domingo, 30 de dezembro de 2012
40 anos da série Vagalume, quem lembra?
Como a Série Vaga Lume foi importante na minha adolescência, especialmente com a coleção "Os Karas", do Pedro Bandeira! Que saudade!
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Do Desenho, Mário de Andrade
Do desenho
O que me agrada principalmente, na tão complexa natureza do
desenho, é o seu caráter infinitamente subtil, de ser ao mesmo tempo uma
transitoriedade e uma sabedoria. O desenho fala, chega mesmo a ser muito mais
uma espécie de escritura, uma caligrafia, que uma arte plástica. Creio ter sido
Alain quem chegou até o ponto de afirmar que o desenho não é, de natureza, uma
plástica; mas se há exagero de sistema
numa afirmativa assim tão categórica, sempre é certo que o desenho está pelo
menos tão ligado, pela sua finalidade, à prosa e principalmente à poesia, como
o está, pelos seus meios de realização, à pintura e à escultura. É como que uma
arte intermediária entre as artes do espaço e as do tempo, tanto como a dança.
E se a dança é uma arte intermediária que se realiza por meio do tempo, sendo
materialmente uma arte em movimento; o desenho é a arte intermediária que se
realiza por meio do espaço, pois a sua matéria é imóvel.
Mas o desenho, da mesma forma que as artes da palavra, é
essencialmente uma arte intelectual, que
a gente deve compreender com os dados experimentais, ou melhor, confrontadores,
da inteligência. É fácil de provar este caráter antiplástico do desenho. Ele é,
ao mesmo tempo, um delimitador e não tem limites, qualidades antiplásticas por
excelência. Toda escultura, toda pintura, sendo um fenômeno material, nos
apresenta um fato fechado, que se constrói de seus próprios elementos
interiores, inteiramente desrelacionado com o que para a estatua ou para
quadro seria o não-eu. Os limites da tela, por exemplo, representariam
para o quadro uma verdade infinitamente poderosa, que se impõe tanto como a
disposição dos volumes e das cores, que o pintor escolherá para seu assunto.
Mas este é na realidade e de certa maneira, de valor secundário, pois o que
importa, antes de mais nada, para que se dê pintura legítima, é eue haja
composição. E esta se dá justamente em relação aos limites da tela. Só mesmo
para o quadro, o painel, o afresco e para as manifestações de escultura é que
se pode aplicar crítica e esteticamente
a palavra ‘composição’. Aplicá-la
a desenho é um contrasenso, ou pelo menos abusivo.
Porque o
desenho é, por natureza, um fato aberto. Se é certo que objetivamente ele é
também um fenômeno material, ele o é apenas como uma palavra escrita. Nós temos
dados positivos para saber que, de fato, foi do desenho que nasceu a escrita
dos hieróglifos. Não sabemos como se originou a pintura, mas é muito mais
provável que sua primeira conceituação em
vermelho no espírito humano, tenha provindo dos rabiscos rituais, em preto, em vermelho, em branco, com que todos os povos
primitivos se enfeitam no corpo, para os cerimoniais. Jean de Bosschere faz uma
observação muito interessante neste sentido. Diz que o desenho implica de tal
forma um desenvolvimento intelectual maior, uma civilização mais adiantada que
não é encontrado entre os povos naturais, ao passo que quase todos estes já se
utilizam de processos primários de pintura. A afirmação, apesar do seu caráter
dogmático bastante errado, não deixa por isso de ser interessantíssima. Não é
inteiramente exato que não se encontre ) o desenho entre civilizações
consideradas ‘primitivas’. São raras é verdade, mas existem, como por exemplo
os bochimanos e certas tribos da América do Norte, que usam o desenho
às vezes com tanta mestria como os magdalenianos do pré-histórico. Em
todo caso, qualquer destes poucos exemplos que lembro agora, tem o desenho
misturado ou com a cor, como é o caso dos bochimanos, ou com o sulco escultórico, como
nas cavernas pré-históricas. O que se poderia talvez argumentar é que esses
povos tenham chegado ao desenho através da pintura e da escultura.
