sábado, 14 de dezembro de 2019

RELEMBRANDO 2019: Retrospectiva do blog (1o. semestre)



A tradicional retrospectiva do blog Pequenidades em 2019, o ano que não podia ter sido, mas será que foi? Vou dividir em duas partes, para caber no Blogger um comentário mês a mês. Vamos ao primeiro semestre:

JANEIRO - Comecei com muito medo da tragédia que o ano estava ensaiando ser, mas tentei levar de boa, como uma continuidade do ano de 2018, curtindo muito a Casa das Caldeiras, que eu sabia que me salvava a vida mas não sabia que seria por tão pouco tempo. Vale observar que no primeiro rolê do ano eu estava toda na defensiva, vestida com as roupas e as armas de Jorge
Pilantragi janeiro 2019

Desde o início 2019 era o  ano com gosto de  "até quando vou sobreviver"? O panorama político, que já ia de mal a pior, desde janeiro foi resumido pelo poema de  Augusto de  Campos

Poema de "O Mito", de Augusto de Campos, jan, 2019

FEVEREIRO – Desde o ano passado estava muito preocupada com a saúde de minha mãe, sabíamos que ela ia passar por uma cirurgia grande, estávamos esperando ser chamada. Mas em fevereiro eu ministrei uma palestra abordando cem anos de representação da menina negra na literatura infantil brasileira em  três momentos (Flor Encarnada de Arnaldo Oliveira Barreto, 1921; A Menina bonita do laço de fita, de Ana Maria Machado, 1986 e Menina Pretinha. da Mc Soffia, 2016), para o Sesc, começando a destacar a questão do ano: a ANCESTRALIDADE. 
personagens 
Ainda em janeiro ganhei um cd do raper Gui do Guetto rap na rua, e me voltei para essa cultura black. Mas ao  mesmo  tempo, como todos os anos nessa época,  eu já estava ansiosa para o carnaval, que seria só em março, eu  achava que seria bem na hora do carnaval, por isso quis aproveitar muito o pré carnaval e aproveitei todos os ensaios, foi muito gostoso.
Pré Carnaval TaradoNiVocê

MARÇO – Era carnaval e eu pulei os quatro dias, deliciosamente, escrevi detalhes sobre todos os dias aqui. Foi um carnaval sem palmitagem, glória a Deus! Ao mesmo tempo, li um livro  indicado pelo amigo Luiz Henrique, era Espírito da Intimidade e foi muito importante para pensar questões sentimentais entre pretos e pretas e novamente, sobre a palavra do ano, ancestralidade, com trechinhos lindos assim:
"A intimidade, em termos gerais, é uma canção do espírito, que convida duas pessoas a compartilharem seu espírito. É uma canção que ninguém pode resistir. Acordados ou dormindo, em comunidade ou sozinhos, ouvimos a canção. Não conseguimos ignorá-la."

(Sobonfu Somé. O Espírito da Intimidade - Ensinamentos ancestrais africanos sobre maneiras de se relacionar. Trad. Deborah Weinberg. 2a. ed.  Odysseus Ed., 2007,  p. 25.)



ABRIL- Cirurgia de mamãe. Foi muito tenso, mas estivemos todos juntos em nome de um bem maior que era a recuperação dela e tudo ocorreu da melhor forma. Afora isso, eu estava curtindo muito meu cabelão, mal sabia que, em breve, ele seria cancelado,  lamentavelmente. Mas com esse cabelão eu fui ao último Samba Rock plural na Casa das Caldeiras, querendo mais contato com a ancestralidade, mas ainda foram tentativas frustradas, só que renderam para o ano todo, como neste diálogo:
Sorrisos negros 

 Também em abril eu fui a uma festa de Hip Hop nas Caldeiras, foi amor à primeira vista...depois acabei me especializando um pouco nesse ritmo, mas tudo começou ali!
 

novos óculos
MAIO- Comecei a querer modificar meu visual, o que se estendeu o ano todo e nem sempre foi para melhor, mas em maio foi positivo, pois comecei a  usar óculos roxos, bem charmosos.
Mas era o mês da Virada Cultural e o Sesc Pompéia  fez uma linda homenagem à Cultura Africana, era perto e deu para curtir um pouco e voltar depressa para ficar com mamãe, e ter curtido foi ótimo, pois me  levou a retomar aquela essencial busca pela ancestralidade, sonhada há tanto tempo e que agora parecia estar mais próxima. Na Virada eu me diverti  no show Essênc'Iyá: lê Aiyê convida Paula Lima e Ellen Oléria
cartaz do show na Virada

Até que, infelizmente, chagamos no último rolê do projeto Todo Domingo Musical na Casa das Caldeiras e tentamos nos divertir ao máximo! 
JUNHO- Nesse mês as coisas começaram a ficar mais corridas, pois passei a acompanhar minha mãe no hospital para tratamento toda semana, o que me sugava muita energia. Como tinha tempo livre na sala de espera, usei para ler bastante, começando pela biografia Matinho da Vila: Reflexos no espelho,  que comentei neste post. Ainda nas leituras, preocupada com ancestralidade, conheci e comentei aqui sobre o conto de Conceição Evaristo, A gente combinamos de não morrer, que fala tanto sobre a realidade do negro no Brasil do atual governo. Ainda neste mês teve o lançamento de Almodóvar, muito bem acompanhada da minha amiga Rosane, sobre o filme, postei nesse link. Aliás, junho foi um mês que eu passei com  Rosane  algumas  vezes, numa delas conheci o belo Sesc 24 de maio, onde tirei essa foto, bela, mas cheia de melancolia
São Paulo, no Sesc 24 de maio

Assim foram os primeiros seis meses de 2019, muita coisa mudaria depois, mas elas só comento na semana que vem! :)




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