quarta-feira, 30 de março de 2016

Crianças falam sobre velhice


"VELHICE - Luciana não tem a menor dúvida em definir a velhice:
-Velho é uma pessoa que já não gosta de sorvete, não gosta de pipoca, não gosta de chuva e não gosta de barulho.
E conclui sabiamente:
-E não gosta de ser velho."
"O CANUDINHO - Quando Cláudio viu aqueles dois velhinhos, casal de cabeça muito branca, tomando um refresco do mesmo copo, com dois canudinhos, falou com uma carinha que era um riso só:
-Estão lembrando o antigamente. "
BLOCH,Pedro. 'Criança é isso aí'. Rio de Janeiro: Bloch, 1980, p.63

Lindberg desmascara o golpe



" Eu acho que os senhores vão pagar para a história, porque na história eu não tenho dúvida de dizer que , se esse golpe for à frente, isso vai entrar para a História do Brasil como um momento de ruptura da ordem democrática, isso vai ficar marcado como um golpe parlamentar e eu lamento que o PSDB tenha embarcado nisso com Michael Temer e o Eduardo Cunha." Lindbergh Faria, em 29 de março de 2016

terça-feira, 29 de março de 2016

Comentário político dessa semana ... Ode aos Ratos

PMDB, como um bando de ratos que é, desembarca do governo. deixa só o vice presidente, que não larga o osso. Como disse meu amigo Mario Rui Feliciani via Facebook:
"Um juiz julgou em 28 segundos. Um partido deixou o governo em 4 minutos.
Assim vamos passando de país do futuro para país futurista. Ave, Marinetti."

Criança e a pintura contemporânea de Geoges Mathieu, por Pedro Boch

Georges Mathieu – Venitian, 1970

No livro "Essas crianças de hoje! Histórias de Pedro Bloch" , Bloch veio com essa:

"ALMA INFANTIL O Helinho, de três ano e pouco,  tinha sido levado para ver a exposição francesa de pintura no Museu de Arte Moderna. O curioso é que ficou simplesmene empolgado com Mattieu. Tão emplogado que pediu a mãe, em casa, uma caixa de tinta e desandou a pintar.
Durante a visita à exposição, entretanto, não se conteve em olhar a mostra. Queria tocar com os dedos aquelas côres (sic). Mamãe o repreende:
- Que é isso, menino? Aí não se pode botar a mão!
O pirralho se surpreende e indaga: 
-Por quê? Não está sêco (sic)?" (BLOCH, Pedro. Essas crianças de hoje: histórias de Pedro Bloch.Rio de Janeiro: Bloch Editores, 1970, p.81)

segunda-feira, 28 de março de 2016

APONTAMENTOS SOBRE O ANEDOTÁRIO INFANTIL E A HISTÓRIA


Com muito prazer e atenção terminei de ler o livro "Criança diz cada uma" (1963). Muitas das anedotas eu já conhecia porque foram reescritas depois em publicações mais recentes (Pedro Bloch repete muito as historinhas de criança), mas o mais interessante em ler um livro de Bloch tão antigo é perceber que as mensagens até podem ser as mesmas que eu li reescritas depois e em todas elas as falas das crianças fazem rir, pois todas continuam sendo crianças de verdade, entretanto não são iguais.
No livro da década de 1960, a enunciação é de uma criança sessentista e esse tempo aparece em flashs em todo o livro (as citações a artistas famosos na época como Guimarães Rosa;ao presidente João Goulart e seu filho que não gostava de morar no Palácio da Alvorada pois aquilo lhe parecia uma igreja. Aliás, vejam que interessante, em 1963 Bloch se lembrava de antigos "tempos da ditadura", tempos de Getúlio... mas se sabia que a maior delas ainda estaria por vir ...). São crianças mais moralistas - criadas para crescerem e se tornarem como seus pais (casar, constituir família), e muito católicas, de uma forma hoje inimagiável...é muito interessante perceber como, de forma semelhante ao que acontece nos cadernos Manuscritos de Rosa, a realidade histórica pinça até mesmo discursos tão externo como os de uma antologia de anedotas infantis.

Relato de pesquisadora

RELATO DE PESQUISADORA -No mestrado eu estudei três estórias do livro "Tutaméia", publicado em 1987 por João Guimarães Rosa e até consultei alguns arquivos no acervo dele, mas não soube, na época, desenvolver muita coisa sobre. De qualquer forma eu trilhei caminhos já abertos por pesquisadores antes (ainda que bem poucos).

No doutorado já foi bem diferente, eu estudei a presença da infância nos manuscritos de Rosa, especificamente em seus "Cadernos de Estudos" (sobre os quais, incrivelmente, ninguém ainda tinha escrito nada!) e saíram mais de 400 páginas de tese e até agora 2 artigos meus! Esses caminhos também tinham sido abertos pelas equipes dos arquivos do IEB / SP e da Fundação Casa Rui Barbosa /RJ, ainda que ninguém os tivesse trilhado.

Agora, no pós-doc sobre Pedro Bloch, enfim, experimento o gosto de, como dizia o professor Nicolau Sevcenko, "abrir uma picada" na mata para tentar contar a história do "Homem das historinhas de criança"... para o pesquisador, estar em meio a esse cenário nebuloso é muito bom, porque dali, a qualquer momento, pode sair as coisas mais sensacionais, como também pode não sair nada... o que tenho percebido mais frequentemente, com certo prazer (devo confessar), é que as afirmações que fiz até agora, foram, estão sendo ou serão desditas ! Amo muito tudo isso! <3 font="">

Crianceiras

Quem esta em São Paulo não perca nas manhãs de sábado de abril, no SESC Consolação o espetáculo Crianceiras :
"Crianceiras Portal
    Concebido a partir da obra de Manoel de Barros, o musical Crianceiras reúne poesia, música, imagem, ação e movimento em uma encenação delicada que pretende aproximar as crianças das artes: da literatura, da música, do teatro, do cinema de animação e da tecnologia digital, fazendo-se ponte da obra poética para a infância.
    A encenação apresenta a poesia interagindo com linguagens múltiplas, como as iluminuras da artista Martha Barros, filha do poeta Manoel de Barros, que ganham vida no cinema de animação e contracenam com os músicos, atores e bonecos, ilustrando a linguagem poética na cena.
    O CD “Crianceiras” lançado em 2011, foi indicado como “Melhor álbum Infantil” em 2012 pelo “Prêmio da Música Brasileira”. O musical está há três anos em circulação pelo país, já realizou 130 apresentações, foi visto por aproximadamente 130 mil pessoas e participou de importantes festivais nacionais: a 12ª Mostra de Cinema Infantil de Florianópolis, o Sesi Bonecos do Mundo e a II Bienal do Livro e da Leitura de Brasília.
    Elenco: Marcio de Camillo – cantor; Nath Calan – percussão; Tiago Sormani – sopro; Melina Menghini – atriz; João Bresser – ator.
    Ficha Técnica: concepção e direção musical: Marcio de Camillo; poesias: Manoel de Barros; ilustrações: Martha Barros; direção teatral: Luiz André Cherubini; assistência de direção: Andréa Freire; figurinos e cenografia: Telumi Hellen; desenhos de luz: Renato Machado; adereços: Carol Jordão; animação audiovisual: Josué Junior / Animatronic Estúdio e Andrea Senise; intérprete: Márcio de Camillo; VJ: Paulo Higa; operação de luz: Camila Jordão; técnica de som: Roberta Siviero; produção executiva: Izabella Maggi; produção: Criatto Promoções (MS).

    Duração: 55 minutos

    No Teatro Anchieta