terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Google homenageia Perrault pelos 388 anos de Literatura Infantil


Quem está usando Google esses dias de janeiro de 2016 tem se defrontado com pelas imagens que homenageiam as histórias de Perrault. Muito lindas.
A que eu mais gosto, todos sabem, é a da Bela Adormecida -representada acima- , mas tem também outros contos homenageados... adorei (especialmente porque foge UM POUCO da estética Disney, enfim)!

Além da Dornröschen, temos também :


segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

"Clube da Esquina - nossa música que o mundo ama", by Robert Palmer


Pérola achada e publicada no grupo "Blog Clube da Esquina" no Facebook (nas pessoas de Gustavo Oliveira e Luiz Henrique Assis Garcia), eis um comentário sobre nossos mineirinhos (em versão traduzida) :
"Clube da Esquina - nossa música que o mundo ama"!

(por Robert Palmer, do New York Times, publicado no O ESTADO DE S. PAULO: EDIÇÃO DE 04 DE MAIO DE 1986)
Embora os músicos de Minas Gerais têm muito em comum, apenas o ouvinte mais desatento poderia confundir um álbum de Milton Nascimento para um por Beto Guedes e Toninho Horta. Por exemplo, o Sr. Nascimento é principalmente um vocalista e estilista canção, sua guitarra ritmo é puramente funcional. Sr. Guedes toca guitarra e ritmo, junto com o Quatro venezuelano, o bandolim e outros instrumentos de cordas. Ele é um expoente conhecedor das tradições folclóricas de dança europeus como eles sobreviveram no Brasil, e muitas vezes ele tece cepas populares para as texturas de sua música.
O melhor dos seus álbuns, o notável'' A PÁGINA DO Relampago Eletrico,'' ele usa o que soa como quatro ou cinco violões, cada um jogando um padrão de ritmo diferente, para tecer tapeçarias ricamente detalhados sônicos; o disco contrasta rural-corda estilos da banda e música elétrica jazzy. Em'' Novena'', uma canção de seu álbum excelente'' Amor de Indio,'' ele amortece uma balada está pensando sinuosamente melodia com acordes aberturas construído em torno de segundo menores, a criação de um lirismo impressionante de dissonâncias.
Toninho Horta é mais conhecido por suas contribuições para muitos dos álbuns de Milton Nascimento, mas seus próprios discos são igualmente impressionantes. '' Terra dos Passaros'' (Minas Caixa), gravado entre 1976 e 1979, apresentou o seu'' Orquestra Fantasma,'' uma banda de estúdio que os jogadores mistos de Belo Horizonte com Airto Moreira, Hugo Fattoruso e irmãos Jorge e outros da América Latina músicos que foram, então, que vivem em Los Angeles. '''' Toninho Horta (EMI Brasil), lançado em 1980, acrescentou Pat Metheny ao habitual grupo de Belo Horizonte. É um álbum de muitos modos, que vão desde canções de amor suave a percolação excursões instrumentais de músicas com harmonias melancólicas como órteses, nada no jazz contemporâneo.
No Brasil, as distinções entre música popular, rock and roll, música folk e jazz, que os norte-americanos tendem a tomar por certo, simplesmente não se aplicam. Milton Nascimento, Beto Guedes, Toninho Horta e outros músicos de Belo Horizonte tornaram-se particularmente adepto de recombinar elementos das fontes mais díspares, eles fazem categorias irrelevante. No entanto, eles nunca se envolver, a sua música é mais impressionante para a sua totalidade orgânica e clareza de visão. Ele já teve uma profunda influência sobre Pat Metheny e jazz e outros músicos de rock, mas suspeita-se que seu impacto está apenas começando a ser sentida.

