terça-feira, 6 de março de 2018

Morre Hayden White : o fim de uma era na historiografia

Historiador Hayden White, morto em 2018, aos 89 anos

Morre Hayden White e isso, significa uma mudança de patamar para a  historiografia! Eu sou uma cria temporã da era de White, desde o começo, briguei muito com suas ideias na graduação e no mestrado... como a juventude é apaixonada, não é mesmo?
Foi apenas durante o doutorado, quando eu já era uma profissional da História mais madura, que eu parei com a treta e fui entender o recado do morro de Hayden White, um historiador de Teoria, propriamente dito. UAU!
Nos "trópicos do discurso" de White eu vim me formando aos poucos e temo realmente que sua morte seja mesmo o fim de uma era para a historiografia, aquela que valorizava o caráter narrativo.  Talvez seja preciso uma grave reformulação geral do que chamamos História e especialmente sobre como narrá-la, depois de todo o século XX. Mas história é transformação, nunca fim.
Conforme adiantei, White foi um historiador californiano muito polêmico pelas formulações referentes à literatura, ressaltando certo "elemento poético" em toda escrita histórica, por isso 
"quando uma grande obra da historiografia ou da filosofia da história se torna antiquada, ela renasce para a arte".  (Trópicos do discurso, p. 136)
Que a arte de White continue nos alimentando, sempre!
Fica em paz e muito, muito, muito obrigada por tudo Hayden White!

quinta-feira, 1 de março de 2018

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Para ler DEPOIS DE ASSISTIR PANTERA NEGRA

À esquerda fotografia conhecida de Huey Newton, fundador do
 Partido dos Panteras Negras, assassinado em Oakland em 1989.
 À direita, Pantera Negra do filme de 2018.

Primos Pantera Negra do filme: Erik Killmonger (à esquerda)
encara seu primo T’Challa (à direita).  

O  texto " Dois Panteras Negras", de Slavoj Žižek, é  para er depois de assistir ao filme. Eu gostei do texto, mas acho que ele mergulha tão profundamente que, em alguns momentos, chega a se perder, mas no final nos faz retornar ao filme apresentando a questão que, para mim, é a mais importante :

"Quais são os sinais que nos permitem reconhecer na figura de Killmonger o verdadeiro herói do filme? São muitos. Talvez o mais forte esteja na cena de sua morte, em que o gravemente ferido Erik opta por morrer ao invés de ser curado e sobreviver na falsa abundância de Wakanda – o forte impacto ético das últimas palavras de Killmonger imediatamente desmonta a ideia de que ele seria um simples vilão convencional. O que se segue é então um momento extraordinariamente caloroso: pouco antes de morrer, Killmonger senta-se na beira do precipício de uma montanha observando o lindo pôr do sol de Wakanda e seu primo T’Challa, que acaba de derrotá-lo, senta-se ao seu lado. Não há ódio aqui, apenas dois homens bons com visões políticas diferentes compartilhando seus últimos momentos juntos após o desfecho da batalha – uma cena inimaginável em um filme tradicional de ação que geralmente culmina na virulenta destruição do inimigo… Esses momentos finais, por si sós, lançam uma dúvida sobre a leitura mais imediata do filme e nos convidam a uma reflexão muito mais profunda."

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

VAN GOGH E A MODA FEMININA

A Arlesiana, 1890, presente no acervo do MASP

Van Gogh, como bom pintor, era sensível a todo estímulo visual...em sua biografia encontramos uma síntese de sua percepção quando, ao se mudar de Paris para Arles, surpreendeu-se com suas belas mulheres do lugar, que, ainda que fossem ignorantes em pintura, tinham certo senso da sua beleza, conforme escreve em carta :
'elas sabem por uma nota rosa num traje preto, ou confeccionar uma roupa branca, amarela, rosa,ou verde e rosa, ou ainda azul e amarela, na qual não há nada a mudar do ponto de vista artístico.' (Apud Van Gogh, biografia, David Haziot, p. 195)
Na imagem, o quadro "A Arlesiana", de 1990, que pertence ao acervo do MASP, nos mostra um registro de como uma francesa se vestia em Arles àquela época. Neste áudio, pertencente ao guia auditivo do museu, fala-se deste quadro:


sábado, 24 de fevereiro de 2018

Que nego é esse?

Como já disse, no filme Pantera Negra não dá muito para escolher qual o nego mais bonito porque Wakanda está muito bem representada... mas o grupo Galãs Feios montou uma enquete para escolher qual o galã legitimo do filme. O resultado foi o seguinte:
1
Michael B. Jordan (Erik Kilmonger)
2
Chadwick Boseman (Pantera Negra)
3
Wiston Duke (M'Baku)

4
Sterling K. Brown (N'Jobu)
5

Daniel Kaluuya (W'Kabi)


6
Atandwa Kani (T'Chaka)

Eu sou apaixonada pelo personagem do Michael B. Jordan (e pelo sorriso também), mas voltei mesmo no terceiro colocado. Que nego é esse tal de Wiston Duke? kkkk
Uma amostrinha do charme da pessoa, no filme :

Quero esse nego pra mim, gente!!!

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Pantera Negra

Cartaz Pantera Negra


PANTERA NEGRA - Além de recomendar super o filme, só tenho duas coisas a dizer sem spoiler:

1 - Eu chorei. O que, para quem me conhece não diz muita coisa, mas para quem quiser saber o motivo do meu choro, não posso contar sem spoiler e sem falar um pouco da minha história, a História deste país e as coisas que venho pensando sobre os negros no Brasil ...
Elenco Pantera Negra

2- Como eu já imaginava, não consegui escolher qual é o preto mais bonito desse filme. Que é isso, gente? Todos tão lindos, enormes e ao alcance das minhas mãos (viva o 3D). Por mim veria de novo todos os dias ...