terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Retrospectiva 2025 : O ano da FELICIDADE CLANDESTINA

 


Passou voando e, como desejei no réveillon, veio com justiça, alívio e REVIRAVOLTAS: estudei, viajei, amei, vi muitos filmes e séries, li e divulguei vários livros ... Fiz coisas impensadas até então (fui a praia, montei árvore de natal, assisti filme de terror). Me senti mais mulher do que menina, no corpo e na mente... E amei ser mais fêmea!

 E passou tão rápido que quase perdi a data de públicar a retrospectiva!

Em 2025 eu voltei a sentir o gostinho d FELICIDADE, fazia tanto tempo... Mesmo que tenha sido rápida e clandestina, faz a vida valer a pena! Me senti viva, mais mulher, mais capaz! Gratidão Deus e os Orixás 💚💙🧡💛


Janeiro 

RESUMO 2025 : Janeiro
Começando o ano de Iansã e Xangô, muita tempestade e nãos! Misericórdia!
🙏🏾
Não foi um mês incrível,mas teve bons sambas e leituras:
Exposição Lecy Brandão; Primeiro samba: Partideiros; "Carlabê" de Isabela Noronha; Cacique de Ramos no MZ; Fruta do pé; Misoginia literária; "Se eu fechar os olhos agora" de Edney Silvestre; China já estava aqui;

Fevereiro
RESUMO 2025: FEVEREIRO
Como previsto, um mês quente, cheio de tempestades, poucos sambas e sem carnaval...mas com muita literatura :
-Livro "O Amante" de Marguerite Duras;
- Curso de verão "Lendo a poesia de João Cabral de Melo Neto";
-Exposição Lélia Gonzalez ;
-Primeiro Quintal dos Prettos do ano;
-Livro "História social da beleza negra" de Giovana Xavier;
-Sobrevivi plena à Edgard Faccó alagada;
-Pré carnaval com Baixo Augusta com Jorge Aragão;

Março
RESUMO 2025: Março
-Aniversário mãe (82);
-Carnaval reativa;
-Maria Zélia na Penha : mulheres no samba;
-Medo do fim do Instrumental SESC Brasil;
-Samba d'Coroa: vestida de brinco afro;
-Saudades do amor perdido no carnaval;
-Terreiro de Crioulo: princesa Bela de jaqueta jeans;
- Encontrando o Domingos de Oliveira real;
-Livro "Da morte.Odes mínimas",Hilda Hilst;
-Eliana Pittman canta Jorge Aragão "Nem lágrima, nem dor";
-Casamento da sobrinha;

Abril
RESUMO 2025 ABRIL - sobre a leveza e o peso!
Spok quinteto no instrumental; viagem a Niterói; livro "Verme", Geraldo Pedro; Encontro rodas de samba; Exposição "Lugar público", A. Mederas; Filme "Amores expressos": volta ao cinesesc; Leituras em processo ("Corpo encantado das ruas", L.A.Simas e "Insustentável leveza do ser", "M. Kundera); "Madureira Armorial" no instrumental;

Maio
RESUMO 2024 - MAIO
Foi um mês de testes amargo e doce muito como a vida e sai aprovada . Valeu demais maio, seu lindo:
Teste amargo no feriado; LIVRO A insustentável leveza do ser de Milan Kundera; TEATRO Senhora dos afogados; 13o. Encontro das Rodas de samba; Dia das mães; Clarineta de Laura Santos no instrumental; Cacique de Ramos em SP; teste doce em Niterói; FILME Homem com H; FILME mães paralelas; Harpa de Arícia Fegato no Instrmental; FILME Ritas;

Junho
RESUMO 2025: JUNHO
Parecia que não, mas teve coisas!
Frio!
🥶
Turistando na biblioteca;
LIVRO Uma aprendizagem..., Clarice Lisoector;
EXPOSIÇÃO Monet ecológico;
Meio do ano;
LIVRO "Meu amor", Beatriz Bleach;
LIVRO O sono na arte;
LIVRO "Alice e Ulisses" Ana Maria Machado;
INSTRUMENTAL: Rabeca de Filpo Ribeiro;
LIVRO Cândida Erêndira, Gabo;
TEATRO Fiandeiros do tempo;
LIVRO Homens pretos (não) choram, Stefano Vopi;