-- 
"Não quero mais saber do lirismo que não é libertação. "  Manuel Bandeira
Camila Rodrigues -http://pequenidades.blogspot.com - Cel 989091302

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Macbeth, o filme


Eu e o Rafael vimos esse hoje...precisa coragem porque isso é que é TRAGÉDIA... mas é muito bom, bem filmado, respeita o texto original em belas citações, vale muito ver. Só depois me digam se também acharam o Macbeth do filme eu banana : sempre à mercê da Lady Macbeth ou das bruxas ...enfim. rs

terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Direito de resposta

No Estadão, a colunista Vanessa Barbara escreveu uma crônica sobre seu irmão, a qual Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,direito-de-resposta,1817497Leia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,direito-de-resposta,1817497o sr. Marcos Barbará respondeu de forma sensacional. No posso copiar e colar o texto , mas para seu deleite, o texto pode ser lido aqui. Vale muito .ia Mais:http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,direito-de-resposta,1817497
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sábado, 26 de dezembro de 2015

Pedro Bloch e o esquecimento


A VERDADE É ESSA: Estou há um semestre no pós-doc e nesse período muito mais do que as anedotas infantis de Pedro Bloch (meu objeto principal) eu estudei  mesmo foi a infância em Walter Benjamin (um dos autores da metodologia do projeto). Não foi de propósito, foi muito porque para estudar Bloch eu precisaria formar um cenário de possibilidades materiais  de pesquisa que ainda não consegui montar. Mas  eu realmente desejo muito pesquisar o Pedro Bloch porque ele é, propriamente, um personagem de História Cultural (foi muito famoso em sua época e muito rapidamente ficou esquecido). Se, dentre as inúmeras coisas que ele fez, eu  tivesse que destacar como importante apenas uma, meu projeto responde por si só:  diria que  foi sublinhar o humor como filtro intermediário na comunicação entre adultos e crianças já desde meados do século passado, e agora isso foi destacado no texto do verbete "Children’s Humor Research" da Encyclopedia of Humor Studies (2014). 
Interessante é que, estudando Benjamin, sempre me lembro de Bloch, especialmente nesse livro sobre sua palestras radiofônicas às crianças (1927 a 1932)

Onde ele trata de livros e autores que foram muito importantes para o menino que ele foi que, àquela hora, quase nenhuma criança sequer conhecia mais ... 

Por enquanto ainda não consegui nenhum depoimento de "ex crianças" sobre Pedro Bloch e isso, para mim, é deveras significativo, pois me indica que o processo do esquecimento está mesmo em processo...

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Crianças e ideologia

Está circulando nas redes sociais o seguinte post (por respeito, retirei o nome a foto da autora) :

Eu tinha visto essa postagem várias vezes aqui no Facebook, e não ia compartilhar porque não concordo com nada que está expresso nela, mas ai comecei a pensar que é exatamente por isso que devo falar dela,  para expor meus argumentos. A primeira coisa que me à mente aqui, fazendo uma leitura rasteira, é que, se for o caso de modelar a cabeça das crianças com brinquedos, no caso exposto, os mais desrespeitados seriam os meninos, porque são eles que não apreenderiam a brincar de lavar louça, cozinhar (ou seja, a cuidar de suas vidas por si mesmos).

Mas, como sabem, não acredito que seja  tão simples e direto assim. Também não posso concordar com nenhum discurso que defende que as bonecas são idiotas.

 Segundo as pesquisadoras do "Museu do Brinquedo":


" Pesquisando sobre a história da boneca, podemos destacar que ela está ligada a história dos homens. Como réplica de si mesmo, o homem elevou os diferentes tipo de bonecos a símbolo cultural a acompanha-lo em suas múltiplas experiências, fazendo desse objeto, desde oferenda religiosa, objeto de culto, figura de magia, ídolo, amuleto ou talismã, lembrança mortuária, até chegar ao uso infantil, como brinquedo." (Telma Anita Piacentini e Monica Fatin. "Museu do brinquedo como centro cultural infantil" In: LEITE, M. I. & OSTENTO, L. E. (org). Museu, educação e cultura, 2005, p.62).
Logo, nem as bonecas e muito menos as meninas são ou podem ser consideradas como idiotas... ainda bem que as crianças não reajam sempre da forma como os adultos planejaram. Acho que nós adultos sabemos bem pouco sobre como funciona a cabeça das crianças, só se preocupam em modelá-las em suas ideologias, enfim.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Retrospectiva apressada de 2015

Foi ruim, claro, mas 2015 aconteceu, vamos relembrar:

Janeiro – Minha tese ficou disponível para baixar. Eu escutei o “Acalanto para Acordar”, do Arnaldo Antunes e fiquei assustadíssima com os atentados ao Charlie Hebdo. Fez muito calor e eu achei que tinha engordado uns dez quilos ... será?

