sábado, 11 de julho de 2015
Baile Betinha: Eu fui!
Eu adorava ouvir Eddie, porque saquei que eles mandam super bem e tal, mas nunca tinha visto ao vivo. Que som! Que catarse! Parecia show do Tom Zé: no Baile Betinha a choperia toda dançou bonito demais : catártico! Dançamos também muitas outras deles, que tocam improvisando, criando mesmo igualzinho do disco: criando o tempo todo, Fábio Trummer (que, sim, agora está usando barba!) fica marcando : segue em frente... e o povo PIRANDO! No final, quando foi apresentar a banda, falou o nome de todos e quando foi falar o dele disse apenas: "eu sou o Eddie" (rs), ai disse, "não, eu sou o Fábio, todos somos Eddie", danado! kkkkk Dancei muito, que delicioso! Relaxei demais!!!
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terça-feira, 7 de julho de 2015
sábado, 4 de julho de 2015
Crianças ciganas procuram sua definição no dicionário e reagem !
Em um vídeo, divulgado pela RAE (Real Academia Española. Equivale a Academia Brasileira de Letras no Brasil), que você pode assistir aqui, vemos as reações de crianças ciganas ao lerem definições discriminatórias no dicionário.
Muito feio, muito angustiante, porque é uma discriminação meio que "oficial", contando em um compêndio da língua que eles falam.
O melhor de tudo é que, por serem crianças e não estarem tão comprometidas com ideias prontas no mundo, reagem com energia: Isso é uma mentira, não sou trapaceiro, trapaceira.
O que está nos dicionários não é a realidade, especialmente para uma criança. Sorte nossa que as temos por perto!
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sexta-feira, 3 de julho de 2015
Conversas com versos - Gêninha Melo e Castro canta Maria Alberta Menéres
No site da loja do SESC o disco é apresentado assim:
"O CD traz os poemas infantis da escritora portuguesa Maria Alberta Menéres, retirados do livro Conversas com Versos, musicados por sua filha Eugénia Melo e Castro, Eduardo Queiróz, Camilo Carrara e Nath Calan. Participação especial de Ney Matogrosso e Lino Krizz. Ilustrações de Mariana Melo."
Também lá podemos ler o encarte do disco, que é lindo, aqui.
De uma música eu gostei mais, chama-se "As pedras":
De uma música eu gostei mais, chama-se "As pedras":
Adorei a letrinha da portuguesinha .. me fez lembrar das crianças, de "Ver: amor" , de "Do que é feito o pensamento"... e de poesia.
"... as pedras falam,só entende quem quer,todas as coisas têmuma coisa pra dizer.As pedras falam? Pois falam
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam ..."
Maria Alerta Menés/ Eduardo Queiroz/ Nath Calan no sensacional disco disco "Conversas ComVersos", disponível nas lojas SESC
terça-feira, 30 de junho de 2015
Cantando a nossa história, por Ivan Vilela
Já faz tempo que eu baixei a tese do Ivan Vilela, mas ainda não tinha dado tempo de ler direito. Hoje, visitando a livraria da Brasiliana, lá estava o livro, até com um CD da viola mágica de Vilela. Só de pensar eu choro : é a história dos meus pais, paulistas do interior, que ouviam "música caipira"logo cedo , bem baixinho, num radinho de pilha, toda a vida. Na minha memória sonora, aquilo não ficou registrado, propriamente, como música, era um som distante, distante, como a canção da estória de Sorôco:
"uma chirimia, que avocava: que era um constado de enormes diversidades desta vida, que podiam doer na gente, sem jurisprudência de motivo nem lugar, nenhum, mas pelo antes, pelo depois."
Muita emoção.
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quarta-feira, 24 de junho de 2015
Clube da Esquina, um disco que você precisa ouvir antes de morrer ...
Do perfil do Clube da Esquina no Facebook:
O disco "CLUBE DA ESQUINA", de MILTON NASCIMENTO & LÔ BORGES, está incluído no livro "1001 Albums You Must Hear Before You Die" (em português: 1001 Álbuns Para Ouvir Antes de Morrer), que é é um livro de referência musical lançado em 2006, que reúne 90 jornalistas e críticos musicais de todo o mundo. Sua concepção original é de Robert Dimery, co-fundador da Revista Rolling Stone.
O livro consiste de uma lista de álbuns lançados entre os anos de 1955 e 2005. Embora existam os mais diversos estilos musicais como jazz, blues, heavy metal, soul e música experimental, o rock e o pop ocupam posição destacada.