Julho
RESUMO 2025 Até julho
Em geral foi um mês gelado. Mas passou.
-Começou com coração partido, está cicatrizando;
-Teve a Tuba de Thiago Bernardes no Instrumental;
-Teve a sanfona tradicional com "Oito baixos" no instrumental;
-Aniversário de 16 anos dos Partideiros do Maria Zélia;
-Terreiro de Crioulo no Maria Zélia;
-LIVRO "O segredo e outras e outras histórias de descobertas ",Lygia Fagundes Telles;
-Lugares insuportáveis de bonitos;
-Comunidade Negra de Niterói;
-LIVRO "Após o anoitecer", de Haruki Murakami;

Agosto
RESUMO 2025 AGOSTO - Frio polar , melancolia, sólidão e História
Frio polar; LIVROS História da Etiópia; Aniversário amiga Cássia, INSTRUMENTAL Eloá Guimarães; FILME Na era da inocência Truffaut; FOTOS da juventude; Ética da literatura de Murakami; SAMBA Terreiro de Crioulo; LIVRO "O incolor Tsukuru Tazaki e seus anos de peregrinação; melancolia e sólidão; INSTRUMENTAL Duo Conversa Brasileira com Manuel Bandeira; Clarice Lispector lê Guimarães Rosa; IA interpretação de estampas africanas; Niterói; Fortaleza de Santa Cruz da Barra; FILME Faça ela votar; FILME Como água para chocolate;

Setembro
RESUMO 2025 SETEMBRO
-INSTRUMENTAL : Choro na flauta de Tiago Tigrão;
-FILME "Os 3 obás de Xangô";
-LIVRO "A mais recôndita memória dos homens", Mohamed Sarro;
-Civeroneando Geraldo nos meus lugares favoritos de São Paulo;
-FILME "Picasso : um rebelde em Paris ";
FILME Alphaville, de Godard no Cinesesc;
-IA : Interpretação do resultado do meu teste DNA Ancestralidade;
-Viagem: muita chuva em Niterói;
-FILME: "O último azul ";
-FILME "O bebê de Rosemary"
-FESTA: Ibejís;
-FILME : "Bicho de sete cabeças"
-INSTRUMENTAL: Samba de escola de samba com o SP RITMOS;

Outubro 
RESUMO 2025
CONTO Drive my car;
FILME Drive my car;
LIVRO A metamorfose, de Kafka;
LIVROS: Murakami;
SAMBA Quintal dos Prettos;
Niterói;
FILME: Malês ;
FILME Her;
FILME Run;
FILME -Ebtre facas e segredos;
ANIVERSÁRIO: Festival Cacique de Ramos;
FILME: Babygirl;

Novembro 
LIVRO "Caçando Carneiros", Murakami e a trilogia do Rato;
SÉRIE "Contos do Loop", Prime vídeo;
CONTO "Crachá nos dentes" Lygia Fagundes Telles ;
SÉRIE "Cangaço Novo ", Prime Vídeo;
"Portal" no Metrô Clínicas;
SÉRIE "Anos Luz", Prime vídeo;
ARCANO DA TORRE seguido pelo ARCANO DA ESTRELA (é a vida!)
Atividades pré -natalinas (quem diria?! Mais uma quebra de "couraça"! );
FILME "Nosso Sonho " , Claudinho e Buchecha e o funk Melody;
SÉRIE "Them" Primeira 👍🏾 e Segunda 👎🏾temporadas;
SÉRIE. "Ane with an E" e o elogio mais fofo do ano ❤️;
SAMBA "Terreiro de Crioulo" no Maria Zélia;
SAMBA  "18 anos Partideiros Maria Zélia ";
SONETO DE CAMÕES : "se tão contrário a si é o mesmo amor"...

Dezembro 

RESUMO 2025 Dezembro  Voou, nem consegui dar conta de tudo!
SÉRIE Them; 
SÉRIE Sozinhos;
LIVRO Dança de enganos;
SAMBA d'Coroa;
FILME O Filho de mil homens;
FILME A ostra e o vento;
FILME Retratos fantasmas;
FILME 3 canções para Benazir;
Natais inesquecíveis 


Conto "Felicidade Clandestina", Clarice Lispector 

FELICIDADE CLANDESTINA: 2025 o ano em que a menina virou mulher a partir da felicidade Clandestina!