Fevereiro – Comecei meu ano de shows inesquecíveis. Vi um do Tom Zé logo no em fevereiro, ai me apaixonei pelo taxista que me trouxe em casa, mas foi divertido. Depois vieram os do Tavito – que teve aventura até conseguir chegar lá e teve até a música Feira Moderna que eu pedi e ele tocou-; Teve Monica Salmaso – totalmente diva-; teve Jacques Morelembaum e do Chico Pinheiro; Ricardo Aleixo. Ganhei também um retrato de Guimarães Rosa da minha amiga Mirela, foi muito lindo.

Março –Teve Kastrupismo, teve a Hora das crianças , de Walter Benjamin, teve o curso de Teoria da História 1, teve mais Tom Zé tocando com a OMNIKESTRA e coisa muito fina como o encontro entre João Donato e Chucho Valdés  no SESC Belenzinho, dia que eu senti muita saudade de estar com alguém no mundo.

Abril – Em abril  declarei minha admiração pelo  Marcos Piagers, o melhor pai de 2015. Teve conferência do Wisnik sobre canções brasileiras; teve  documentário de Win Wenders sobre Sebastião Salgado, que eu gostei, pero no mucho... Em abril a morte passou pela Terra e levou a minha heroína Inês Ettiene Romeu – aquela que sobreviveu para contar- e também o provocador Antonio Abujamra.

Maio – Fez frio e eu adquiri minha touquinha creme muito charmosa.  Teve uma Jornada de Estudos sobre Oralidade e a Jerusa estava lá! Teve apenas um show, de Benjamin Taubkin, Gui Kastrup e Simone Sou – eu estava linda e cheirosa, e ganhei minha noite ao ser reconhecida pelo Taubkin.

Junho – Comprei o livro do Ivan Vilela e me deliciei com ele... virei fã do Ivansinho, é verdade. O disco Clube da Esquina foi escolhido entre os 1001 que você deve ouvir antes de morrer e eu vibrei! Mas a morte levou Fernando Brant e eu senti muito, muito ... assisti Os Últimos cangaceiros com a Ana Carolina numa fria tarde na Paulista.

Julho – Comecei “trabalhando” e ouvindo o lindo disco português Conversas com versos, da escritora portuguesa Maria Alberta Menéres, inspirados no livro de Eugênia Melo e Castro. Assisti  a um show da banda Eddie e achei muito bom, parecia até show do Tom Zé! Mas foi o último do ano, porque no fim de julho eu perdi o homem na minha vida, meu pai, e ainda estou tentando me recuperar...

Agosto – Agosto eu precisava reagir e fui, sozinha, ver as cerejeiras em flor no Parque do Carmo, que coisa maravilhosa! Depois teve a emocionante homenagem de um ano de morte ao professor Nicolau Sevcenko, com todo mundo que conheci na USP esses anos todos. Sonhei pela primeira vez com meu pai morto, me dizendo um simples “Bom dia, meu amor”.

Setembro – Me declarei para Marcelo Jeneci – uma declaração meia atrapalhada, mas a que foi possível. Comprei e devorei o livro Papai é pop, do Piangers; Assisti ao curso sobre Clube da Esquina, no  Maria Antonia e foi muito emocionante!


Outubro – Recebi muitos “nãos” e meu dei conta de que o ano acabava. Assisti ao Seminário História da Infância no MASP e descobri o trabalho da Telma Anita Piacentini no Museu do Brinquedo, em Florianópolis. Mas a vida estava bem difícil e nem comemorei meu aniversário de 36 anos, mas comprei o livro “No mar” de Toine Heijmans, presente para mim.


Novembro – Mal posso esperar para o ano acabar, como sempre, mas tentei ler o livro “No mar” que me dei de presente, mas não rolou. Assisti ao doc Esse viver ninguém me tira , do Caco Barcelos, sobre a dona Aracy e me emocionei muito.Mas eu ganhei lidos livros de Pedro Bloch dos meus lindos amigos Fernanda e Fábio, do Rio...




Dezembro – Tudo está incerto. Sem muitas expectativas para 2016, embora eu já tenha uma agenda do ano e tenha recebido a melhor mensagem espiritual de todas :
“Vibre com o todo, na Luz Rosa do Amor”