Argumentação mais forte contra a afirmativa de Bosschere é
que, mesmo a pintura do corpo, entre os
povos mais atrasados mentalmente, é sempre uma escritura, de natureza
hieroglífica. Hoje isso é questão passiva da etnografia, e sabemos definitivamente
que cada rabisco, a cada cor, a cada mancha , a cada decoração enfim, os
primitivos atribuem um valor simbólico, e cada elemento quer dizer alguma coisa
compreensível à inteligência do clã ou pelo menos dos seus pajés. Tudo tem
sentido, tudo tem valor de magia exorcistica ou propiciatória, e o primitivo
jamais se pinta pelo simples prazer de se enfeitar. Esta noção de prazer só viria
se conceituar posteriormente, conforme a doutrina aristotélica. Assim, em
contrário à afirmação de Bosschere, as pinturas primitivas participam muito
mais da natureza e da essência caligráfica do desenho, que da pintura
propriamente dita.
E com efeito, na infinita maioria, todas essas decorações
simbólicas do ser primitivo, são como o desenho, um fato aberto. Não é o limite
natural do rosto, fechado pela cabeleira do ângulo do maxilar inferior, não é o
limite imposto pelo peito, que fecham essas
pinturas corporais, ma antes elas se disseminam pelas faces, pelo corpo, sem o
princípio da composição fechada. Desconhecem portanto o elemento instintivo, da mesma forma
que o desenho o desconhece, ao passo que a pintura o implica fatalmente. Um quadro
sem moldura, está sempre de alguma forma emoldurado pelos seus próprios e
fatias limites de composição fechada. Ao passo que colocar moldura num verdadeiro
desenho, que só participe da sua exata natureza de desenho, que só participe da
sua exata natureza de desenho, é uma estupidez que toca às raias do vandalismo.
Os amadores do desenho guardam os seus em pastas. Desenhos são para a gente
folhear, são para serem lidos que nem poesias, são haicais, são rubaes, são
quadrinhas e sonetos.
O verdadeiro limite do desenho não implica de forma alguma
o limite do papel, nem mesmo pressupondo margens. Na verdade o desenho é
ilimitado, pois que nem mesmo o traço, esta convenção eminentemente
desenhística, que não existe no fenômeno da visão, nem deve existir na pintura verdadeira
ou na escultura, e colocamos entre o corpo
e o ar, como diz Da Vinci, nem mesmo o traço o delimita. Desenha-se um
perfil,por exemplo, e o traço pára em meio, ao chegar no colo, ou n a raiz da
cabeleira. Risca-se a expressão de u’a mão, a que um braço não continua; ou o
movimento que fez agora este cabrito. E o cabrito não se apoia num chão.
Poderão argumentar
que estou exemplificando apenas como uma espécie de desenho, o esboço, o
croquis, me esquecendo dos desenhos completos. Mesmo estes, milhares de vezes
ultrapassam os limites de um quadrilátero imaginado, ou prescindem dele. Não me
esqueci, porém, dos desenhos completos, apenas
afirmo que, quando eles implicam definidamente a moldura quadrangular ou
circular, estão invadindo terreno alheio, terreno que é da pintura, terreno
exclusivamente plástico que exige composição. A pintura também de utiliza das
formas naturais e tanto pinta uma maça como um nu. Mas não exige o traço, e,
quando o emprega, está invadindo o domínio do desenho. Não exijo nem desejo que
a pintura seja abstrata. Deus me livre! Mas quando ela se aplica, mesmo no bom
quadro de gênero, como o holandês, a representar coisas e fatos, ela procura
descobrir e representar um elemento de
eternidade. E é por isto que a transposição da ‘matéria’ de um peixe, de um planejamento
como de uma Madona ou de uma ‘maja’, por
meio da ‘matéria’ do óleo, da têmpera, da parede colorida, tem valor
intransigente na validade estética de uma pintura, ao passo que no desenho esse
problema de transposição não quer dizer nada. A bem dizer, não existe.
