quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

Um presente da família RAP

Na noite de 28 de janeiro ganhei um presente da Família RAP e relatei assim nas redes sociais:

Tem um tempo que ando assumindo um amor pelo RAP, e pá...além dos Racionais da minha juventude, Mano Brown, Capão Redondo, um certo taxista por que tive uma paixão relâmpago ouvindo DJ Nato, os bailes black no porão das caldeiras,etc.. Agora estou escrevendo um texto para apresentar num evento acadêmico analisando uma letra da MC Soffia, aquela LINDA, etc e tal. O fato é que, enfim, a Família RAP parece estar reconhecendo meu interesse em adentrar seu universo e está me recebendo bem, nem tô acreditando!
ACABOU DE ACONTECER : Estava voltando para casa, em êxtase, depois de um puta show da Michele Abu, tipo imersa ainda naquela sonoridade e tal, parei no ponto de ônibus na guia central em frente ao parque da Água Branca, como sempre. O farol fechou para os carros que iam para o sentido contrário ao que eu estava esperando e um carro ficou parado bem ao meu lado, tocando um rap super bacana e bem alto. Era um rapaz loiro e grande. Eu sorri para ele e fiz um joinha, ele respondeu com outro joinha e eu falei: "Muito legal esse som, obrigada por compartilhar com o povo aqui no ponto"... ele sorriu e perguntou: "você gosta de Rap?", eu confirmei e ele jogou alguma coisa para mim e disse "então curte ai", e foi embora! Eu achei que ele tinha jogado um cartão dele , sei la, mas não... era um envelope de papelão com um CD , provavelmente o que ele estava ouvindo! Provavelmente, também, era a banda dele! As pessoas que estavam no ponto, que até então não tinham olhado para mim, agora me olhavam embasbacadas, perguntando se eu conhecia ele, não eu não conheço, ele apenas me deu um presente e eu adorei! Agora vou ouvir com atenção, escrever um texto sobre no Pequenidades e mandar para o contato escrito na capa (provavelmente o desse cara), agradecendo muito o presente!
Acho que o RAP tá aceitando minhas inserções,
Segunda feira tinha começado tensa, mas a música ( e a poesia) diluíram a tensão e agora estou acreditando que vale super a pena viver ! Gratidão ! 
Agora vou comentar o disco, primeiro a capa do Gudoguetto :

O álbum é bem grande, tem 20 faixas e, pelo pouco que eu entendo de RAP (é bem pouco mesmo), é bem legal de ouvir, a sonoridade é sensacional e a cada música que termina, tenho vontade de ouvir de novo, porque a quantidade de informações é imensa para absorver. 
As letras são muito críticas, muitas palavras , se não prestar atenção, perde várias cutucadas importantes, especialmente sobre política (algumas ideias reverberam criticamente, adorei), mas também sobre outros temas como  drogas,  a perseguição policial, televisão,  o sistema decadente, sobre a necessidade de Deus, que mostrou que "posso ir mais além".
Cada faixa uma sonoridade se inaugura, mostrando que estou ouvindo um trabalho recente. Uma das minhas favoritas, pela originalidade do som, onde ele fala dos "sábios que morreram pelo povo" até achei no youtube




 Em  uma das músicas eles falam de 2015, que tem consciência do que está fazendo,  o que é muito bom: "rap genuíno que ataca a conspiração". 
No meio do calidoscópio de ideias que vão aparecendo, Jesus e repertório evangélico é comum, mas é sempre uma visão crítica, como o RAP manda!

Na faixa 14 "Resistência", a crítica segue forte, mas o som é mais bonito, uns traços de blues, coisa fina!

Na faixa final, "Poetas na base" o disco termina com uma bombardeio forte sobre os temas antes muito criticados, com uma espécie de grande final! Poetas na base sem medo de dizer, cego pelo cego vai prevalecer"

Adorei o disco! Obrigada, vida! 

terça-feira, 5 de fevereiro de 2019

Instrumental Sesc Brasil : Túlio Araújo

Imagem de divulgação Túlio Araújo

Ontem, no Instrumental Sesc Brasil, tivemos o pandeirista mineiro Túlio Araujo e sua banda instrumental , Deangelo Silva no piano, Felipe Vilas Boas na guitarra e Frederico Heliodor no baixo, formando um quarteto de jazz de responsa! A platéia não estava  cheia e calorosa com Túlio, e parecia ser composta de músicos, em sua maioria, embora tivesse gente que aplaudia  no meio da peça, faz parte.
O melhor é que  Túlio  mostra uma releitura do pandeiro, bastante inusitada  porque  tenta ouvir e tocar o pandeiro como um instrumento de base na música instrumental, por isso que o som que ele faz com o grupo se assemelha mais a um som puro  de Jazz do que uma roda de choro ou um forrozinho pé de serra. Mas essa origem nunca é nagada, ele ainda explica quem começou essa mudança na apresentação do pandeiro não foi ele, mas tem muita influência norte americana e, no Brasil, seu mestre é Marcos Suzano, que teria ouvido o pandeiro de um jeito mais suingado!
Eu queria ter participado do debate final, que agora está ainda melhor porque dá para fazer pergunta pelo Canal Instrumental SESC Brasil no  Youtube, o que resulta em perguntas feitas por músicos e pessoas que entendem muito de música, fazendo a gente aprender mais! Ontem perguntaram ao baixista Frederico Heliodoro qual a técnica que ele usa para transformar o baixo em guitarra algumas vezes e ele respondeu: "Ah, esse segredo eu não posso reveler assim, publicamente" (rs), fazendo todo mundo rir, então explicou  de uma forma que só os músicos entenderiam, mas que eu adoro ficar "sabendo". Estava tão bom que eu eu até pensei em perguntar se ele tinha  influência da música instrumental do Clube da Esquina, mas ele até tocou Toninho Horta, não caberia perguntar mais... 
"Aquelas coisas todas", de Toninho Horta  

