sábado, 4 de abril de 2009
POSSO SER BREGA?
Eu não gosto muito dessa música,acho meio brega, mas ela é muito música do meu tempo, dos meus vinte anos ... e gosto demais do trecho do Eça!
sexta-feira, 3 de abril de 2009
CORREIO SENTIMENTAL
Como está no romance “O ano da Morte de Ricardo Reis”, o tempo para que a gente digira a morte é igual a mais ou menos nove meses... pois então, ao terminar o nono mês de luto pela morte do meu último amor ( o primeiro da minha nova vida) eu respiro ares de desejo de achar um outro amor, porque continuo viva e aquele já foi, foi o que tinha de ser...
Mas como seria esse novo amor? Eis o problema! Agora estou mais exigente, não é qualquer um que se encaixará, primeiro não precisa ter dinheiro, nem precisa ser bonito (talvez apenas perfumado, mas isso não é exigência), tem que ser alguém que tenha paciência com meu excesso de palavras, delicadeza com minha super sensibilidade, que tenha facilidade em conversar sobre meus assuntos, que me ensine e aprenda comigo, que não tenha pudores com gestos públicos de carinho como oferecer rosas eventualmente, que me ligue algumas noites para dar boa noite (quando não estiver comigo, claro) que queria me oferecer as mãos e comigo caminhar, pois estou vivendo minha segunda adolescência não a massacre por favor (por isso veto de antemão os muito mais velhos... quarentões não) ... eu acho mesmo que depois de tantas mudanças que eu operei em mim mesma para melhor, depois de uma grande desilusão amorosa na minha nova vida, já estou mais que pronta para viver um novo amor .. e ouço essa música de Ópera do Malandro:
Tomara que eu tenha boa sorte!
terça-feira, 31 de março de 2009
O ENCONTRO DE RIOBALDO COM O MENINO
Eu postei muito sobre esse pedaço do Grande sertão: Veredas no meu falecido blog Tutaméia, depois a vida foi seguindo outros rumos e eu não parei mais para reler o texto ...mas a gente sempre volta ao texto que falou a nossa alma, por isso voltei ...
Já tinha comentado a opinião do meu mestre Willi Bolle sobre esse trecho, descoberta do medo, da coragem e do amor, simultâneos e misturados, porque no amor é preciso ter coragem, já que não há garantias, é uma grande aventura. Um dia encontrei um moleque que se dizia apaixoando por mim, certo, mas eu percebia nele uma necessidade de garantias que julguei (com razão) serem infantis demais pois era reação esperada de quem nunca tinha passado por situações limites, como a proximidade da morte, como eu tinha e que o Rosa me ajudou a vislumbrar...
Ê Rosa!Relendo seu texto lembrei novamente que se trata de uma alegoria da vida... um dia, como Riobaldo, a gente encontra alguém que te dá um prazer de companhia “como nunca por ninguém tinha sentido”e vai seguindo com essa pessoa em canoa nas águas brandas do rio de Janeiro até que:
“com pouco, chegávamos no do-Chico. O senhor surja: é de repentemente, aquela terrível água de largura: imensidade. Medo maior que se tem, é de vir canoando num ribeirãozinho, e dar, sem espera, no corpo dum rio grande. Até pelo mudar. A feiúra com que o São Francisco puxa, se moendo todo barrento vermelho, recebe para si o de-janeiro, quase só um rego verde só. – “Daqui vamos voltar?” – eu pedi, ansiado. O menino não me olhou – porque já tinha estado me olhando, como estava. – “Para quê?” – ele simples perguntou, em descanso de paz. O canoeiro, que remava, em pé, foi quem se riu, decerto de mim. Aí o menino mesmo avançação enorme roda-a-roda – o que até hoje, minha vida, avistei, de maior, foi aquele rio. Aquele, daquele dia...”
Eu já vivi esse medo um dia e lembrava do ensinamento do menino “carece de ter coragem”
Quando releio não posso deixar de dizer: PARA MIM ESSA É A OBRA PRIMA DA LITERATURA!
segunda-feira, 30 de março de 2009
AO FINAL SOBRAM APENAS RESTOS CHEIOS DE SIGNIFICADOS...
Canção do Vento e da Minha Vida- Manuel Bandeira
O vento varria as folhas,
O vento varria os frutos,
O vento varria as flores...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De frutos, de flores, de folhas.
O vento varria as luzes,
O vento varria as músicas,
O vento varria os aromas...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De aromas, de estrelas, de cânticos.
O vento varria os sonhos
E varria as amizades...
O vento varria as mulheres...
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De afetos e de mulheres
O vento varria os meses
E varria os teus sorrisos...
O vento varria tudo!
E a minha vida ficava
Cada vez mais cheia
De tudo.
sábado, 28 de março de 2009
BOM EM "QUEM QUER SER UM MILIONÁRIO?" É QUANDO TERMINA!
Assim não dá pra uma moça que optou não ir ao cinema desde uns aninhos voltar ao hábito! Tô péssima, né? 100% fechada para a vida! Sorry!Se você está melhor que eu, encare o final do filme:
quinta-feira, 26 de março de 2009
Mais um link do Cadernos de Saramago
quarta-feira, 25 de março de 2009
SE EU QUISER FALAR COM DEUS...
Eu achei que eu tinha chegado ao fim da estrada, pois o findar não deu em nada do que eu pensava encontrar...Foi só uma fase na nossa busca por Deus, que o Riobaldo explicou (nesse trecho que o Boldrin fala nesse vídeo), mas especialmente na música do Gil, que sempre me emociona:Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar
Se eu quiser falar com Deus