" Criava as mais falsas dificuldades para aquela COISA CLANDESTINA QUE ERA A FELICIDADE. A felicidade sempre iria ser clandestina para mim. Parece que eu já pressentia. Como demorei!Eu vivia no ar...Havia orgulho e pudor em mim. Eu era uma rainha delicada.
Às vezes sentava-me na rede, balançando-me com o livro aberto no colo, sem tocá-lo , em êxtase puríssimo.
Não era mais uma MENINA COM O SEU LIVRO: era  UMA MULHER COM SEU AMANTE."

" "Felicidade Clandestina", Clarice Lispector.

Tchau 2025



Valeu 2025! Que venha o próximo!


terça-feira, 23 de dezembro de 2025

3 canções para Benazir, um documentário afegão

 



Três Canções para Benazir (2021): Meio que “do nada”, assisti ao documentário afegão de Elizabeth Mizael e Gulistan Mizael, disponível na Netflix.

Com pouco mais de 20 minutos, o filme conta a história do jovem Shaista, recém-casado com Benazir, que vive em um campo de refugiados em situação de extrema miserabilidade. Apesar disso, Shaista é otimista e se vê dividido entre se alistar no Exército Nacional Afegão, em busca de estabilidade e sustento, ou permanecer próximo da esposa e dos filhos, sustentando o amor mesmo na precariedade.

Os sonhos de Shaista, no entanto, raramente se concretizam por causa das restrições impostas pela família, pelos costumes e pela vigilância constante de grupos armados.

Ainda assim, em meio a essa realidade dura, Shaista se mostra terno e amoroso. Ele canta para a esposa, faz gestos românticos e oferece pequenos sinais de afeto em meio à instabilidade cotidiana.

Vou dar spoiler, mas preciso dizer que, infelizmente, Shaista não conseguiu estudar nem alcançar estabilidade. Acabou seguindo o fluxo comum do entorno: passou a trabalhar na colheita de papoulas para a produção de ópio, o que o levou à dependência. Mesmo assim, ele não desistiu de se empenhar na recuperação e de voltar a cantar canções para sua Benazir.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2025

"A ostra e o vento", Walter Lima Junior

                 


Depois que assisti ao excelente "O Filho de Mil Homens" (2025), o cenário praiano me lembrou "A Ostra e o Vento"(1997), um filme que me recordo de ter achado triste e  lindo, mas faz tanto tempo que pode ser que eu não me lembre direito.

Na primeira vez que procurei, não achei. Será que, depois de tantos anos, eu já estava pronta para rever? Aí fui ouvir a canção A ostra e o vento  que tanto evitei ouvir de novo, pois era como se abrissem meu "estojo" de ostra e tocassem minha solidão infinita. Eu ficava tão vulnerável! Dessa vez foi mais tranquilo. Que bela canção! Ouvi duas vezes sem sofrer.

Na verdade, sempre soube que o livro, o filme e a música de Chico Buarque são bonitos até demais. O problema estava em mim.

Essa história sobre uma solidão enlouquecedora sempre foi um monstro para mim. Eu reagi contra, passei anos resistindo a lembrar dela. Quando o filme saiu, eu mal tinha vinte anos, cabeça e sentimentos ainda não formados. Tudo que eu não queria era ser Marcela, a que tem o mar como cela. E não fui.

Mas anos se passaram. Será que eu já tinha suporte para enfrentar esse monstro e ver o filme com a delicadeza que ele merece? Tive!

Foi lindo reencontrar tudo aquilo. Nem doeu como se fosse em mim. Já não tenho mais vinte anos, superei muita coisa.

Agora assinei a Netflix e achei o filme lá, numa versão de muita qualidade. Não lembro onde assisti ao filme na época, teria sido no cinema? Teria em DVD? Não lembro! Mas pude rever com atenção e foi muito bonito. Como o cinema nacional tem belezas escondidas. A atuação da jovem Leandra Leal é sublime. Ela realmente vive Marcela, a moça presa numa ilha com seu pai, o faroleiro José, em uma solidão enlouquecedora, até se apaixonar por Saulo, o vento. É muito poético e brilhante como o filme consegue contar isso em imagens!

