quarta-feira, 14 de setembro de 2016

O Palhaço Carequinha



O PALHAÇO CAREQUINHA - As crianças leitoras, personagens e coautoras das anedotas de Pedro Bloch o reconheciam como produtor de humor pois se divertiam com ele e percebiam que os adultos também riam. Mas como a tarefa de fazer rir, para as crianças do século XX, era executada pelo palhaço, não é raro que o comparem com o palhaço Carequinha.

O cômico carioca George Savalla Gomes, o Carequinha (1915-2006) foi um palhaço de televisão desde pelo menos a década de 1950, tendo atuado em emissoras regionais, na TV Tupi, na Globo, Manchete e etc,era bastante conhecido das crianças durante todo o período que Pedro Bloch escreveu suas anedotas infantis.

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Anedotas de Pedro Bloch e Guimarães Rosa


Guimarães Rosa era amigo, vizinho e leitor das anedotas infantis de Pedro Bloch, tanto que cita algumas no prefácio de seu livro Tutaméia (1967), introdudizo-as assim:

“deixemos vir os pequenos em geral notáveis intérpretes, convocando-os do livro ‘Criança diz cada uma!’, de Pedro Bloch”. Destas selecionei uma referente ao humor infantil:
“A RISADA. A menina – estavam de visita ao protético – repentinamente entrou na sala, com uma dentadura articulada, que descobrira em alguma prateleira: - Titia! Titia! Encontrei uma risada!” (ROSA, Guimarães. Tutaméia, 1967, p. 08-09).



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Morte a antiga "gramática" para o "mundo tornar a começar"




O que me espanta é que mesmo depois do auge da crise dos paradigmas no século XX, da História em migalhas, da estória contra a História de Rosa, da sociedade líquida no século XXI, etc... ainda tem gente querendo fortemente ler o mundo a partir daquela antiga "gramática" ...
Quem trabalha com pesquisa em História Cultural sabe que aquelas regras tão rígidas já não valem de nada (nem devem valer) ... só nos restaram os fragmentos para serem rearranjados então eu só posso dizer: que girem os globos da morte de tudo isso para "o mundo tornar a começar"...

domingo, 4 de setembro de 2016

Globo da Morte de Tudo - Sesc Pompéia


"Dois globos da morte ocupam uma sala tomada por itens que fundem memória e colecionismo consumista. A instalação, um inventário simbólico da cultura prestes a desabar, apresenta um ambiente visitável para os públicos, revestido de prateleiras de aço que sustentam cerca de 1.500 peças selecionadas a partir das categorias cotidiano, morte, luxo e ancestralidade. Em um primeiro momento, o ambiente está intacto revelando seus objetos. No meio da mostra, uma dupla de motoqueiros circulam no interior dos globos de aço do interior da estrutura de modo contínuo, até que os objetos expostos caiam e se quebrem. 


De Nuno Ramos e Eduardo Climachauska."
Eles vão tentar manter tudo organizado até da forma como está, até o dia 4 de outubro, às 20:00, quando os Globos da Morte vão girar e tudo vai simplesmente desabar ... assim como a modernidade...