sexta-feira, 1 de julho de 2016

"As siglas em cores no Trabalho das passagens, de W. Benjamin" de Willi Bolle e a História da minha vida!

As siglas em cores nos manuscritos de Passagens, de W. Benjamin, interpretados por Willi Bolle

Depois de algum tempo a  gente vai descascando a cebola e achando alguns motivos das coisas. 
Li "As siglas em cores no 'Trabalho das passagens', de W. Benjamin", de Willi Bole,  em 2003 ou 2004, quando eu já estava formada, queria estudar Guimarães Rosa e ministrava uma oficina sobre ele com as CRIANÇAS.
Ai conheci o trabalho do Willi Bolle e, por consequência ,Walter Benjamin. 
Não que minha ficha tivesse caído imediatamente, eu achei tudo tão nebuloso, mas Benjamin e seu universo me pareceram sensacionais, foi amor a primeira vista.

Neste texto,  Bolle fala de uma consulta aos MANUSCRITOS BENJAMINIANOS, e das misteriosas CORES  encontradas nele, que segundo a leitura de Bolle, poderiam ser uma representação da  HISTÓRIA.

Lembro que aquela pesquisa que eu chamo de PESQUISA DA VIDA,que ainda vou fazer, é uma consulta aos manuscritos de Benjamin, para estudar as referências a infância neles. Não dá para dizer que a leitura desse texto não me influenciou, né?

Mas qualquer semelhança com as ideias que desenvolvi depois, especialmente na  tese "Escrevendo a lápis de cor : Infância e História na escritura de Guimarães Rosa", não são mera coincidências (mas também não são diretas, juro que só me dei conta agora!).





domingo, 26 de junho de 2016

"História. Ficção. Literatura." de Luiz Costa Lima



Quem esteve na defesa da minha tese ou me acompanhou durante o doutorado deve se lembrar como eu pirei com esse autor e esse livro, não é?
No caso dessa publicação, mais do que seu conteúdo - resultado parcial de longa pesquisa sobre Ficção que ainda está se desenvolvendo -, chamou  a minha atenção o título:



História. Ficção. Literatura.

Temos aqui representados, três tipos diferentes  de discursos, que de comunicam e  interagem, embora nenhum chegue a se transformar no outro (cada um tem seu próprio ponto final, que demarcando seu limite).


Se começamos admitindo que a  História é o discurso que se apresenta como verdade dos fatos. Terminamos na Literatura, que é o discurso que se apresenta como verdade da arte da palavra.
Entre elas está a FICÇÃO, que é um processo complexo  de INTERMEDIAÇÃO CRIATIVA entre a realidade histórica e a arte literária.

Eu ainda gosto dessa ideia e a considero mais complexa e respeitosa com as peculiaridades de cada discurso do que  tentar nivelar tudo em comparações grotescas.
Mas essa é apenas a minha opinião, não é uma verdade absoluta. 

SOBRE AS RELAÇÕES ENTRE HISTÓRIA E LITERATURA, NOVAMENTE

Guimarães Rosa escrevendo
Na última vez que ouvi Carlo Ginzburg falar sobre as relações entre História e Literatura (em 2007, no contexto do lançamento de O fio e os rastros, na FFLCH), ele se colocou contra o estabelecimento do que chamou de "relações 1 a 1" (que entendi serem relações diretas entre os discursos).
Adorei isso, porque, pensando em minha longa pesquisa histórica sobre Guimarães Rosa, acho que o projeto literário rosiano é grande, minucioso e poderoso por si só. Compará-lo diretamente a textos sociológicos ou a historiografia é uma boa forma de não compreendê-lo.
Também penso que cobrar dele militância ou posicionamentos mais objetivos é desprezar (ou rejeitar mesmo) sua mais profunda forma de expressão, que está escorada nos movimentos da linguagem, e é dali que ele pode expressar melhor a sua voz.
E não acho pouco. Tanto que até hoje buscamos compreende-lo em sua plenitude.
Viva a literatura. Viva a literatura de Guimarães Rosa.

sábado, 25 de junho de 2016

Respostas engenhosas de crianças

O Catraca Livre publicou um site com respostas engenhosas de crianças.
Uma delas me chamou a atenção especialmente:

Tudo a ver com a "carta enigma" que o Guimarães Rosa escreveu para a irmã quando menino:  o pensamento da criança  de dividir palavra por palavra - escrita e falava- se lambuzando na linguagem ... sensacional!    

terça-feira, 21 de junho de 2016

Camila e " Lá, nas Campinas", de Rosa ...

© Adélio Sarro

Às vezes me perguntam por que todo esse amor ao Guimarães Rosa. A resposta não sei dar, mas em alguns momentos chego perto. 
Lá, nas Campinas, por exemplo,  é um conto que Rosa escreveu "para mim" e que eu destrinchei na dissertação...ele é todo "camiliano" : Drijimiro "não sabia nada de sua infância, mas recordava-a demais"  e essa recordação se dava pelo som, pela memória do som das vozes, das elocuções populares ... o que é importante para o Rosa, o que eu venho estudando quase a vida toda! 

"súbito, sem sofrer, diz, afirma: - "Lá..." 
Mas não acho as palavras " 

Sempre me emociono! 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

Segundas mornas intenções - Lô Borges

https://www.youtube.com/watch?v=QayN0EDr9Bw
Eu estava nesse dia e foi a primeira vez que ouvi essa canção. Amor a primeira escuta <3 p="">

Elza Soares [1973] - Arquivo - Trama/Radiola 08/06/09




Nesse vídeo ela canta o samba de enredo 'O mundo encantado de Monteiro Lobato" , da Mangueira e que foi campeão do carnaval de 1967...
http://qualdelas.com.br/o-mundo-encantado-de-monteiro.../