Ouvi a música, assisti ao filme, agora só falta dar uma olhada no livro de Moacir Lopes. Eu tenho ele aqui, mas deve estar escondido para que eu não corra o risco de trombar com ele, meu monstro de juventude.

Quando o encontrar, comentarei neste post mesmo. Por hora, fica a dica: assistam "A Ostra e o Vento". É triste, mas é muito bonito!

domingo, 21 de dezembro de 2025

Samba d'Coroa veste branco: último samba do ano

 


Foi o último samba do ano .



Eu SAMBISTA 😍

 Eu estava de beca branca e chapéu Panamá, que ganhei de presente de natal.


Foi um sábado sem sofrência.

Como o samba cura minhas dores ! 

Algumas fotos




segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

Assisti "Filho de mil Homens"


 Nesse fim de semana eu assisti,na Netflix, "O Filho de Mil Homens" (2025) , dirigido por Daniel Rezende. A partir da história do pescador Crisóstomo, que em uma aldeia tradicional portuguesa lamenta não ter tido um filho até conhecer Camilo e dar início a uma família e contar também muitas outras narrativas mágicas e visualmente belas. Adaptação de um romance de Valter Hugo Mãe que eu não li, é “realismo fantástico” em estado puro e um banquete visual para olhos sedentos de beleza. Alem  as belezas naturais das praias, o filme reúne elementos em azul, verde e dourado para contar  uma história de amor e pertencimento. Espero que o livro também seja assim, mas de qualquer forma que bom que ganhamos esse  presente , mais um estrelado por Rodrigo Santoro, que em 2025 eu assisti em dois momentos de muita poesia no cinema nacional:  "O Último Azul" (2025), dirigido por Gabriel Mascaro, e agora neste outro filme necessário!!

sábado, 6 de dezembro de 2025

"Sozinhos" (Solos) 2021: Série Sci-fi existencialista do Prime

 

"SOZINHOS" (SOLOS, 2021)

Assisti recentemente a esta breve série antológica sci-fi e existencialista do Prime Video Brasil e fiquei profundamente impactada. Em um futuro distópico, acompanhamos a encenação de memórias roubadas e revisitadas por personagens que tentam conviver com tecnologias avançadas usadas, paradoxalmente, para enfrentar questões profundamente humanas: família, saúde, solidão, velhice e o sentido da vida. Em monólogos ou diálogos com um único interlocutor, humano ou não, a série adota quase um formato teatral e se sustenta em grandes atuações, evocando o princípio do teatro grego de explorar o que é essencialmente humano.

Tom e seu clone robô 

Os dois primeiros episódios, interligados, ilustram com força essa proposta. Conhecemos Tom Wykgowski, interpretado por Anthony Mackie, que está prestes a morrer e adquire um clone robótico para substituir sua presença e proteger a família. Ao “ensinar” ao robô quem ele é e como ama, Tom revive o que realmente importa: seus vínculos afetivos.

Peg : sozinha no espaço com suas memórias 

No episódio seguinte, acompanhamos sua filha Peg Wykgowski, vivida por Helen Mirren, já  com setenta e um anos, durante uma viagem espacial solitária. Em conversa com um interlocutor artificial, ela revisita memórias da infância e fala sobre o amor verdadeiro do pai, algo que o robô jamais conseguiu reproduzir.

Esses episódios exemplificam o ponto central da série: não importa o quanto a tecnologia avance, ela permanece apenas como ferramenta. Não substitui o que é natural e essencial : memórias, vínculos, amor, identidade, arrependimentos, presença. Sem isso, a tecnologia alcança apenas o vazio da experiência humana. Como a série sugere, memória não é arquivo; é identidade, afeto e sentido.


Ao terminar, lembrei do livro “A morte é um dia que vale a pena viver”, da médica Ana Claudia Quintana Arantes, que mostra como pessoas prestes a morrer, em cuidados paliativos,  raramente falam de tecnologia, metas ou status. Elas falam de memórias, do que foram ou deixaram de ser, das relações que construíram e das que perderam.

