domingo, 7 de agosto de 2016

sábado, 6 de agosto de 2016

Portinari e crianças sendo crianças (brincando)

Este texto está originalmente aqui.

Infância em Portinari
A paisagem onde a gente brincou pela primeira vez
não sai mais da gente
.
Candido Portinari

O material exposto foi reunido para exposição organizada em 2007, quando do III Seminário Educação, Imaginação e as Linguagens Artístico-culturais, realizado na UNESC. São sete reproduções autorizadas pelo Projeto Portinari de pinturas do artista. As impressões e a colocação das molduras foram conseguidas graças ao patrocínio de Rose Reinaud, Colégio Marista e CMS Gestão. Na exposição atual, Infância na Ibero-américa, as imagens dialogaram com livros sobre o autor pertencentes ao acervo do Museu da Infância.
Diversos artistas dedicam a vida ao registro da cultura de seu povo e de seu país, mas Candido Portinari (1903/1962) jamais conseguiu se desvencilhar de suas memórias da infância, de sua identidade brodosquiana. “Menino de infância pobre que trabalhava como auxiliar de pintura em igrejas e também na elaboração de potes de barro pintado para ajudar na sobrevivência da família” (BARBOSA, 2005, apud REDDIG, 2007, p. 89/90), convivia com adultos e crianças reunindo experiências de vida. O convívio com aquela gente e aquele lugar o acompanhava, e sua obra sofreu/ganhou forte influência de seus primeiros anos de vida. Com apenas 10 anos (1914), fez seu primeiro retrato. Mesmo com grandes dificuldades financeiras, Portinari seguiu seus estudos e aos 20 anos pintou uma tela, reconhecida como sua primeira obra de arte e primeira vendida. Em 1928, o artista foi premiado em um concurso e recebeu uma viagem a Europa.
Quando estava em Paris, coberto de saudade, Portinari declarou em carta: “[...] Daqui fiquei vendo melhor a minha terra – fiquei vendo Brodósqui como ela é. Aqui não tenho vontade de fazer nada. [...]. Vou pintar aquela gente com aquela roupa e com aquela cor [...]” (MOULIN; MATUCK, 1997, apud REDDIG, 2007, p. 89/90).
A obra desse artista é vasta e diversificada. Produziu mais de 4.500 trabalhos, entre pinturas murais, painéis, telas, desenhos e gravuras, passando por tipos regionais, trabalho, retratos e tantos outros temas, porém as crianças tiveram sua predileção. Ele dizia: “Sabem por que é que eu pinto tanto menino em gangorra e balanço? Para botá-los no ar, feito anjos” (ROSA, 1999, apud REDDIG, 2007, p. 89/90). Sua preocupação sempre foi “expressar o homem por meio de diferentes linguagens e formas” (ibidem).

Cambalhota
óleo sobre tela, 1958, 59.5 x 72.5 cm.



Crianças Brincando
óleo sobre tela, 1938, 38 x 46 cm.



Futebol
óleo sobre tela, 1958, 65 x 80 cm.



Pulando Carniçaóleo sobre tela, 1959, 54 x 65 cm.



Meninos Brincando
óleo sobre tela, 1955, 60 x 72.5 cm.



Meninos no Balanço
óleo sobre tela, 1960, 61 x 49 cm.



Meninos Brincando
óleo sobre madeira, 1958, 36.5 x 28.5 cm.

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

O ato de ler o mundo ...


Gostei de ler uma colocação assim no Facebook, onde sempre a cultura escrita é elevada em detrimento de outros saberes. A meu ver o problema esta no "em detrimento". É uma questão de luta de poderes...
Na página 224 da minha tese eu usei esta citação de Paulo Freire:

"ao ir escrevendo este texto [sobre a importância do ato de ler], ia ‘tomando distância’ dos momentos em que o ato de ler se veio dando na minha experiência existencial. Primeiro, a ‘leitura’ do mundo, do pequeno mundo em que me movia; depois, a leitura da palavra que nem sempre,ao longo de minha escolarização, foi a leitura da ‘palavra mundo’”. 
FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler, 1988, p. 12-3.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

E o que o Wittgenstein tem a ver com minha pesquisa de pós - doutorado?

Então, eu perdi meus exemplares do 'Investigações Filosóficas' de Ludwig Wittgenstein, mas como o tio Google é legal, me ajudou a achar o arquivo, com a página 65 dele, onde está escrita a máxima que eu procurava :

"A filosofia é uma luta contra o enfeitiçamento do nosso entendimento pelos meios da nossa linguagem."Ludwig Wittgenstein

Ouvir as falas de crianças, em sua linguagem incipiente, que nos desestabilizam, podem nos fazer rir ou chorar e nos colocam , inevitavelmente, diante desta luta contra a comunicação cristalizada...
Eis uma das reflexões propostas na minha pesquisa de pós-doutorado sobre as anedotas infantis de Pedro Bloch.

Professor Ivan Vilela fala sobre história da canção popular brasileira