domingo, 26 de julho de 2015

Sepultamento do homem da minha vida e Guimarães Rosa

Nesse dia ensolarado de 26 de julho de 2015 deu-se o velório e o sepultamento do meu pai no arvorejado cemitério do Jaraguá. Claro que foi difícil, tive várias crises de choro (especialmente quando chegamos no velório no frio das 4 da matina e não tinha ninguém) e também perder o pai não é qualquer coisa. Mas, por outro lado, não posso deixar de dizer que foi tudo muito bonito! Primeiro que ele estava lindo, sereno, em paz, do jeito que eu queria voltar a vê-lo (diferente daquele rosto com aquela máscara de oxigênio do hospital e todos aqueles tubos), com muitas coroas de flores das filhas e netas e do genro e nora e de amigos carinhosos... e ai por volta do meio dia, houve um "caso sem comparação... de não se sair mais da memória": quanta gente veio dar o último adeus ao seu Hermelindo ! Não tenho certeza, mas devia ter cerca de 100 pessoas naquele velório! Parentes, vizinhos de toda a redondeza dos 40 anos que moramos nesta casa, amigos de 76 anos de uma vida muito bem vivida desse senhorzinho sensacional! Revi e abracei pessoas que tinha visto há muitos anos, revi amigos meus, da minha mãe, da infância da minha irmã, parentes dos mais diferentes quilates subiram o morro para o sepultamento, numa espécie de procissão de amor pelo "seu Hermelindo"... como ele mereceu essa homenagem póstuma!
Como confortou a gente esse amor todo, não tenho palavras para retribuir e, se eu soubesse como agradecer, eu o faria porque só eu sei como aquilo nos deu uma reavivada e nos fez ter vontade de seguir a vida.
Viva seu Hermelindo, o homem da minha vida! 

sábado, 11 de julho de 2015

Baile Betinha: Eu fui!


Eu adorava ouvir Eddie, porque saquei que eles mandam super bem e tal, mas nunca tinha visto ao vivo. Que som! Que catarse! Parecia show do Tom Zé: no Baile Betinha a choperia toda dançou bonito demais : catártico! Dançamos também muitas outras deles, que tocam improvisando, criando mesmo igualzinho do disco: criando o tempo todo, Fábio Trummer (que, sim, agora está usando barba!) fica marcando : segue em frente... e o povo PIRANDO! No final, quando foi apresentar a banda, falou o nome de todos e quando foi falar o dele disse apenas: "eu sou o Eddie" (rs), ai disse, "não, eu sou o Fábio, todos somos Eddie", danado! kkkkk Dancei muito, que delicioso! Relaxei demais!!!

sábado, 4 de julho de 2015

Crianças ciganas procuram sua definição no dicionário e reagem !

Em um vídeo, divulgado pela RAE (Real Academia Española. Equivale a Academia Brasileira de Letras no Brasil), que você pode assistir aqui, vemos as reações de crianças ciganas ao lerem definições discriminatórias no dicionário.
Muito feio, muito angustiante, porque é uma discriminação meio que "oficial", contando em um compêndio da língua que eles falam.
O melhor de tudo é que, por serem crianças e não estarem tão comprometidas com ideias prontas no mundo, reagem com energia: Isso é uma mentira, não sou trapaceiro, trapaceira.

O que está nos dicionários não é a realidade, especialmente para uma criança. Sorte nossa que as temos por perto!

sexta-feira, 3 de julho de 2015

Conversas com versos - Gêninha Melo e Castro canta Maria Alberta Menéres


No site da loja do SESC o disco é apresentado assim:

"O CD traz os poemas infantis da escritora portuguesa Maria Alberta Menéres, retirados do livro Conversas com Versos, musicados por sua filha Eugénia Melo e Castro, Eduardo Queiróz, Camilo Carrara e Nath Calan. Participação especial de Ney Matogrosso e Lino Krizz. Ilustrações de Mariana Melo."
Também lá  podemos ler o encarte do disco, que é lindo, aqui

De uma música eu gostei mais, chama-se "As pedras":


Adorei a letrinha da portuguesinha .. me fez lembrar das crianças, de "Ver: amor" , de "Do que é feito o pensamento"... e de poesia.
                  "... as pedras falam, 
          só entende quem quer,
todas as coisas têm
uma coisa pra dizer.As pedras falam? Pois falam
mas não à nossa maneira,
que todas as coisas sabem
uma história que não calam ..." 