Como ele mas como   ele falou um pouco da história do Pandeiro, que é um instrumento de mais de seis mil anos  anos e que por muito tempo foi tocado apenas por mulheres, mas que não para de ser reinventado,  eu quase perguntei sobre a influência do Jackson do Pandeiro, mas ele também já respondeu antes de eu perguntar, tocou  e cantou no pandeirinho um trechinho de Coco do Nortecontando que 
 ficava ouvindo do lado de fora das casas de forró na juventude e pirou!
Adorei o show, especialmente por arranjos lindíssimos, como o que ele e o grupo escreveram para Lambada de Serpete, de Djavan. Sigamos! 

domingo, 3 de fevereiro de 2019

Pré Carnaval na República : GENTE É PRA BRILHAR

Morro de saudades do Carnaval, todos sabem... esse ano, mais ainda, que será só em março... ai comecei a frequentar os pré carnavais e comecei logo com um aperitivo de três blocos...
O convite foi do Acadêmicos do Baixo Augusta, que eu acabei nem ficando pra ver porque estava um calor hard e eu não tinha levado trocados o suficiente para as águas, já estava secando! Mas  vi os Ilú Obá de Min e o Tarado Ni você. Foi bem bacana o pré Carna na praça da República!
O povo foi brincar!
O Ilu eu já tinha visto e gostado uma vez, mas agora achei melhor ainda ouvir  "mãos de meninas que tocam pra Xangô"... elas arrasam!
Registro das meninas  tocando MARAVILHOSAS

Mas eu fui mesmo para ter pelo menos um aperitivo do Tarado ni Você, que eu não sei se vou poder acompanhar no desfile oficial dia 2!Mas hoje eu gritei tanto tudo que engoli calada o ano inteiro: NÃO ME IMPEDES DE CANTAR LARALAIA/ NÃO QUERO OUVIR NINGUÉM DIZER QUE NÃO VAI DAR: VAI QUE DAR VAI TER QUE DAR, ESSE É O MEU CARNAVAL/MEU SOM DE CEGA CARETA QUEM É VOCÊ?/DEIXA EU DANÇAR PRO MEU CORPO FICAR ODARA...deu para lembrar porque eu espero o ano todo o Bloco Tarado Ni Você <3 span="">

Foi aperitivo, mas eu vou fazer o possível e o impossível para estar no desfile oficial dia 2 de março, toda trabalhada em GENTE É PRA BRILHAR NÃO PRA MORRER DE FOME!



Nas imagens, eu e Eriane queiamando no Pré Carnaval da Praça da República
Mas o brilho da tela do meu celular estava desconfigurado  e   estava tão calor, tanto sol, que não via nada na tela , por isso não fotografei nem filmei nada na praça, mas a Eriane registrou nossa presença

.. mas eu estava brilhando muito... CARNAVAL VEM NI MIM!
Eu, cheia de glitter e toda trabalhada no rosa




terça-feira, 29 de janeiro de 2019

O Banquete de batuques de Michele Abu

Michele Abu em foto de divulgação 

O show do Instrumental dessa semana foi da percussionista Michele Abu, que é uma instrumentista muito foda... toca tudo que é percussão, de bateria, a atabaque, tambor, lata e também canta, toca chocalhos, flautas indígenas ... ao final a Patricia Palumbo perguntou "quantos instrumentos você acha que tocou hoje?" e ela disse, humildemente "nem contei" rs... 

Um momento do show de Michele Abu

Mas o som que ela faz não é apenas modal, aliás o show começa com um metal poderoso e ela na bateria, o rock vai dando a base sonora do show, com pontos de música  indígena, música eletrônica e a participação de  amigos musicistas que tocaram trompete, violoncelo, sanfona etc ... que BANQUETE MUSICAL! 
Um aperitivo do som, para se ter uma ideia, não é o melhor momento do show, mas foi quando eu lembrei de gravar, e mostra a Michele circulando entre os instrumentos 



Sobre os músicos, no panfleto do Instrumental constam: Michele Abu (bateria/percussão); Rovilson Pascoal (guitarra/microcorg/volões);Ricardo Prado (teclado/sanfona);Fábio Sá (baixo) ... mas ela trouxe alguns amigos, tocando outros insturmentos, dos quais não me lembro o nome. Um deles é esse de cabelo black power, que é muito simpático e  é um músico erudito, formado... apesar de não parecer. Segundo ele próprio, ele atrapalhou tanto as orquestras com seu black, pq ninguém enxergava o músico da frente , que migrou pra musica popular 😂
Bom mesmo foi ter estado lá, sentido a energia detox, mas vale lembrar que em um momento ela começa uma música, bem metal, com o canto de Oxum : "Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, sentada na beira do rio..." nunca tinha imaginado nada assim antes... foi maravilhoso! No debate final alguém perguntou sobre influências e ela disse nomes que eu conheço e admiro, como Walter Smetak, Sandra Peres e  Paulo Tatit) (Palavra Cantada),Uakiti, Frederico Poppi e etc,  o que não me espantou o fato de eu ter gostado tanto de seu som

domingo, 27 de janeiro de 2019

Musa do carnaval 2019

Foi agora, em agosto, que descobri que no dia 27 de janeiro de 2019  o fotógrafo Marcelo Justo/UOL me fez  musa do esquenta do Carnaval , até com reportagem do UOL e tudo mais 
Aquele dia o Samba do Sol na Casa das Caldeiras estava delicioso e eu e minha amiga Carol caímos mesmo no samba. 

Momentos para guardar na memória, para sempre !