terça-feira, 15 de novembro de 2016

Breve balanço da minha participação no XVII Congresso de Humor Luso-Hispânico

Entre os dos 09 e 11 de novembro de 2016 deu-se em na UNESP de Araraquara, interior de SP, o Congresso internacional de humor. Não estive lá os três dias, como eu gostaria, mas sim em apenas dois, nos quais pude falar um pouco sobre "Pedro Bloch e o Humor com crianças" e deixado um monte de gente que não o conhecia encantada, ter reencontrado e conhecido gente, ter aprendido coisas e, claro, ter dado muitas risadas, pois estávamos lá para isso mesmo !
O pessoal do meu grupo de estudos sobre História e Humor ia se apresentar na quinta feira  dia 10, quando eu também me apresentei,  mas eu fiz questão de ir para Araraquara já no dia 9, porque na noite de quarta ia ter a mesa do grupo de estudos Na Língua, coordenado pela professora Alessandra Del Ré, mostrando lindos trabalhos sobre a inserção do ser humano no diálogo:




No telão a professora Marly de Bari Matos falando sobre a criança humor e riso na Antiguidade. Na mesa,da esquerda para a direita, a professora Marina Célia Mendonça falando sobre humor nos parâmetros nacionais de educação; Paula Cristina Bullio e Alessandra Dek Ré falaram  sobre humor nos enunciados de crianças monolíngues e bilíngues e por último Christele Dodane, que falou  sobre o riso a partir de análises acústicas.

Também na quarta feira, antes da mesa sobre crianças, assisti o  minicurso "Teóricos Del Humor Del Siglo XX", ministrado em espanhol, com com o professor mexicano Rubén Olachea. Claro que, sobre os teóricos, eu conhecia quase todos apresentados (Berson, Freud, Bakthin, Koostler), mas descobri outros como o canadense Freye e a feminista francesa  Helene Cixous, a partir da qual Olachea  concluiu que também era possível para as mulheres teorizar sobre humor, o que mostrou falado do filme Mental , ao qual pouco temos acesso no Brasil.
Mas o dia mais produtivo foi mesmo a quinta feira, quando eu me apresentei, e conheci ou reencontrei pessoas. Primeiro alguém me apontou o Sirio Possenti, da UNICAMP e eu , indo na onda dos linguísticas que o consideram um mito, até tirei foto com ele .

 Como ele é o  autor do livro Os Humores da Língua, que foi o primeiro que li a ter um capítulo sobre "humor infantil", Eu imaginando que fosse encontrá-lo por lá, levei meu volume e ele autografou divertidamente :

 Mas não foi só isso, eu também tive o privilégio de ser prestigiada com a presença e os comentários mais do que pertinentes dele e da Alessandra Del Ré sobre a minha comunicação. Ai que os pesquisadores sentem que a pesquisa pode ser bacana e e ser um campo de diálogo.
Nesse mesmo dia, o professor Elias e a professora Alessandra Del Ré, que, cada qual a seu modo, coordenam grupos de pesquisa sobre humor, planejaram mais eventos para 2017 em Araraquara e eu nem achei ruim, claro.
Gostaria demais de participar de outros eventos, no pós- doc, quem sabe o Menino Jesus de Praga (seu padroeiro) não me proporciona essa alegria novamente?

domingo, 6 de novembro de 2016

Tom Zé e a Cultura Oral



No disco "Estudando o Samba":

"... a utilização de interjeições como parte de uma estrutura quase verbal operava pequenas subversões no corpo da língua culta, prejudicando a comunicação semântica, mas favorecendo as inflexões rítmicas (...) [com as canções ] "Mã", "To", "Toc" "Heim?","Vai", "Só", "Se" o autor elabora todo um arsenal de possibilidades interjetivas, conferindo forma sonora a uma porção generosa desses vocábulos incompletos, que primam pela característica fragmentária: quase dizem aquilo que nós quase ouvimos." 

Bernardo Oliveira, p. 87 <3 span="">

Ai, A CULTURA ORAL! <3 span="">

"Tom Zé ou Quem irá colocar uma dinamite na cabeça do século?", filme de Carla Regina Gallo Santos, lançado no ano 2000.

Nesse filme TEM IMAGENS DO TOM ZÉ TRABALHANDO NOS ANOS 70!

domingo, 30 de outubro de 2016

Entortando o Samba


Tom Zé e o preço da crítica ...


Sobre Tom Zé e a universidade, a partir da   canção COMPLEXO DE ÉPICO:

"... A identificação do aluno com "a rua" indica o tipo de distanciamento característico que os intelectuais mantêm em relação à maneira veloz e atual com que ocorrem os fenômenos na modernidade, turvados pela selva dos conceitos e da linguagem escrita, negando-se ao conhecimento de outras perspectivas culturais e saberes nos quais estão imersos, por exemplo, seus alunos"
Bernardo Oliveira. "Estudando o Samba", p. 38.

Ai, quando vejo a apologia sem nenhuma crítica à cultura livresca no Facebook e torço o nariz para esse 'monopólio cultural', as pessoas não gostam e tal, mas eu sei que o Tom Zé já havia sido banido por PENSAR DIFERENTE da massa (ainda que de intelectuais), faz muito tempo ... temos muito o que aprender com esse jovem de oitenta anos!  





terça-feira, 18 de outubro de 2016

domingo, 2 de outubro de 2016

Um concerto de João Omar tocando as peças de Elomar Figueira Melo


VIOLÃO DE JOÃO OMAR - Na sexta feira dia 30 de setembro eu assisti a um concerto do João Omar no lançamento do álbum "Ao Sertano", e como eu tive a oportunidade de dizer ao próprio João , esse álbum só de composições de Elomar Figueira Melo para violão, é hipnotizante, não consigo parar de ouvir. Adoro especialmente a faixa 9, "Prelúdio No. Sexto" (pena que não achei no Youtube para mostrar pra vocês, mas ele está inteiro para ouvir no Spotify), que é muito impressionante, que achei (quase com certeza) que tinha outros sons embutidos nela,para além do som do violão, porém EU VI ELE TOCAR SÓ COM O VIOLÃO BEM NA MINHA FRENTE, reproduzindo inclusive esses sons...E eu chorei de emoção pensando : esse é um artista de verdade, que honra poder ouvi-lo!
Agora volto a ouvir o álbum sem parar, porque a vida não é só um pedaço duro e amargo, também tem muitas belezas sublimes!