segunda-feira, 17 de julho de 2017

DROPS do RELATÓRIO FINAL DO PÓS DOC

Seleção de anedotários bloquianos que uso como uma das  fontes de pesquisa no pós-doc em História Cultural do Humor

DROPS RELATÓRIO FINAL - Pensando historicamente nos anedotários bloquianos:

"Em relação ao conteúdo, as anedotas, além de provocarem risos ou sorrisos, elas nos desenham diversificadas faces das vivências de crianças desde a década de 1960 até o decênio de 1990 e, de forma genérica, permitem que percebamos como os mirins, e também a consideração de como o que é ser criança, foi se transformando socialmente. 
Nos primeiros volumes encontramos ditos infantis em maior quantidade, na narração de sacadas e definições, enquanto que nos publicados já às vésperas do século XXI, observamos mais interferências e reflexões do autor sobre sua trajetória como pensador do universo infantil. "

Perceber esse tipo de mudança sutil faz parte do ofício do historiador de História Cultural, especialmente a do Humor, que lida diretamente com motivações emocionais dos agentes...

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Relatório Final em imagens


Uma espécie de resumo (BEM) sintético e visual das cerca de 90 páginas de relatório:

LISTA DE FIGURAS DO RELATÓRIO FINAL

1. Foto da biblioteca bloquiana pesquisada no 1º. ano;

2. Chamada de depoimentos de ex-crianças bloquianas;
3. Detalhe de escultura em homenagem a Janusz Korczak , mostrando-o cercado de crianças;
4. Ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch cercado de crianças;
5. Fac-símile do visto de entrada dos Bloch no Brasil em 1921, do Arquivo Nacional;
6. Tradução e interpretação do Fac-símile, por Felipe Pena;
7. Anedota "Riso", do livro O incrível humor da criança (1989), ilustração Sidney Ferreira da Silva;
8. Detalhe da capa do livro O incrível humor da criança (1989), ilustração Sidney Ferreira da Silva, mostrando crianças rindo com Pedro Bloch;
9. Capas dos 11 anedotários bloquianos tomados como fontes de pesquisa;
10. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch dialogando com um menino;
11. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch conversando com uma menina;
12. Detalhe de ilustração de Jordí para o livro Esses meninos de ouro (1983), com Pedro Bloch observando um garoto tentar acertar a boca do palhaço;
13. Foto de crianças com o palhaço Carequinha;
14. Capa do Dicionário de Humor Infantil (1998);
15. Capa do Dicionário de Anedotas infantis: de crianças para adultos (2001);

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Obrigada Ecléa Bosi

Morre a professora Ecléa Bosi

Muito obrigada, professora.

https://www.facebook.com/ProReitoriadeCulturaeExtensao/videos/1422056407815892/

domingo, 9 de julho de 2017

VOZES NEGRAS DE TIM MAIA E SANDRA SÁ


VOZES NEGRAS DE TIM MAIA E SANDRA SÁ:  "Sandra Sá era uma grande revelação de cantora, uma das raras negras, fora do universo do samba, a se destacar no mercado musical dominado por brancas, de Elis Regina a Rita Lee, de Gal Costa a Maria Bethânia, de Simone a Elba Ramalho. Mas seu  maior ídolo era Tim Maia e sua maior alegria seria ser chamada pela imprensa de "Tim Maia de saias". Talvez por isso, três anos depois do festival[que a revelou], Sandra tenha pensado que era uma brincadeira, uma pegadinha de seu amigo Júnior Mendes, quando lhe mostrou "Vale Tudo", dizendo que Tim tinha feito a música para ela. (...)O fantástico exibiu um clipe da dupla com um grupo de bailarinos em ambiente funk-punk, todo mundo de couro preto e maquiagem carregada, como punks de novela, Tim e Sandra inclusive. (Nelson Motta. "Tim Maia: Vale tudo", p.191-2)

[o trecho é mais longo, fala mais da Sandra e o amor de Tim pelo que ela representou, foi às lágrimas nesse momento da biografia ]

terça-feira, 20 de junho de 2017

Apreensão infantil e o humor


PINKER, Steven. Toca do coelho adentro. In: Do que é feito o pensamento – a língua como janela para a natureza humana. Trad. Fernanda Ravagnani. São Paulo:Cia das Letras,2008.

Neste livro, Steven Pinker escreve um capítulo excelente sobre como as crianças costumam empreender extensas explorações de linguagem e por isso analisar seu discurso pode nos ajudar a compreender sua cosmologia e, claro, gerar situação engraçadas ao empregar “o código da linguagem com segurança suficiente para entender coisas improváveis como uma vaca pulando sobre a lua e um pato fingindo com a colher, ou expressar suas percepções infantis como ‘thinkthe Wind wants to get in out of the rain” [“acho que o vento quer entrar e sair da chuva”] ou “Ioften Wonder when people pass me by do they wonder about me” [“Sempre fico pensando quando as pessoas me passam elas ficam pensando em mim] (PINKER,2008, p. 43)

[Pinker esclarece que essas apreensões infantis que utilizou foram feitas pelo escritor Lloyd L.Brown do discurso de sua filha]


quinta-feira, 15 de junho de 2017

Lendo a biografia do Tim Maia ...


Enfim meu volume chegou e eu comecei a ler ontem a noite, feliz depois de uma vitória do Santos. Desde o início eu estava bem empolgada com esse livro, ler a história de um preto brasileiro genial e realmente achei a edição linda, enorme, exuberante em suas cores vibrantes e letras garrafais (como o Tim?).

Fiquei um tempão olhando as fotos,  preto e branco, marcas do tempo, que é minha matéria. Olhando só as imagens, escolhi essa aqui que, mesmo estando no fim do livro, já me passou de cara a mensagem :


Eu sabia que o problema ali era eu, que não sou lá muito fã de ler biografias (a menos que tenha sido escrita pelo talentoso escritor  Rui Castro, claro kkkk), então acabei com muita vontade de deixar o livro de lado e ouvir o soul de Tim Maia. Voltarei a ler, claro, mas agora vamos ouvir um pouco de Tim!