terça-feira, 12 de setembro de 2017

O LIVRO DE JORGE BEN

Pelo menos desde que voltei do Rio de Janeiro eu estou lendo e me deliciando com este livrinho, sempre ao som do Babulina, claro. Ele é muito pequeno, mas certeiro nas colocações do músico e pesquisador Paulo da Costa e Silva e vou gostando cada vez mais de Ben. Quando cheguei no último capítulo sobre a música Zumbi, adiei começar a ter as 13 páginas finais por muitos dias, tenho medo da saudade que vou sentir de ler sobre Ben quando o livro se acabar. Ontem comecei a ler o trecho e me emocionei muito, arrepiei demais. No final , porque se fala mais diretamente da questão da negritude em Ben, o que pontuou toda sua obra musical, é feita uma comparação muito sofisticada com o RAP dos Racionais MC, que é muito inspirada em Ben, no entanto se fasta dela em momentos fundamentais. Fiquei toda arrepiada, chorei e como não estou sabendo lidar com o fim dessa leitura, deixei as três páginas finais para hoje. Carece de ter coragem de terminar, mesmo lembrando que as músicas eu vou poder ouvir sempre, mas agora com as diversas questões abordadas já florescendo na minha percepção. Salve Jorge <3 font="">

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Samba da Vela


Ontem, 07 de setembro, feriado em Sampa e, além da lua cheia,  eu pude curtir o Samba da Vela no SESC Pompéia. Samba bom demais!
Obrigada vida,obrigada setembro !
Sigamos

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Negra Zula

Dentre várias outras coisas, uma força motriz da canção de Jorge Ben é o resgate da ascendência africana pelos brasileiros. Esse conteúdo que nos foi negado com tanta força conhecer via narrativas tradicionais , mas que naquelas músicas vemos emergir tão lindamente, afinal  ainda está ai nas ruas, para quem quiser ver ...
Na canção Zula,  do disco Negro é lindo (1971), vemos aparecer  uma linda negra vestida de azul púrpura, a negra Zula. Como ali nada é por acaso, lembramos que o termo zula tem sido usado desde o século XIX. Possivelmente está relacionado ao nome da tribo Africana que vive em grande parte da África do Sul, os Zulus. No século XIX, os Zulus foram uma nação poderosa sob seu líder Shaka. Fonte

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A Etiópia de Jorge Ben


Vale a leitura destas 18 pequenas curiosidades sobre a Etiópia, se não por outro motivo (afinal é um dos berços da humanidade), mas para saber mais da África de Ben, que é de origem etíope. Nada é por acaso. Especialmente o fato dele ser católico (até ter frequentado o seminário na adolescência), ter uma ligação tão estreita com o oriente ("a minha estrela é do oriente"), ter orgulho dessa cultura ancestral, que se diferencia até no caldeirão cultural que é a África...

sábado, 2 de setembro de 2017

Jorge Ben é uma força da natureza

"Relembrando a sensação que teve ao ouvir pela primeira vez Mas que nada (1963), Tárik de Souza comentou:
'Ele é um enigma, porque ninguém sabe de onde vem essa música de Jorge Ben. Se você procurar, quase todos os artistas brasileiros tem atecessores, que você vê traços na obra. O Tom Jobim você vê Villa Lobos, você vê Stravinsky, você vê Debussy, vê também Ary Barroso etc. O Jorge é um caso raríssimo, porque não tem ninguém que você possa dizer: "Bom, o Jorge Ben vem daí"! Não é Jackson do Pandeiro, não é o pessoal do samba tradicional, também não é um cara que 'Ah, esse cara trouxe o rock pro Brasil', como Tim Maia trouxe o soul pro Brasil, não é verdade. Ele faz samba com algum tempero de música pop, rock, que depois ele foi ampliando, chegou até a juntar samba enredo com disco music, fez algumas fusões assim, mas ele realmente é um enigma, porque foi uma alquimia mental dele que transformou o samba no que ele fez. Ele criou um samba dentro do samba, que não é nada, nenhuma escola que existia, é uma coisa totalmente original dele. Aliás, o primeiro samba dele ele já se apresenta: no Mas que nada, ele fala : "esse samba que é misto de maracatu" - maracatu naquela época ninguém ligava, maracatu era coisa regional, só se falava em Pernamuco e tal...e ele já traz o Maracatu pra cá..."é samba de preto tu, que são os pretos bantos, que são realmente a origem da música afro-brasileira. Como é que ele tirou isso? Como é que ele descobriu tudo isso? Como é que ele chegou nessa fusão? É dificílimo saber Eu acredito que ele mesmo não tenha explicação disso. É uma coisa natural nele. O Jorge Ben é uma força da natureza'" 
 (Tárik de Souza Apud SILVA, Paulo da Costa e. A tábua de esmeralda, p. 89-90).

Neste  link sobre algumas palavras de origem africana no vocabulário brasileiro eu  descobri:
TU – Diz-se do negro tido como sendo bruto. Boçal. Grosseiro. Oposto ao negro bom e passivo; “…Este samba/que é misto de maracatú/é samba de preto velho/ samba de preto TÚ…”; Pode ser também uma redução de Bantú.
  

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Fã de Jorge Ben



Acabo de comprar ingresso pro show do Jorge Ben, a emoção foi tanta que não resisti perguntar:
-Vai ser um show de verdade? Ele vem mesmo?
A mocinha respondeu rindo
-É um show mesmo, esperamos que ele venha.
-Uau! Rsrsrs


Eu sei que Ben me entenderia, afinal ele entendia o que era se identificar com alguém, tanto que, segundo nos lembra Paulo da Costa e Silva, certa vez respondeu em uma entrevista a Luiz Carlos Maciel: "Parece para mim que eu conheço Paracelso, entendeu? Do jeito que eu li sobre ele, parece que eu conheço ele. Que cara maravilhoso, um douto excepcional, conhecia química, a pedra filosofal."(p.58)

Amor <3 span="">

Ah, e nesse contexto, aquela beleza toda que é o Criolo virou coadjuvante, afinal SALVE JORGE!