sábado, 23 de julho de 2016

Dez cordas e um Chamamé - Sidnei de Oliveira



"A música exprime a mais alta filosofia numa linguagem que a razão não compreende, é um exercício de metafísica do inconsciente, no qual o espírito não sabe que faz filosofia,"
Arthur Schopenhauer
(no encarte do disco Prólogo, de Sidnei de Oliveira)

Voltando a leitura de Antonio Céstaro

Julho chegou, encerrando o semestre. Com isso eu parei a corrida maluca : "largue tudo e escreva um novo artigo em 3 dias para ser avaliado ainda esse ano"... agora posso ir mais devagar, então ontem a noite eu pude voltar a ler o sensacional "Arco de virar réu", do Antonio Céstaro. Saindo das ofegantes e belas páginas iniciais que fizeram PIRAR (sobre elas, leia aqui ) a leitura agora se se assenta bem (não sei se por causa da narrativa, ou porque eu , já não sou aquela leitora que começou o livro em março ... como em um campo minado, temos agora uma narrativa memorialística, pontuada de bombinhas que podem estourar a qualquer momento, mas por enquanto não interrompem o fluxo. Agora, com tempo para ler ,já tô imaginando que será um livro do tipo que vou ler devagar, para não acabar logo, sabe? Delicioso.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Sobre viola e filosofia, com Sidnei de Oliveira


Acompanho o curso "A viola que pensa: música caipira e filosofia matuta", no Centro de Pesquisa e Formação do SESC.
No site do maravilhoso violeiro Sidney de Oliveira aqui, temos acesso ao artigo "A viola capipita como estandarte", no qual ele reflete sobre a viola e algumas coisas que filósofos falaram sobre música. Vale muito a pena.

Mas como ele é um violeiro premiado,  também vale, claro, ouvi-lo tocar sua viola nesta composição inédita chamada Esplendor:

Ou então curtir todo o seu sensacional álbum Prólogo :

domingo, 17 de julho de 2016

Walter Benjamin e a essência do seu método historiográfico

Les Cahiers de L'Herne - Walter Benjamin(2013)

TEORIA DA HISTÓRIA -‘La quintessence de sa méthode réside dans as forme de présentation’ Walter Benjamin

Esses dias mesmo eu escrevi e submeti a um periódico de História um texto sobre os fragmentados manuscritos literários de Guimarães Rosa e alguns questionamentos que aquele material propunha à História. Mas, mesmo que eu tenha abordado, nele, que aqueles documentos são fruto de todo o contexto da crise da crise dos grandes paradigmas no século XX - quando passou-se a duvidar de grandes explicações para tudo -, não me será muito estranho se,  já no século XXI, meu artigo não seja  tão bem aceito de antemão, afinal ainda existem os que se  levam a sério demais.

Tem coisas que demoram para mudar, outras nunca mudam.


Acordei pensando nisso, ai abri meu 'Les Cahiers de l'Herne - Walter Benjamin' para reler o artigo "Les Passages - livre, arquives ou enciclopédie magique?" de Willi Bolle, no qual ele aborda a construção de um método historiográfico de trabalho de Benjamin (para mim eis o cerne daquela teoria da história constelacional que tanto me encanta).

Adoro e acho importante o meu estudo sobre História 'Cultural do Humor', com Pedro Bloch e as crianças, mas no fundo no fundo, sei que essa é uma forma original (e divertida) que encontrei de problematizar aqui no Brasil essas teoricamente complexas ideias historiográficas. 

Não será fácil ser aceita ou compreendida, mas acredito em tudo isso e vou insistir até não poder mais, perdoem-me.
Antes do fim eu espero ter publicado um ou outro artiguinho sobre, ou então ter "contaminado' com esses pontos luminosos artigos sobre outras coisas, como venho fazendo sempre...

EM TEMPO: Sem mais comentários sobre o significado de abordar esse tema teoricamente pesado numa manhã de domingo... eu nunca disse que eu sou uma mulher fácil, né? kkkkkkkkkkkk

quarta-feira, 13 de julho de 2016

Conversando sobre Literatura infantil...


No comentário de 13 páginas (quase um elogio) que meu artigo sobre os 'Dicionários infantis de Pedro Bloch' recebeu, o/a analista começa com um comentário quase melancólico, que ressente pela falta da citação ao grupo de escritores infantis da revista Recreio e dos anos 1970 (Ana Maria Machado, Joel Rufino, etc), que segundo o aparecer, conversariam sem maior dificuldade com o trabalho de Bloch.

É verdade, sim, mas em relação àqueles 'Dicionários',nesse primeiro momento, preferi não pensar o Bloch como autor de livros infantis, porque isso ele também foi mesmo e muito, mas eu quis destacar (até como fontes de pesquisa) os dicionários e os anedotários bloquianos como um grupo autônomo da produção literária infantil de Bloch, afinal eu percebo que nesse grupo de anedotas e compêndios, vejo que as crianças aparecem não só como destinatárias, mas como co-autoras dos livros e isso é o que me chama atenção. Mas é claro que, se as crianças puderam ser efetivas co-autoras daquelas obras, isso tem relação direta com um oxigênio de ideias que circulava desde aquela década de 1970 e por isso os autores citados serão lembrados em outros trabalhos meus, frutos da pesquisa de pós-doc. Afinal aqueles foram SIM os autores que eu li na infância (especialmente a Ana Maria Machado e a Ruth Rocha - as quais eu leio até hoje). E são deliciosos os livros daquela galera, não?

Sobre esse grupo, achei na internet um texto delicioso aqui.

terça-feira, 12 de julho de 2016

Balanço do 1o. ano do pós-doc "Anedotas infantis de Pedro Bloch: Narrativas de história cultural do humor e da criança (1952 - 2002)"


Esse grupo de livros (anedotários) escritos por Pedro Bloch e publicados entre 1963 e 1998 são a primeira parte das fontes de pesquisa que estou usando no  pós-doutorado “Anedotas infantis de Pedro Bloch: Narrativas de história cultural do humor e da criança (1952 - 2002)"em História Cultural, por Camila Rodrigues e em desenvolvimento pela  USP.

Nesse primeiro ano da investigação (julho de 2015- julho 2016) eu garimpei essas publicações e descobri que existe muito mais livros do Bloch (sobre foniatria, livros infantis, peças dramatúrgicas, etc), mas os que atendem aos critérios do meu filtro (dedicam-se aos ditos infantis) acho que são esses mesmo.

Sobre Criança diz cada uma!,  título que julgo sintetizar a ideia de Pedro Bloch em reunir historinhas de crianças, reescrevê-las e  publicar na  imprensa e em livros. Também com esse nome sei que  existem muitos volumes, alguns até em edições de bolso, contendo diversas historinhas de crianças, mas como preciso filtrar, escolhi o volume de 1963,  que seria o primeiro anedotário infantil bloquiano ao qual tive acesso.

Pensei muito sobre esse material, e a respeito de outras publicações de Bloch sobre falas de criança, mas em forma de compêndios, escrevi o artigo "Dicionários infantis de Pedro Bloch: compêndios sobre a graciosa sabedoria da criança" que foi considerado (em seus alcances e limitações) pelos avaliadores e que agora está no prelo da Revista Tempo (UFF). 

Agora é me dedicar ao segundo grupo de fontes sugeridas no pós-doc, que é um recorte da coluna Criança diz cada uma! publicadas na Revista Manchete (escolhi a  década de 1970 para recortar essas colunas).   

Parece que está tudo dando certo.  Sigamos.