A pintura busca sempre elementos de eternidade, e por isso
ela tende ao divino. O desenho, muito mais agnóstico, é um jeito de definir
transitoriamente, se posso me exprimir assim. Ele cria, por meio de traços
convencionais, os finitos de uma visão, de um momento, de um gesto. Em vez de
buscar as essências misteriosas e eternas, o desenho é uma espécie de
definição, da mesma forma que a palavra ‘monte’ substitui a coisa ‘monte’ para
nossa compreensão intelectual.
E foi isto que
afirmei, no início deste artigo, ser o desenho ao mesmo tempo uma transitoriedade
e uma sabedoria. Ele é uma espécie de provérbio, uma experiência vivida e
transformada numa definição eminentemente intelectual. Tem assim, a mesma força
equilibrada e clássica dos provérbios. O desenho não é uma frase, é uma
frase-feita. Da mesma forma como a frase feita, o provérbio, o dito, vão se
fixando aos poucos, numa luta grave entre o sentimento e a sua expressão, até que, livres de elementos condicionais,
se organizam em sua forma definitiva: também o desenho se liberta das
fragilidades sentimentais da frase espontânea, por ser mais lento na sua luta
entre a visão recebida ou imaginada e
sua expressão gráfica. Essa luta, esta lentidão, permitem ao desenho o tempo, a
depuração , que a frase de conversa não tem. E ele assume, assim, a natureza
essencialmente poética do provérbio.
Digo ‘poética’ porque o provérbio, mesmo quando fixado em linha de prosa, é
pura poesia: emprega os processos essenciais da manifestação poética, é da
natureza eminentemente definidora da poesia, e não da natureza descrevedora e contemporaneamente
raciocinanteda prosa. Todo conceito, todo o grito, toda oração, todo fim
verbalizado da experiência fisiopsíquica, é poesia. E com efeito, os livros sagrados, os
provérbios, as frases feitas, as máximas, orações e ritos, são sempre
fortemente ritmados, e usam frequentemente os processos materiais da poesia, as
metrificações e a rima.
Mas nós todos estamos cansados de saber que a sabedoria
dos provérbios se não é de todo mentirosa, é eminentemente transitória. Não representa nenhuma
eternidade, mas a verificação de um momento; e não é menos verdade que a cada
provérbio existente podemos quasi sempre opor outro provérbio que o contradiz
completamente. Sim, se nos quixamos de algum mau governo, dirá o chileno
descontente que é porque a galinha do vizinho é mais gorda do que a nossa; mas se
ele se queixa, lhe responderemos que cá e lá más fadas há. E assim o provérbio
é muito mais a definição de uma verdade transitória, mansa como a reflexão
conceituosa de um chim, que uma verdade
eterna, filosóficamente provável. Essa a
natureza delicioso do desenho, que é transitório e sábio como um provérbio,
terrestremente momentaneamente conceituoso como um provérbio. Uma esperança de
conforto...
ANDRADE, Mario de. Do desenho. In: Aspectos das artes plásticas no Brasil. 2ª. Ed, São Paulo : Martins, 1975.p. 69-77
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Mario de Andrade
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Importância de uma História da Infância...
“Um outro diálogo interdisciplinar
possível com as pesquisas inauguradas pelo livro (História Social da Criança e da Família, 1979) de Ariès, comentado
anteriormente, e que florescem hoje no Brasil : a chamada ‘história da infância”.
Por ela, torna-se possível explorar a
variação de uma concepção de infância no tempo, correlacionando-a a variações
históricas nos modos de tratar, de se relacionar e de vivenciar a infância.
Tais mudanças podem ser observadas em textos sobre a criança ou voltados para
ela, nas artes plásticas, nos tratados de educação e pedagogia. Neste momento
da ciência, em que se valoriza a interdisciplinaridade, esses estudos
realizados por historiadores de formação, revelam-se frequentemente uma
antropologia voltada para tempos passados,
e são extremamente valiosos no debate das imagens sobre as crianças e sua
atuação no mundo.”
