segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
sábado, 2 de fevereiro de 2013
"Música de Brinquedo" de novo e sempre !
"Ouvir uma coisa que você conhece muito bem e aquilo ter um frescor..." ... é que aqui elas também foram tocadas pelas crianças ... isso que foi levado ao extremo por este projeto e que condiz com as ideias nas quais se acredita hoje em dia nos estudos sobre infância (da diluição até o máximo possível da separação entre adulto e criança e na aposta de que ambos atuam na configuração da realidade e na produção de culturas que não são nem "de criança" nem "de adulto", são híbridas e legítimas). É caro que hoje temos projetos de MÚSICAS PARA CRIANÇAS MARAVILHOSOS (que respeito é aquele da dupla Palavra Cantada pelas temporárias limitações infantis, pela estrenheza com a qual elas recebem o mundo? É louvável e deve existir para sempre). Mas estou falando de outras coisas, outras frentes que se abriram, e incluíram a criança (e tudo o que ela é, não s´o que pode vir a ser...) como elemento de sua composição, como neste disco do Pato Fu e todo seu frecor. Isso não tem em discos infantis como o Par ou Ímpar, do Kleiton e Kledir, mas não tem mesmo... ali só temos músicas inéditas, só que a sonoridade é de um grande "mais do mesmo", apesar do esforço em se voltar ao público infantil, ao ouvir ninguém tem dúvidas de que se trata da boa e velha dupla Kleiton e Kledir, como se o contato com o mundo infantil não tivesse interferido em nada ...
É certo que as crianças continuam sendo crianças, como sempre foram, mas a maneira que nós as entendemos e como lidamos com elas mudou e muda (tem historicidade). Acho que estamos em outro momento, onde não mais cabe, sem certo estramento, apresentar a elas (seres em formação) discos completos, fofos e lindos feitos "para crianças" (onde a particiapação delas limita-se a ouvir), estes já nos soam tão... ultrapassados, tão coisa pré era digital... e olha que tudo apareceu assim tão rápido (o disco Adriana Partimpim é de 2004, nem tem ainda uma década completa) e já estamos respirando outros ares, não tão tatibitati, mas de maior interatividade com os infantes e as coisas produzidas para eles. Não cabe mais ver a criança como se ela fosse "apenas alocada em um sistema de relações que é anterior a ela e deve ser reproduzido eternamente" (COHN, Clarice. Antropologia da criança, p. 28), não permitindo que ela interaja na construção do seu meio... Será que é isso mesmo?
É certo que as crianças continuam sendo crianças, como sempre foram, mas a maneira que nós as entendemos e como lidamos com elas mudou e muda (tem historicidade). Acho que estamos em outro momento, onde não mais cabe, sem certo estramento, apresentar a elas (seres em formação) discos completos, fofos e lindos feitos "para crianças" (onde a particiapação delas limita-se a ouvir), estes já nos soam tão... ultrapassados, tão coisa pré era digital... e olha que tudo apareceu assim tão rápido (o disco Adriana Partimpim é de 2004, nem tem ainda uma década completa) e já estamos respirando outros ares, não tão tatibitati, mas de maior interatividade com os infantes e as coisas produzidas para eles. Não cabe mais ver a criança como se ela fosse "apenas alocada em um sistema de relações que é anterior a ela e deve ser reproduzido eternamente" (COHN, Clarice. Antropologia da criança, p. 28), não permitindo que ela interaja na construção do seu meio... Será que é isso mesmo?
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Estas são músicas que eu ouvi numa aula sobre Cultura Popular no meu último semestre de graduação em 2003. Muito perturbadoras estas sonoridades rituais de um tempo tão antigo ...
coisas da etnomusicologia, (etnografia da música, de Seeger em 1992), que estuda instrumentos e sonoridades perdidas no tempo. Legal é que os sons ainda causam estramento e até certo pavor...às vezes estudar História é tão legal!
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
O Cinquentenário da revista O Tico Tico, em 1955
Preciso achar esta edição, mas acho que só tem no Rio de Janeiro.
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sábado, 19 de janeiro de 2013
terça-feira, 15 de janeiro de 2013
O Palhaço - Filme ... novamente
Quando assisti esse filme no cinema já abordei muito aqui. Mas agora, por conta da minha pesquisa de doutorado estou revendo o DVD e os extras para tentar entrar mais profundamente nesse clima e nesta pesquisa. No livro sobre o filme o diretor/ator Selton Mello deixa o seguinte depoimento que justifica deste filme para minha pesquisa sobre infância
:
Também porque eu acho (sempre achei, mesmo bem antes deste filme) que a cultura circense é fundamental para quem quiser entender nossa terra. Isso porque, também a história do Brasil, é aquela dos que se locomovem para garantir a sobreviência, o brasileiro é antes de tudo um nômade... mesmo que possa não ser no sentido exato de deslocamento do corpo, ele é um nômade interior ... é sobre isso que trata o maravilhoso filme de Selton Melo. Transcrevi um texto do ator Paulo José, lido pelo Selton nos extras do DVD que dá conta de tocar ligeiramente a experiência do circo e do seu rei que é o palhaço :
"Os palhaços raramente eram apenas palhaços. O palhaço tinha outras técnicas: podia ser a música; a acrobacia; o malabarismo; ser amestrador de animais. Meu pai sempre dizia que não se começava sendo palhaço, isso vinha depois. A primeira coisa era aprender um ofício, uma técnica. E com a vida, com a experiência do contato humano e com o gosto do contato humano, lentamente, a técnica ia se tornando menos importante e o mais importante ficaria sendo a personalidade.O fato de se morar dentro da cerca e ter pouco contato com o mundo lá fora, faz com que a convivência familiar seja mais intensa.O palhaço permanece sempre no absurdo, sempre no imaginário, no paradoxo, no grotesco. O palhaço deve fazer rir e pensar, sonhar e refletir. O palhaço não tem psicologismos: sua lógica é física, ele pensa e sente com o corpo. Na medida em que o mundo, cada vez mais, perde a capacidade de brincar e se reinventar, ainda mais fundamental se torna a figura do palhaço, este ser viajante no tempo e na história da humanidade."Paulo José
Ainda no livro sobre o filme, tem uma crítica linda :
Sempre fui e vou me tornando cada vez mais uma fã deste filme, por isso nem ligo que ele acabou nem indo ao Oscar ...quem tem esse repertório cultural e emotivo não precisa de uma estatueta...
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segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
Seis passeios pelos bosques da ficção, Umberto Eco
“Qualquer
passeio pelos mundos ficcionais tem a mesma função de um brinquedo infantil. As
crianças brincam com boneca, cavalinho de madeira ou pipa a fim de se
familiarizarem com as leis físicas do universo e com os atos que realizarão um
dia. Da mesma forma, ler ficção significa jogar um jogo através do qual damos
sentido à infinidade de coisas que aconteceram, estão acontecendo ou vão
acontecer no mundo real. Ao lermos uma narrativa, fugimos da ansiedade que nos
assalta quando tentamos dizer algo de verdadeiro a respeito do mundo. Essa é a
função consoladora da narrativa – a razão pela qual as pessoas contas histórias
e têm contado histórias desde o início dos tempos.”
Umberto
Eco. Seis passeios pelos bosques da ficção. p.93
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