quinta-feira, 12 de abril de 2018

Campanha presidencial vitoriosa de Lula no cinema

Estudando a minha pesquisa de mestrado, fiz uma atividade de geneticista e abri as pastinhas coloridas que eu fiz para cada capítulo da dissertação e no meio dos textos xerocados e rascunhos, achei esse panfleto de 2004,  às vésperas do período mestrado propriamente dito(2005-2009), e que divulgava de um lado o emocionante filme Peões, de Eduardo Coutinho, e do outro o filme  Entreatos, de João Moreira Salles, ambos tratando da campanha e da  figura de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, cada um a seu modo.
Lembro bem como esses filmes, lançados praticamente juntos,  causaram grande repercussão na FFLCH e que eu assisti ambos no que se chamava Espaço Unibanco de Cinema na rua Augusta,um verdadeiro batlocal para encontrar os fflechianos naqueles tempos... 
Claro que ter achado esse panfleto guardado há tanto tempo nesse momento drástico da nossa vida política e também para o Lula é muito importante, porque mostra que faz tempo que ele vem sendo objeto de reflexão da minha parte e por isso também serve para contar uma parte da minha história, da história da minha geração, que estudou na USP entes e durante era Lula e tem dela uma visão determinada. Enfim.



domingo, 8 de abril de 2018

Restos de uma festa black


Ontem foi sábado e como "todo mundo espera alguma coisa de um sábado a noite", eu e minha amiga Eriane experimentamos ir a um Baile Black, no SESC Pompéia, muito legal. 
amigas no baile 

Em geral a festa black foi bem retrô com Tony Bizarro e Lady Zu, e com um público cheio de brancos...Mas 
mas como eu amo a música dos anos 70, curti demais dançar e cantar "a noite vai chegar e o pensamento está tão longe, eu sei que vou sonhar momentos de um mundo distante...". Mas o som black mesmo veio no tributo ao  Tim Maia e eu confesso que dancei pacas ao som do Tim , isso é verdade!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Diamantina: cidade encantadora!

Ontem eu e minha amiga Rosane Pavan fomos ao Instituto Moreira Salles de São Paulo, ver a exposição do fotógrafo  Chichico Alckmin, que fotografou em Diamantina MG nas décadas de 1920, 30 e 40
Folder da exposição

 São fotos maravilhosas, coisa de artista mesmo, e que mostram faces da minha saudosa Diamantina, com todo seu diferencial, sua arquitetura e a beleza dos que lá vivem e viveram. 
Entrada da sala onde podemos assistir a um filme sobre Diamantina


Reparei muitas coisas, como o fato de que em quase todos os retratos, especialmente os dos anos 20,  as pessoas em geral, homens, mulheres e também crianças, estão enfeitadas com flores... coisa linda!

Nessas fotos vemos faces de Dimantina, carregadas de temporalidade e também de realidade... como nesse belíssimo registro de carnaval:
Carnaval, anos 20
 Ou então fotos que tentam encenar práticas mais cotidianas como essa:
Sem data

Essa foto é uma das mais impressionantes da Exposição do Chichico: rapazes deitados no chão, lendo jornais, muito bem vestidos .. ao fundo pessoas esperando (para tirar as próximas fotos?) . Sensacional!

Como eu havia dito, para além da beleza das imagens de Chichico,  a visita a essa exposição me matou um pouquinho da saudade de Diamantina, cidade tão importante no imaginário das Minas Gerais, cidade onde  o tempo se recusa a passar desde o século XVIII, uma cidade de papel marchê, cidade feminina, cheia de encantos...

Comparadas aos registros artísticos de Chichico, minhas fotos de Diamantina podem ser julgadas vergonhosas, porém elas são tão cheias de significados para mim que as tornam sem preço 
Diamantina em 2003
Telhados de Diamantina 2003 
Centro de Diamantina 2003





 Ainda acho essa a cidade mais especial que já visitei, tem algum tesouro ali. 

quinta-feira, 29 de março de 2018

Moacir Santos e o imaginário sonoro na música instrumental brasileira

Capa do CD do Projeto Coisa Fina

Depois de assistir shows do Instrumental SESC Brasil quase toda semana por dois anos, posso afirmar que Moacir Santos é figura cativa no imaginário sonoro dos instrumentistas brasileiros... inspiradas na sonoridade de suas canções, até bands se formaram, como essa, que é MARAVILHOSA! Eu estava nesse dia, que ficou inesquecível para mim!




terça-feira, 27 de março de 2018

A ERA ROMÂNTICA DE LULU SANTOS

Lulu Santos nos anos 80

A ERA ROMÂNTICA DE LULU SANTOS - Não é à toa que Lulu Santos é o último romântico, suas canções desenham nossa antiga maneira de amar : ouvindo seleção de músicas do Lulu no Youtube me ocorrem duas coisas : como aquela sonoridade é típica dos anos 80! E o mais importante, aquelas músicas do último romântico desenham uma maneira de amar característica do fim do século passado e que hoje, nos tempos de crushs, não colam mais. Aquela era uma época mais romântica, sem dúvidas.

O samba camerístico do Grupo Dedo de Moça

Grupo Dedo de Moça

Assisti ao concerto do Grupo Dedo de Moça no Instrumental Sesc Brasil. Formado por Ana Claudia (cavaquinho);Ana Elisa (cello, flauta); Cintia Zanco (violino) e Rosana Bergamasco, o grupo aposta numa numa brincadeira fértil de unir o erudito com o popular, resultando em momentos sublimes. Elas são ótimas. se entrarem no site delas, dá para ouvir um aperitivo de fundo, experimentem aqui.
Ontem teria valido a pena filmar uns segundinhos de cada, de Chico Buarque a Paulinho da Viola, destacando cada sambão que eu amo e que elas arranjaram lindamente para uma formação camerística (sem nenhuma percussão), ai seriam trechinhos de "Enredo do meu samba" (Jorge Aragão e Dona Ivone Lara), "Menino das Laranjas" ( Theo de Barros ) "Não deixe o Samba morrer" (Edson Conceição e Aloísio Silva), mas eu não quis filmar muito porque estava sentada ao lado de um músico (reparei pelas unhas ) e ele estava muito incomodado com qualquer som ou luz que atrapalhasse seu deleite, eu respeitei,,, além do que, eu sei que vai sair o vídeo completo da SESC TV daqui uns meses! Por enquanto, só para provar que eu fui, um trechinho de "Sem compromisso" (Geraldo Pereira)

 Adoro tanto ouvir instrumentistas dizendo que, embora tenham formação erudita e este ser um gênero que amam, desafio grande mesmo é  a música brasileira e sua multiplicidade de ritmos e usos de instrumentos ... não sou eu que estou dizendo, são os caras que entendem da coisa!