Clarice Cohn. Antropologia da Criança.2ª. Ed. Rio de
Janeiro: Jorge Zahar Ed. , 2009.p,43-4.
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Antropologia e a revisão do conceito de Cultura
Antes que alguém me diga que essas coisas são mais do que conhecidas para os cientistas sociais, digo que tenho plena ciência de que isso deve ser o B+A = BA para eles, mas para mim, confesso, são perspectivas novas e interessantes para mim:
"A partir da década de 1960 (...) Na revisão do conceito de cultura, os antropólogos, ao invés de tomá-la como algo empiricamente observável e delimitado, cada vez mais abdicam de falar em costumes, valores, crenças para frisar que o que que de fato interessa está mais embaixo.Ou seja, não são os valores ou crenças que são os dados culturais, mas aquilo que os conforma. E o que os conforma é uma lógica particular, um sistema simbólico acionado pelos atores sociais a cada momento para dar sentido a suas experiências.Ela não é mensurável, portanto, e nem detectável em um lugar apenas -é aquilo que faz com que as pessoas possam viver em sociedade compartilhando sentidos, porque eles são formados a partir de um mesmo sistema simbólico."
Clarice Cohn. Antropologia da criança,p. 19
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Os planos não realizáveis do Xico Sá!
O texto original está aqui. Mas eu roubei e copiei aqui:
Plano bom é plano não-realizado
26/12/12 - 11:09
POR xicosa
Nas espumas flutuantes de mares e cervejas crepusculares, reflito:
Plano bom é plano não-realizado.
Cronicamente inviável e repetitivo vos digo, como a cada fim de ano: nossos planos são muito bons, como na canção dos Doces Bárbaros, nossos planos são recicláveis, como os de mil novecentos e antigamente…
Nossos planos são os mesmos que se arrastam desde século seculorum, nossos planos são tão conhecidos, tão íntimos, eles nos acompanham há tanto tempo que viraram nossos amantes, nossos melhores amigos.
Nossos planos renascem a cada fim de ano como os nossos melhores cúmplices.
Nossos planos sabem que se os realizássemos à risca a vida perderia a graça, seríamos perfeitos demais, estávamos todos magérrimos, malhados, gozando a saúde dos deuses ou dos imortais da ABL, seríamos todos um bando de Davids Beckhans e Giseles.
Nossos planos são muito bons, mas sinto muito por eles, coitados, mais uma vez não serão cumpridos na íntegra no ano da graça de 2013.
Cumpriremos, no máximo, os 10% da humaníssima cota do possível, os 10% do garçom, justa medida.
Nossos planos são muito bons e nunca foram atrapalhados por crise alguma. O que nossos planos enfrentam para valer é uma invencível guerra interna nos fracos juízos repletos de defeitos de fábrica.
Nossos planos são muito bons, mas, como sempre, ainda temos o benefício da dúvida, ainda temos a complacência e, se, por acaso, faltar alguma conversa fiada no estoque, botamos a culpa nos outros –nosso inferno mais próximo.
Nossos planos mal devoraram a ceia do Natal, nossos planos famintos, nossos planos eivados pela fome histórica de todos os semi-áridos e Jequitinhonhas, e lá estão nossos planos a dormir a mais preguiçosa das siestas espanholas.
Nossos planos estão dengosos, como nunca, para o ano novo, nossos planos querem colo, nossos planos odeiam uma academia de ginástica, um cooper às cinco da matina, uma dieta saudável…
Nossos planos não têm medo do colesterol e muito menos da gordura trans, nossos planos adoram uma costelinha de porco, como aquela que Maria fez ainda no Paraíso, costelinha com cerveja preta.
Ah, nossos planos lamberam os beiços, mesmo não sabendo o que seríamos de nós dali a duas voltas do sol no eixo da existência.
Nossos planos não se desgastam à toa, não vivem de estresse, não andam de automóvel na cidade de SP, nossos planos são eternos pedestres e adoram uma rede depois do almoço.
Nossos planos são do interior do mato e ruminam um capinzinho entre os dentes manchados pelo cigarro brabo do tempo.
