sexta-feira, 12 de maio de 2017

Antonio Cândido e um almoço com 'declaração em juízo", de Drummond


UM ALMOÇO COM ANTONIO CÂNDIDO- Foi em junho de 2006, em um um evento em comemoração aos 50 anos da publicação de "Grande Sertão: Veredas" na FFLCH que eu e minha amiga Vera Maria Pereira Theodozio almoçamos com Antonio Cândido. Na verdade, falo isso, mas devo alertar que não foi um almoço marcado, nem mesmo pessoal, mas ele se sentou em nossa mesa na antiga lanchonete do Português do DH - o único lugar fora o bandejão, que servia comida na época e ele queria comer arroz com feijão. É verdade também que sua filha Marina me apresentou a ele: "Papai, esta é a Camila, ela foi aluna da Laura, estudou Saramago com ela", e ele se lembrou vagamente de que a Laura tinha mesmo comentado algo sobre Saramago com ele...
Era uma pessoa admirável, gostava de conversar e lembro com força de que,entre outras coisas, ele já lamentava que todos os seus amigos de geração estavam morrendo, o que o fazia se sentir muito solitário.
Então eu comentei que isso me fazia lembrar de "Declaração Em Juízo", de Drummond e ele apenas sorriu.
Cândido foi, é e sempre será nossa referência e, ainda que eu, em meus estudos literários, tenha enveredado por outros autores e tentado me manter há uma distância segura da sua teoria forte, nem sempre foi possível.
O que posso dizer nesta data de seu falecimento aos 98 anos é que só temos que agradecer por tudo, mas me lembrando daquele almoço, imagino o quão aliviado ele deve estar por não ser mais o único corpo de sua geração que sobreviveu. Mas em ideias, sobrevive e sobreviverá!
Muito obrigada, professor!

Pedro Bloch e a mudança na ideia de criança no século XX


quarta-feira, 10 de maio de 2017

Visto de entrada da família Bloch no Brasil

Este documento está disponível no Arquivo Nacional e a reprodução compõe o livro "Seu Adolpho", de Felipe Pena. Rio de Janeiro : Ed Vermelho Caminho, 2010, p. 35.



Sua tradução, também na página 34 do livro citado, é

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Janusz Korczak, holocausto, crianças

Segundo a Enciclopédia do Holocausto, as criativas e alegres crianças eram consideradas "perigosas" e "indesejáveis", por isso quando não eram tomadas como escravas era defendido o seu assassinato em massa. 
Neste contexto terrível, porém, elas encontraram um de seus maiores aliados que foi o humanista Janusz Korczak, que idealizou a sua República das crianças no orfanato que dirigiu na Polônia, durante a Segunda Guerra. Se as crianças, por si só, já eram um perigo a ser controlado, imagine um educador humanista que as tutoriava. 
Hoje temos conhecimento do legado de  Korczak e saber da sua história, de alguma forma, me ajuda a compreender um pouco mais o ideário do imigrante ucraniano judeu Pedro Bloch e seu interesse afetuoso por crianças.

domingo, 30 de abril de 2017

domingo, 23 de abril de 2017

As Congadas invadem a Basílica de Aparecida para alegrar a semana de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário

Em 22 de abril de 2017 assisti as Congadas oriundas de todo o Brasil, mas mais fortes em Minas Gerais, São Paulo e Espírito Santo, adentrarem a Basílica de Aparecida para festejarem a Semana de São Benedito e Nossa Senhora de Rosário. Gosto muito de ver esses corpos e rostos, pertencentes a congadas de todo o Brasil, de todas as cores e idades nesse tributo a alegria!
Eu sei que esses vídeos de celular que eu gravo ficam horríveis e depois nem sei arrumar, mas não pude deixar de gravar só um pouquinho das congadas ontem. Claro que o celular não captou nem 1/10 daquele ritmo que convidava o corpo a se mover em plena basílica.