sexta-feira, 1 de junho de 2012
quarta-feira, 30 de maio de 2012
Ler ficção para narrar melhor a realidade
"O erro do jornalista brasileiro é que lê pouca ficção.Daí narra a realidade da forma mais inverossímil possível." Xico Sá via Facebook em 29 de maio de 2012
Isso também não pode valer para o historiador? Sempre achei que sim, claro!
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Xico Sá
terça-feira, 29 de maio de 2012
Hermenêutica do cotidiano
"A
temporalidade e a linguagem são possibilidades de acesso à significação. Para
Heidegger, a linguagem é parte do ser e constitui a única porta de acesso a um
sentido ou significação. Acesso parcial, na medida em que na elaboração da
linguagem como morada do ser está a única possibilidade de desvendamento do
sentido oculto do todo ou do outro. O ser da linguagem ou a morada do ser, trabalhado pela sensibilidade do historiador,
chega a momentos de revelação,
'eventos de compreensão'.
Assim,
o todo nunca se revela de forma definitiva e acabada. Nos momentos de revelção,
os intérpretes atingem o que se convenciona indicar como uma metáfora da dobra
na linha do horizonte, espaço este que separa o ôntico (contingência da
finitude do homem) do ontológico, ou seja, a dobra ou fissura indicaria um
momento do processo de compreensão ou devendamento do conhecimento . Heidegger
retomaria a metáfora da dobra para indicar as dificuldades de superar as
forças da finitude do homem e a necessidade do ser de se relacionar com a
facticidade, sua dispersão, sua descontinuidade, sua falta de sentido."
(DIAS, Maria Odila. Hermenêutica do cotidiano. nov. 1998. p. 247)
TENHO QUE LER ISSO MIL VEZES ATÉ COMPREENDER DE VERDADE!
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domingo, 20 de maio de 2012
Festa no Covil - Juan Pablo Villalobos
“ ’Às vezes o México é um país nefasto, mas às vezes
também é um país magnífico.’ A frase é quase um bordão deste livro e resume
muito de seu clima mental: palavras rebuscadas que, com maniqueísmo naïf, tentam dar sentido às absurdas
contradições da realidade ‘patética e sórdida.’ Quem as diz é o pequeno Tochtli
(coelho, na língua asteca), garoto curioso que vive entocado na fortaleza de um
cartel da droga. Seu pai-chefão, Yolcault (serpente-cascavel), parece hesitar
entre a vontade de preservá-lo do mundo cruel e a necessidade de adestrá-lo
como herdeiro, jogando de esconde-aparece com o indícios e o sentido da
violência. Faz questão de que o filho seja educado por um professor ‘que é dos
cultos’, egresso da esquerda esclarecida, mas por outro lado decreta que, se
ele chorar, não será mais macho; não quer que veja certas cenas fortes do noticiário,
mas assiste com ele aos sanguinários filmes B e lhe mostra as reais e brutais
surras aos ‘maricas traidores’; oculta-lhe seu imenso arsenal de guerra, mas
brinca de ensiná-lo a atirar nas zonas mais vulneráveis do corpo humano; é
coruja e mandão, mas não quer que o chame de pai.
Não
à toa o garoto passa o tempo tentando desvendar os mistérios que envolvem sua
vida. Entre uma sessão de Playstation e um sermão anti-imperialista do
preceptor, examina incansavelmente sua gaiola de ouro para construir e testar
uma cosmovisão que dê conta de tudo o o que vê e ouve. Mas só quando Yolcault
decide que é hora de sumir por um tempo, tirando-o desse mundo fechado, é que Tochtli
vive sua reviravolta existencial: embarca numa viagem delirante que, na volta,
completará todo um ciclo de revelações
iniciáticas.
Festa
no covil concentra em suas poucas páginas um panorama impactante e sem
moralismos da violência do narcotráfico em meio a outras violências, pelos
olhos límpidos e pela voz surpreendente de uma criança à beira do abismo
de seu destino.”
(Texto da orelha do romance “Festa
no Covil”, de Juan Pablo Villalobos. São Paulo: Cia das Letras.2012)
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domingo, 13 de maio de 2012
Menino Deus em Porto Alegre
Estive em Porto Alegre esses dias, para um Congresso Internacional de Literatura Infantil na PUCRS.
Tudo muito bom. A cidade, ao contrário do que eu imaginava, me recebeu calorosomente (até literalmente, porque eu peguei o tal 'veranico de maio' e fez calor o tempo todo) e estava tudo lindo ali.
Em meio a tantos compromissos, eu tinha que arrumar um tempinho para ir satisfazer um desejo meu...
Bom, há quem vá para Belo Horizonte e deseja encontrar a tal Esquina (onde ficava o Clube); há quem vá para Cuba e deseja encontrar o lugar onde ficava o Buena Vista Social Clube...
Mesmo sabendo que o que se procura com isso não é possível de ser encontrado porque essas referencias não propriamente espaciais. Entretanto é legítimo ao menos procurar por um lugar relacionado ao nascimento de algo que nos toca profundamente.
Por isso que eu, estando em Porto Alegre, não podia deixar de procurar pelo Menino Deus... trata-se de um bairro em Porto Alegre, onde se situa a Igreja de Menino Deus, que faz parte do circuito histórico da cidade porque foi uma das primeiras igrejas da cidade.
Procurei a igreja e a praça (que é algo mais palpável do que simplesmente um bairro) e achei que seria fácil encontrar, mas qual não foi a minha surpresa ao ver que pelo menos dois taxistas não sabiam do que eu estava falando (rs). Isso me deixou tudo com mais cara de ficção: afinal para entrar "onde haveria mais futuro do que jamais houve" não podia ser assim tão simples... mas estive lá naquela pracinha.
A igrejinha fica na Praça Menino Deus, e é tudo tão singelo, uma gracinha, olhe ela de lado:
Lá temos uma iconografia da versão católica do Menino Deus.
Como vemos, nada da descoberta do corpo azul/dourado (ao modo de Logun Edé) da canção de Caetano... mas de qualquer forma, Porto Alegre (que é bem mais que um seguro) transparece demais nesta bela canção de auto descoberta e foi interessantíssimo estar (de azul) naquela lida (e azul) cidade!
Eu:
A cidade:
Para tudo: Azul!
domingo, 6 de maio de 2012
Aniversário do meu mestre...
Já são tantos anos de relação com este professor maravilhoso, que se tornou também o melhor orientador do mundo... e além disso, com seus orientandos, me deu muitos amigos, uma espécie de outra família de pessoas com afinidades eletivas rodeadas em torno deste historiador maravilhoso e cheio de humor!
Neste dia em que ele entrou na "sexalecência" (rs) a "família" voltou a se reunir para homenagear, celebrar e agradecer a ele por todas as coisas maravilhosas que junto dele vivemos! Pedimos a ele um 'discurso' e ele então disse algo como: "depois dos sessenta anos nossos sonhos se tornam reprises" (rs)
Para "comprovar" uma de suas orientandas, que é boleira de mão cheia e tinha feito um bolo no formato do seu livro de sua livre docência "Raízes do Riso" à época de sua publicação, repetiu o feito porque alguns orientandos não tinham 'comido o livro' ( É que quando alguém dizia a ele que ainda não havia lido o "Raízes do Riso" ele respondia : "Mas pelo menos você o comeu?" rs)
Agora todos provaram o gosto do "riso"e até da versão 'lembrancinha" dele:Muito bom poder ter participado de mais este momento especial do professor Elias Thomé Saliba, que é tão importante para todos nós!
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