Nossos planos se espreguiçam, estralando todas as juntas e costelas, quando ouvem falar outra vez de novos planos.
Plano bom é plano não-realizado.
Cronicamente inviável e repetitivo vos digo, como a cada fim de ano: nossos planos são muito bons, como na canção dos Doces Bárbaros, nossos planos são recicláveis, como os de mil novecentos e antigamente…
Nossos planos são os mesmos que se arrastam desde século seculorum, nossos planos são tão conhecidos, tão íntimos, eles nos acompanham há tanto tempo que viraram nossos amantes, nossos melhores amigos.
Nossos planos renascem a cada fim de ano como os nossos melhores cúmplices.
Nossos planos sabem que se os realizássemos à risca a vida perderia a graça, seríamos perfeitos demais, estávamos todos magérrimos, malhados, gozando a saúde dos deuses ou dos imortais da ABL, seríamos todos um bando de Davids Beckhans e Giseles.
Nossos planos são muito bons, mas sinto muito por eles, coitados, mais uma vez não serão cumpridos na íntegra no ano da graça de 2013.
Cumpriremos, no máximo, os 10% da humaníssima cota do possível, os 10% do garçom, justa medida.
Nossos planos são muito bons e nunca foram atrapalhados por crise alguma. O que nossos planos enfrentam para valer é uma invencível guerra interna nos fracos juízos repletos de defeitos de fábrica.
Nossos planos são muito bons, mas, como sempre, ainda temos o benefício da dúvida, ainda temos a complacência e, se, por acaso, faltar alguma conversa fiada no estoque, botamos a culpa nos outros –nosso inferno mais próximo.
Nossos planos mal devoraram a ceia do Natal, nossos planos famintos, nossos planos eivados pela fome histórica de todos os semi-áridos e Jequitinhonhas, e lá estão nossos planos a dormir a mais preguiçosa das siestas espanholas.
Nossos planos estão dengosos, como nunca, para o ano novo, nossos planos querem colo, nossos planos odeiam uma academia de ginástica, um cooper às cinco da matina, uma dieta saudável…
Nossos planos não têm medo do colesterol e muito menos da gordura trans, nossos planos adoram uma costelinha de porco, como aquela que Maria fez ainda no Paraíso, costelinha com cerveja preta.
Ah, nossos planos lamberam os beiços, mesmo não sabendo o que seríamos de nós dali a duas voltas do sol no eixo da existência.
Nossos planos não se desgastam à toa, não vivem de estresse, não andam de automóvel na cidade de SP, nossos planos são eternos pedestres e adoram uma rede depois do almoço.
Nossos planos são do interior do mato e ruminam um capinzinho entre os dentes manchados pelo cigarro brabo do tempo.
Nossos planos se espreguiçam, estralando todas as juntas e costelas, quando ouvem falar outra vez de novos planos.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
domingo, 23 de dezembro de 2012
A teoria dos sentimentos morais, Adam Smith (1759)
Para minha pesquisa de doutorado , comecei a ler o livro "A era da empatia - Liçoes da natureza para uma sociedade mais gentil", do primatólogo americano Frans de Wall e publicado em 2010. Logo no começo ele faz uma excelente citação do primeiro livro de Adam Smith "A teoria dos sentimentos morais" (1759). Vou transcrever o texto do livro de Wall, com a citação inclusa:
Estou gostando muito deste livro ... vamos seguir comentando..."Adam Smith, o pai da economia, compreendia melhor do que ninguém que a luta em defesa de nossos interesses pessoais necessita ser temperada pelo sentimento de solidariedade. Ele defendeu esse ponto de vista em 'A teoria dos sentimentos morais', um livro muito menos conhecido do que A riqueza das nações. Smith iniciou seu primeiro livro com uma frase memorável: 'Por mais egoísta que se possa admitir que seja o homem, é evidente que existe certos princípios em sua natureza que o levaram a interessar-se pela sorte dos outros e fazem com que a felicidade destes lhe seja necessária, embora disso ele nada obtenha que não o prazer de testemunhar'." (SMITH,1759, p.09')"
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