terça-feira, 8 de outubro de 2024

Quintal dos Prettos outubro 2024

 


Mais um quintal, e dessa vez em dia de eleição, bem diferente. Primeiro fui exercer minha cidadania, votei bem cedo, sem muito alarde

Estava bonitinha,
me adaptando ao novo visual 

E estava bem cheio,pra um dia de eleição, foi surpreendente. Sei lá, estava em outro clima, logo que cheguei , vi aquele público tão diferenciado, pensei: calma, semana que vem vai ser melhor! E geralmente é assim que acontece🙏🏾

Não teve muito destaque nesse samba,nem convidados, nem velha guarda. Talvez as rodas cariocas tenham me acostumando mal. Talvez eu tenha perdido tanto encantamento com os Prettos, talvez. 

O fato é que deu uma esfriada e eu fiquei com vontade de entrar no pátio, vir logo embora. Começamos o mês de samba, só começamos.

Algumas fotos 















domingo, 6 de outubro de 2024

Mostra de cinemas africanos : Fad'Jal, de Safi Faye

 


Depois do belíssimo filme de ficção Mossane, onde o real e a ficção se entrelaçam de forma peculiar e poética, mais um filme de uma das precursoras dos  cinenas africanos,a senegalesa Safi Faye. 

No documentário Fad'Jal, sobre essa região de cultivo de amendoim no Senegal,  reencontramos o olhar poético de Safi sobre aquela África tribal, lugar de onde ela vem, e que nos seus filmes são salpicados de beleza e poesia.

O filme começa com um crianças assistindo comportadamente a uma aula sobre a História da França, deu rei Luis XIV, patrono da cultura. Depois passamos para essas crianças brincando.

É citado o dito popular "na África, um velho que morre é uma biblioteca que se queima" e as crianças pedem ao mais velho, para o griô, que lhes conte sobre "nossa história ", sobre a sombra do baobá, lugar de reunião da aldeia, onde não  não mais se fala sobre a  França, que são obrigadas a ouvir na escola, em uma revisitação da oralidade, capaz de encantar e denunciar, mostrando pelo olho de sua lente, como a vida politica atravessa a vida daqueles camponeses.

A história da aldeia é contada e encenada pelos mais velhos e pelo griô, para a alegria da meninada, em um rico jogo entre o real e o imaginado.

Essas história é artisticamente encenada, mostrando a duplicidade da filmografia de Faye, mesclando ficção e realidade, mesmo em um documentário. A filmografia de Faye narra a realidade. todo aquele processo de colonização e apagamento da história local, de forma a torna-la mais bonita! Isso é arte decolonizadora!

Algumas imagens do filme . onde vemos senegaleses belos, realizando  em suas atividades cotidianas. na lida com a cultura do amendoim.