Maria Alerta Menés/ Eduardo Queiroz/ Nath Calan no sensacional disco disco "Conversas ComVersos", disponível nas lojas SESC



terça-feira, 30 de junho de 2015

Cantando a nossa história, por Ivan Vilela

Já faz tempo que eu baixei a tese do Ivan Vilela,  mas ainda não tinha dado tempo de ler direito. Hoje, visitando a livraria da Brasiliana lá estava o livro, até com um CD da viola mágica de Vilela. Só de pensar eu choro : é a história dos meus pais, paulistas do interior, que ouviam "música caipira"logo cedo , bem baixinho, num radinho de pilha, toda a vida. Na minha memória sonora, aquilo não ficou registrado, propriamente, como música, era um som distante, distante, como a canção da estória de Sorôco:
 "uma chirimia, que avocava: que era um constado de enormes diversidades desta vida, que podiam doer na gente, sem jurisprudência de motivo nem lugar, nenhum, mas pelo antes, pelo depois."
Muita emoção.

quarta-feira, 24 de junho de 2015

Clube da Esquina, um disco que você precisa ouvir antes de morrer ...

Do perfil do Clube da Esquina no Facebook:
O disco "CLUBE DA ESQUINA", de MILTON NASCIMENTO & LÔ BORGES, está incluído no livro "1001 Albums You Must Hear Before You Die" (em português: 1001 Álbuns Para Ouvir Antes de Morrer), que é é um livro de referência musical lançado em 2006, que reúne 90 jornalistas e críticos musicais de todo o mundo. Sua concepção original é de Robert Dimery, co-fundador da Revista Rolling Stone.
O livro consiste de uma lista de álbuns lançados entre os anos de 1955 e 2005. Embora existam os mais diversos estilos musicais como jazz, blues, heavy metal, soul e música experimental, o rock e o pop ocupam posição destacada.
A publicação contém mais de 900 imagens. Quando o álbum é indicado, aborda-se também o momento histórico, além de relatar curiosidades da gravação.
A publicação contém mais de 900 imagens. Quando o álbum é indicado, aborda-se também o momento histórico, além de relatar curiosidades da gravação.
Por Gustavo Oliveira:

"O que está escrito no livro (O verbete, que está no livro, traduzido), AQUI:"Se Clube da Esquina fosse meramente uma resposta brasileira ao ‘Sgt. Peppers‘… já teria um lugar como uma grande contribuição à música pop internacional. Mas essa magnífica coleção de canções, originalmente lançada como um LP duplo, também transformou Milton Nascimento, Lô Borges, Beto Guedes e Toninho Horta em artistas de sucesso por seus próprios méritos. Embora Milton Nascimento - um cantor carismático, com um falsete puro e cheio de espiritualidade - seja o centro da gravidade do álbum, ele ainda não era uma grande estrela e Clube da Esquina é bem um trabalho de grupo, co-creditado a Lô Borges. O disco mistura paisagens sonoras de sonho, letras surreais e uma notável variedade de influências sul-americanas. Clube da Esquina foi um marco na música popular, que abriu portas criativas para outros artistas. O Clube da Esquina consistia num grupo de amigos de Belo Horizonte, uma cidade no interior do estado de Minas Gerais. Em 1971, eles passaram 6 meses em uma casa alugada na praia de Piratininga, norte do Rio, compondo e compartilhando seu amor pelos Beatles. No estúdio, a música adquiriu rica grandiosidade, com orquestrações de Eumir Deodato e Wagner Tiso. O disco produziu uma série de sucessos, entre eles "Cravo e Canela' e "Nada será como Antes". A influência dos Beatles é particularmente forte nas canções estilo "rock mineiro" primorosamente compostas por Lô Borges, como "O Trem Azul" e "Nuvem Cigana", reluzentes melodias cheias de maravilhas e caprichos”, escrevem Robert Dimery e Michael Lydon (um dos fundadores da revista “Rolling Stone”) no livro “1001 Discos que Você Precisa Ouvir Antes de Morrer”