A publicação contém mais de 900 imagens. Quando o álbum é indicado, aborda-se também o momento histórico, além de relatar curiosidades da gravação.
A publicação contém mais de 900 imagens. Quando o álbum é indicado, aborda-se também o momento histórico, além de relatar curiosidades da gravação.
Por Gustavo Oliveira:
"O que está escrito no livro (O verbete, que está no livro, traduzido), AQUI:"Se Clube da Esquina fosse meramente uma resposta brasileira ao ‘Sgt. Peppers‘… já teria um lugar como uma grande contribuição à música pop internacional. Mas essa magnífica coleção de canções, originalmente lançada como um LP duplo, também transformou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta em artistas de sucesso por seus próprios méritos. Embora Milton Nascimento - um cantor carismático, com um falsete puro e cheio de espiritualidade - seja o centro da gravidade do álbum, ele ainda não era uma grande estrela e Clube da Esquina é bem um trabalho de grupo, co-creditado a Lô Borges. O disco mistura paisagens sonoras de sonho, letras surreais e uma notável variedade de influências sul-americanas. Clube da Esquina foi um marco na música popular, que abriu portas criativas para outros artistas. O Clube da Esquina consistia num grupo de amigos de Belo Horizonte, uma cidade no interior do estado de Minas Gerais. Em 1971, eles passaram 6 meses em uma casa alugada na praia de Piratininga, norte do Rio, compondo e compartilhando seu amor pelos Beatles. No estúdio, a música adquiriu rica grandiosidade, com orquestrações de Eumir Deodato e Wagner Tiso. O disco produziu uma série de sucessos, entre eles "Cravo e Canela' e "Nada será como Antes". A influência dos Beatles é particularmente forte nas canções estilo "rock mineiro" primorosamente compostas por Lô Borges, como "O Trem Azul" e "Nuvem Cigana", reluzentes melodias cheias de maravilhas e caprichos”, escrevem Robert Dimery e Michael Lydon (um dos fundadores da revista “Rolling Stone”) no livro “1001 Discos que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer”
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Nada contra - Marcos Piangers
Colo aqui mais uma das deliciosas contribuições de Marcos Piangers sobre crianças no Facebook.
Nada contraQuando uma criança nos brinda com sua visão de mundo é uma delícia tão grande que devemos ficar bem quie- tos. É como olhar unicórnios se alimentando. Você quer ficar vendo aquilo sem espantar a magia do ambiente. Estávamos no carro, eu dirigindo, minha mulher no banco do carona e minha pequena no banco de trás, sentada no meio. Lá fora as pessoas desrespeitavam outras pessoas no trânsito. O que podemos chamar de um dia normal.
“O que eu não entendo é que uma mulher pode se vestir com cal- ça jeans e até com camisas masculinas. Isso é aceito pela sociedade,” ela tem oito anos e está falando sobre a sociedade. “E um homem não pode se vestir com roupas de mulheres que todo mundo fala mal. Não que eu tenha alguma coisa contra travestis.” Eu explodi em risos. “O quê, pai?!”, protestou a Anita. A Anita sempre diz que não tem nada contra determinada minoria, sempre que fala delas.
“Por que as pessoas tratam os pobres mal, pai? Não que eu tenha alguma coisa contra os pobres.” Ela sempre parece preocupada com a possibilidade de ser considerada racista, elitista, sexista, machista ou preconceituosa. Deve ser uma preocupação muito atual entre as crianças. Porque o mundo está politicamente cor- reto. E imagino que isso seja uma coisa boa. Mas quando eu tinha oito anos, nossa principal preocupação era conseguir a maior quantidade de doces entre a hora de acordar e a hora de dormir.“Eu só acho que os homens deveriam poder se vestir com saia e salto alto se quisessem. As mulheres podem fazer isso. Os homens não, porque são considerados gays. Nada contra os gays,” ela diz novamente, antes que seja mal interpretada.Estávamos no carro ouvindo a Anita falar sobre a sociedade. Lá fora as pessoas desrespeitavam outras pessoas no trânsito. O que podemos chamar de um dia normal.
Nos conta Piangers que, aos seus 8 anos, suas preocupações não eram tão "politicamente corretas" quanto as da filha de Anitta aos 8 anos, que respira o oxigênio mental do início do século XXI. Esse texto é muito interessante para demonstrar porque devemos pensar em uma História da criança, pois nem sempre elas foram do mesmo jeito...
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