Em "Sozinhos" estamos diante de um universo hiper tecnológico, mas também  nele ,nenhuma tecnologia é capaz de substituir a experiência humana.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2025

Série Them : terror psicológico virou filminho clichê de terror?


Them: altas expectativas


Assisti à série Them, no Prime Video, e, em geral, gostei muito.

Quando fui ver, sabia que se tratava de uma série de terror psicológico, tendo o racismo como pano de fundo, então eu não esperava uma comédia romântica ou alguma redenção. Infelizmente, não achei exagerado, mas muito real. Eu me identifiquei em tantos momentos, como todo negro e negra vai se identificar. Doeu muito. E é exatamente por isso que comecei adorando a série: mexeu demais com coisas lá no fundo.
Temporada 1: racismo é terror real e implacável

Falo aqui da primeira temporada (2021), que foi especialmente impactante. Ambientada nos Estados Unidos da década de 1950, mostra uma família negra que, após um trauma, deixa a zona rural e migra para uma região urbana com predominância branca, tornando-se a única família negra do bairro,  que deseja expulsá-los a qualquer preço. Dentro do contexto da Grande Migração, é terrível mas compreensível o alto grau de racismo, que se torna a maior violência da trama.

Por ser um produto audiovisual, vale destacar que esse enredo forte é contado no ambiente lindo, colorido, limpo, plástico e artificial dos anos 1950, o que reforça o contraste com a violência que não permite indiferença em nenhum momento. Nesse aspecto contraditório, destaco a trilha sonora pontual e cirúrgica, que funciona como pequenas pontadas necessárias.

O conteúdo sobrenatural aparece desde o início, primeiro em flashes, depois com o surgimento de alguns "fantasmas", cada um ligado a um dos protagonistas. Eles representam um passado racista daquele lugar, ancorado em um imaginário religioso cristão de séculos anteriores, que separava “us” (brancos divinos) e “them” (negros malignos). É uma espécie de maldição que retorna quando o racismo já havia desgastado profundamente o psicológico da família. Ainda assim, nada se compara ao terror real dos episódios de violência racial extrema, que infelizmente sabemos não serem apenas ficção.

No fim, há uma luta e uma vitória possível, e a personagem Lucky, a mãe negra devastada por tragédias e traumas, é a única que encontra força para reagir e resgatar a família, entre mortos e feridos. É uma história verdadeira no sentido emocional, sem romantizar racismo ou sofrimento. Uma verdadeira aula de terror psicológico, tão intensa que muita gente comentou ter ficado um pouco traumatizada com o peso dos episódios. Eu dou nota 10 para a temporada.

Segunda temporada: clichês de terror 


"THEM": o medo -segunda temporada

O mais difícil de séries è quando se tem uma primeira temporada excelente e a expectativa da segunda é alta. No caso a história mudou , agora gira em torno da detetive negra Dawn Reeve (Deborah Ayorinde) que, em 1991 em Los Angeles, investiga uma série de assassinatos chocantes (cenas fortes de corpos deteriorados 😱)
Paralelamente, acompanhamos a história de Edmund Gaines (Luke James, que, sozinho ,salva a temporada!), um ator negro solitário  com dificuldade de encontrar papéis, por isso ganha a vida como personagem de parque infantil. Sem me estender muito, as tramas de Dawan e Edmund se encontraram, inclusive  na referência à primeira temporada que, infelizmente, merecia uma continuação melhor. Se na primeira acharam senso comum uma família perseguida por fantasmas;  nessa ,apesar do subtítulo MEDO ,o conteúdo é bem mais leve (eu achei, deu pra assistir tudo sem pausa pra recuperação),o  racismo é bem mais leve, e o terror psicológico virou um roteiro de filme de terror dos anos 1980, com vários clichês : seriam kiler, psicopata, exorcismo, decapitação, terror com brinquedos e palhaços palhaços : Tudo junto ! Dela só destaco novamente a atuação de Luke James, que quase até o fim, eu não sabia se era bom, mal, farsante ou vítima! Cada olhar era  uma surpresa! Muitas palmas a ele, porque o resto é apenas um exemplo de como destruir uma ideia fantástica, como a da série Them.