segunda-feira, 29 de maio de 2017

Criança : humor e ironia



PESQUISANDO O HUMOR DAS CRIANÇAS - Estudos sobre o humor da criança são raros, nos conta a professora Alessandra Del Ré (UNESP Araraquara), mas o que ela e seu grupo de pesquisa NaLíngua, com membros brasileiros e franceses, se propõem a fazer é bastante interessante, especialmente para os estudos de humor em geral. No capítulo Diversão partilhada, humor e ironia (DEL RÉ, A; et al.,2014, p. 50) lemos sobre algumas pesquisas realizadas com algumas crianças brasileiras e francesas em fase de aquisição da linguagem, e o objetivo das pesquisadoras é “identificar as premissas do humor e da ironia na produção de enunciados” daquela meninada e então elas perceberam que os mirins, mesmo pequenos, também podem produzir discurso irônico para fazer adultos e crianças rirem, e isso pode até acontecer, mas é muito raro que tanto um quanto outro cheguem a rir pelo mesmo motivo – o que seria um caso de diversão partilhada -, pois crianças e adultos possuem culturas humorísticas diferentes e a ironia (uma forma de humor) seria uma das formas de tentar aproximar estes estados de percepção.

sábado, 27 de maio de 2017

PEDRO BLOCH : UM PEQUENO FENÔMENO EDITORIAL

Concluindo meu  estágio pós doutoral, que nem foi propriamente  sobre o Pedro Bloch, mas sim sobre o seu trabalho com as crianças,  eu me impressiono com o fato de que não descobri exatamente quantos livros ele  publicou.Quando minha conta passou dos 90 volumes - dentre dicionários, séries de revistinhas, livros de bolso, publicações na área médica, dramaturgia, livros infanto juvenis,anedotários, etc- parei de contar e recortei os que realmente iam me interessar (no caso 13 volumes sobre humor de crianças). Mas ele foi mesmo um fenômeno editorial. Claro que ter uma editora da família ajudou muito na multiplicação de volumes, mas ele publicou em várias outras também (Ediouro,Brasiluso,Pró fono,Nórdica,Revinter,etc).
Um sujeito desses deve ser muito estudado, especialmente por ter vivido no Brasil,não acham? 

terça-feira, 23 de maio de 2017

ORALIDADE E PEDRO BLOCH




ORALIDADE E PEDRO BLOCH  
Em meu relatório final eu não devo  defender que o Pedro Bloch foi pesquisar e trabalhar com foniatria exclusivamente porque era judeu. Isso seria reducionista. Eu vejo o seu caso em um contexto maior: o século XX, a era do florescer dos estudos sobre a linguagem e a fala e o surgimento da própria Foniatria , que é uma área médica nascida na Alemanha em 1905 e que mais tarde foi trazida ao Brasil por pesquisadores como o  próprio Bloch na segunda metade do século XX, e que apostava em uma abordagem interdisciplinar para compreender e tratar distúrbios da fala. Bloch não era um teórico, ele era um judeu,  médico e também um cientista da área médica.
Por outro lado, como sou uma teórica, eu li (e pirei com isso) o Russel Jacoby e a a reflexão sobre a longa tradição judaica que propõe um elogio ao oral, tanto que Jacoby resgata o pensamento de Frtitz Mautner para defender, mais ou menos, que O JUDEU OUVE e ao que ouvir está pensando em história, porque "o ouvido não recebe uma mensagem apenas, ele registra a sequencia do tempo; o som requer duração". E Russel conclui: "o som inclui o tempo e o tempo implica a história" (A Imagem imperfeita, 2007, p. 203).
Eu não sei em que medida esse raciocínio interferiu nas ações de Bloch, mas também não posso afirmar que não esteve presente de nenhuma forma. Devo apontar essas questões, mas de forma leve, colocando mesmo como dúvida: Será que Bloch estudou a linguagem oral porque era judeu, ou porque era judeu foi estudar a oralidade? kkkk
No meio de tudo isso, tem as crianças e elas sempre apresentam outras apreensões para tudo, isso é o mais importante para mim!

domingo, 21 de maio de 2017

Entrevista de Pedro Bloch para a Revista Veja em out. de 1997


Quando escrevi meu projeto de pós-doutorado em janeiro de 2015 eu usei uma entrevista que o Pedro Bloch deu para a Revista Veja em 08 de outubro de 1997 e que a Óia disponibilizava em seu acervo na internet. Como a entrevista é bem legal, mostra o velho Bloch falando das amadas crianças, eu fui acessar o link de novo e não é que agora ele cai na página do Reinaldo Azevedo? Eca!

A sorte, mesmo é que eu tenho o print da entrevista e publico ele aqui porque, como foi útil para mim, pode ser para outros pesquisadores, né? Aliá, se for o caso, eu tenho ela transcrita em versão txt, é só me pedir que eu repasso!


sábado, 20 de maio de 2017

Frustrações de uma pesquisa sem fomento

Como sabem meu pós- doutorado não recebeu nunca nenhum fomento. A lista de frustrações por conta disso é imensa. No relatório final eu  apresento todas. Veja essa aqui.