uma das minhas músicas favoritas do álbum: “ROQUENROL BIM BOM”, que é muito gostosinha, mas ficou fora do show do SESC, apesar de eu ter visto vídeos desse show onde ele cantou... mas ele tocou algumas clássicas de seus shows, como “Xique xique”, “Augusta Angélica Consolação”, “Ogodô” e a inédita ao vivo para mim “Brigitte Bardot”, que ganhou uma encenação de arrepiar na parte do suicídio... tudo que os suportes que uma boa casa de shows oferece foi utilizado, muito bem...Tom Zé também falou da polêmica com o funk Tô ficando atoladinha”, que foi relacionada a música “Bolero de Platão” do seu novo disco, então ele disse que a referência não foi previamente pensada, mas que aquele refrão era fantástico, porque rejeitava diretamente todo o comportamento clássico do homem, de não admitir que as mulheres também sentem seus desejos e agora elas podem manifestá-los ... diretamente! (rs) Sobre a excelente opinião de Tom Zé sobre esse funk, leia aqui.

O show, como eu já suspeitava, me supriu demais, de vez em quando eu preciso de Show do Tom Zé, porque só neles eu relembro quanto bem ele pode me fazer e me sinto viva, em meio a pessoas que também admiram gotas de pura genialidade como eu vejo em Tom Zé...

Agora só em Maio eu o verei de novo, mais uma vez na Virada Cultural, desta vez não mais na Casa das Rosas, como no ano passado, mas em frente ao Teatro Municipal, onde ele vai apresentar o show do seu primeiro disco “A Grande Liquidação”, como uma fã historiadora que nasceu em exatos 11 anos depois do lançamento deste disco poderá perder?

Estou com Tom Zé para sempre!

Curtam uma amostrinha do que eu vi ontem:

quarta-feira, 15 de abril de 2009

DOUTORAMENTO?

Terminei minha pesquisa de mestrado agora e a desenvolvi naquilo que eu julguei ser o melhor dos mundos para alguém como eu : Eu lutei muito para conseguir encaixar tudo como eu queria e acabei no departamento certo, com o orientador certo, com o fomento certo e fui julgada pela melhor banca a respeito do meu tema. Nada mais justo, afinal este trabalho foi planejado e desenvolvido com a maior paixão mundo, para chegar até ele eu tinha me preparado desde há muito tempo, o que eu deixei claro em um texto que escrevi para a "Folha dirigida" em 2006, com o nome "A importância de dar continuidade aos estudos"... naquela época eu ainda acreditava nessa importância...
Mas e agora? Agora eu posso estar pessoalmente muito contente com o resultado do meu trabalho porque eu consegui o que eu me propus fazer (indicar novas possibilidades de estudo sobre a história e a literatura de Rosa), mas de que servirá isso se ninguém vai ler este texto? Você pode argumentar que ele ainda será publicado, eu respondo : Não será. Não será porque para isso eu teria que matar mais leões e agora eu vejo que não vale a pena. Agora eu sou uma mestra, desempregada e desiludida.
Não sou uma pessoa preguiçosa, nem desmotivada, eu adoro ser incentivada a dar o melhor de mim (um professor do colégio onde eu dava aulas no ano passado me disse uma vez que ele tinha saudade de quando ele também era empolgado em ensinar como eu estava...) mas essas características não me mantiveram empregada, e o título pouco ou nada me ajudará nessa situação. Você ainda pode levantar "mas e o doutorado?"... pois então:
Doutorado era o esperado de alguém que trilhou um caminho como o meu até agora, mas por incrível que pareça ele não estava nos meus planos para 2009. Eu queria continuar com as aulas, estudando para dar aulas, mas as portas da realidade se fecharam todas para mim e eu continuo tendo que responder (agora já sem muita paciência ou educação) se não vou prestar concurso para lecionar no Estado. ODEIO QUANDO ME PERGUNTAM ISSO. Primeiro porque eu já prestei esse concurso e passei, só não assumi. Não assumi porque eu não queria aquilo naquele momento, eu tinha me formado havia 3 meses e queria experimentar o melhor dos mundos de um pesquisador, fazer o mestrado perfeito, assim fiz. O que me incomoda mais na possibilidade de dar aulas no Estado é só uma coisa: A total estabilidade. Eu sei de muita gente que está na educação pública porque é mais cômodo, não é preciso muito empenho intelectual (no sentido de evolução, estudo) para se manter ali e alguém como eu, movida pela paixão, pela empolgação logo vai sentir um peso de morte ali... aquilo não me atrai, então se eu vier a prestar concurso público de novo vai ser porque tudo continuou dando errado para mim... aí, camaradas, talvez eu preferisse ser balconista das Casas Bahia. Por enquanto estou na fase do questionamento. Vamos ver que resposta vou conseguir dar ...

terça-feira, 14 de abril de 2009

QUEM DISSE QUE NO BRASIL NUNCA SE FEZ JAZZ DE QUALIDADE?

No meu antigo blog, Tutaméia, eu falava tanto do Milton Nascimento, por causa do meu trabalho sobre Rosa e etc, que eu achei questava enjoando as pessoas, aí não falei mais. Agora não volto a falar nele, porque ele mesmo fala por si de um jeito melhor:

segunda-feira, 13 de abril de 2009

HOJE É DIA DO BEIJO

No dia do beijo o UOL soltou uma enquete: "Qual beijo de cinema é o seu favorito?"
Eu votei no do filme "Bonequinha de Luxo", que é o que acontece no ambiente dos meus sonhos românticos : Na chuva!
Vejam que beleza: