segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Mamãe Oxum, desconhecimento e hipocrisia moral

Vou contar uma história meio absurda, mais um  caso de censura  hipócrita no Facebook. Esta manhã fui bloqueada por 24 hora por ter postado  a imagem deste quadro representando a orixá Oxum, de peitos vastos que amamentam e espelho. Eu queria pegar a referência do autor no grupo Filhas de Oxum, mas não consegui mais acessar. Só que o Face, desrespeitando as religiões afro brasileiras, julgou ser um atentado ao pudor. Quanto retrocesso e burrice!
Não se trata de uma ofensa, é uma bela  imagem de cunho religioso, nela o nu não aparece erotizado, mas a onda retrógrada que toma conta do Brasil dissemina a burrice, só isso! Mostrar os seios, só pode na TV, né? 
Eu apaguei a imagem para me desbloquearem, mas escrevi para eles explicando que considerei um desrespeito aos preceitos e símbolos da religião afro brasileira. Intolerância e desconhecimento religioso não!
Oxum

terça-feira, 21 de novembro de 2017

ORGULHO NEGRO E JORGE BEN

No fim de semana teve a festa Primavera eu te amo, na Casa das Caldeiras, super alto astral.

Nesta festa estavam  vendendo vinis.  Eu nem tenho vitrola, mesmo assim dei uma olhada e encontrei esse álbum original do Jorge Ben 
O Bidú  -silêncio no Brooklin  (1967)

Ai eu  peguei o disco e perguntei  quando custava, porque este é um dos albuns do Jorge que eu mais ouço e para mim esse álbum não tinha preço... Então  o  vendedor, negro como nós, respondeu todo emocionado algo assim :
"Para mim Jorge Ben também não tem preço."
E me mostrando fotos no celular, completou: 
"Eu estive lá no show dele na sexta feira, e a cada música que ele ia tocando eu ia chorando de emoção, mais e mais".
Eu me arrepiei toda nessa hora, e pensei que , ao contrário do que eu mesma supunha e que era a intenção de propagar, os negros sabem e sentem sim o tamanho da importância de Jorge Ben para a cultura negra do Brasil. 
Obrigada Jorge! Muito obrigada!

domingo, 19 de novembro de 2017

"Pletora de alegria Um show de Jorge Ben Jor" Caetano Veloso

Sexta feira dia 17 de novembro realizei um dos meus três desejos para o ano de 2017: Fui a um show de Jorge Ben no Espaço das Américas. E fui uniformizada, porque fã é um saco! kkkk Antes teve o show do Criolo, que também foi lindo, mas desse eu falo depois, agora é só o Jorge. Eu, que duvidava que ELE viesse para eu assistir, veio e foi delicioso , como nas palavras de Caetano: pletora de alegria! Em um momento, eu disse Eu : Não estou acreditando que o Jorge Ben está tocando guitarra em Mais que Nada, bem na minha frente! Larissa, ao meu lado, : Mas ele está! MORRI!

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A semântica da nobreza negra de Jorge Ben


Lembra aquela história de que a  nobreza negra em Jorge Ben está cantada em pequenos detalhes quase que  imperceptíveis? Então...

Eis que me aparece Umbabarauma, o ponta de lança decidido:

Ai, quando ele canta junto com o Mano Brown narrando um gol do Serginho Chulapa pelo Santos , temos o ponta de lança negro em ação:  vários significados, toda uma mitologia ... a semântica de Jorge é um tesouro! <3 font="">

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

PRIMEIROS DISCOS


Quando assisti ao curso do Ivan Vilela (professor de Canção Popular na ECA/USP) lembro dele comentar, sobre o fantástico A Página do Relâmpago Elétrico do Beto Guedes, que, geralmente, vale a pena prestar atenção nos primeiros discos dos artistas, porque eles costumam concentrar muita energia, tempo e expectativa até que ele finalmente viesse a existir. Quando eu ouço Samba Esquema Novo do Jorge Ben, que foi o seu primeiro e, se duvidar, continua sendo a gravação dele que mais ouço por completo, penso : UAU!

domingo, 12 de novembro de 2017

"I heard it through the grapevine", uma música para a Motown Records


Uma das melhores canções da história da black music, sem dúvidas,  é  "I heard it through the grapevine", imortalizada na versão sexy de Marvin Gaye, que a gravou em 1968.
Mas ontem ouvi uma gravação dela de mais de 10 minutos, um rock delicioso do Creedence, o que levou alguém a me jurar que essa seria a original.De responsa esse som:


Mesmo que eu prefira  a sensualidade do Marvin Gaye, claro...
Ai fui ler sobre a música na Wikipédia e descobri  que, na verdade, esta não foi a versão original da canção composta exclusivamente para a Motown Records em 1966, e por isso, inicialmente ela  foi gravada por vários de seus artistas, dentre os quais a versão clássica é de Marvin Gaye . A primeira gravação teria sido essa, com 

Smokey Robinson & The Miracles, em 1966


Mas como a música é realmente muito boa e a gravação do Marvin Gaye é sensacional, outros artistas tentaram desconstruí-la, dai que em  1970, surge essa gravação do linda Creedence.
Eu gosto muito dessa música, e vocês?

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

E se Van Gogh visitasse uma exposição de seus quadros em 2010?

Um grande amigo meu, sabendo da minha paixão por Van Gogh,  me marcou nesse vídeo no Facebook e eu achei a coisa mais linda! Adorei mesmo! Eu acho exatamente isso que o critico disse de Van Gogh: É o melhor por muitos motivos, mas especialmente porque para retratar a dor a transformou em beleza imensa e poucos souberam fazer isso. Outro que também é assim é o Guimarães Rosa, que conta as histórias mais terríveis, mas sempre encharcadas de lirismo... enfim.


(Retirado de um dos capítulo de Doctor Who)